Um ensaio que testa os materiais isolantes num poste de alta tensão. os isolantes são tão necessários quanto os condutores. A segurança das pessoas e dos circuitos eléctricos, exige uma escolha criteriosa destes.

   

    A iluminação das ruas fazia-se, no século XIX, por lâmpadas de gás. No final do século, começou a ser usado o arco voltaico, produzido por descar­gas eléctricas entre duas barras metálicas, aguçadas na ponta, colocadas a uma distância pequena (da ordem de grandeza do milímetro), para iluminar casas, estações e algumas ruas. Quando tomou conhecimento disso, em 1877, Edison, um grande inventor, logo começou a imaginar uma forma de estender o processo de iluminação generalizada a qualquer lugar. Mas a luz produzida por tais arcos era muito brilhante e originava fumos tóxicos. Edison pensou, então, em fabricar lâmpadas de luz mais suave, utilizando filamentos, que ficavam incandescentes pela acção da corrente eléctrica. Até àquela data, tudo o que se tinha produ­zido nesse sentido não tinha tido grande sucesso. Inaugurada uma companhia com o seu nome, conseguiu fundos para prosseguir o seu projecto.

Uma característica muito apreciada na distribuição de gás era que cada consumidor podia ligar e desligar o fornecimento quando queria. O mesmo teria que ser feito na distribuição de energia eléctrica! Os arcos voltaicos, cuja resistência é cerca de 5 Ώ, exigiam uma corrente de intensidade da ordem de 10 A. Eram ligados normalmente em série; quando um não funcionava, nada funcionava! Deveriam ser ligados em paralelo, mas, assim, exigiriam uma intensidade de corrente de 100 A, o que estava bem longe das capacidades de qualquer gerador da época! As poucas lâmpadas (de bem curta duração) que tinham sido construí­das até aquela altura tinham resistências de cerca de 0,5 Ώ. Se a potência pretendida era a mesma que a dos arcos voltaicos, então a intensidade de corrente teria que ser bem maior.

E Edison estava a pensar em milhares de lâmpadas!

Os cabos de transmissão deveriam transportar correntes de grande intensidade. E o aquecimento produzido? A comissão encarregada de observar as pesquisas de Edison (não nos esqueçamos que o seu projecto estava a ser financiado externamente) conclui que este era inexequível.

Porém, o genial inventor não desistiu.

Para minimizar a intensidade de corrente nas linhas de transmissão e sabendo que a potência eléctrica depende da resistência e da intensidade da corrente, teria de conseguir lâmpadas com resistência elevada. Tentou filamentos de carbono, mas estes tinham tendência a arder.

Emprestaram-lhe uma bomba de vácuo, mas, mesmo com uma rarefacção muito boa no interior da lâmpada, apenas conseguiu resistências de 3 Ώ após um ano de árduo trabalho, em que experimentou cerca de 1600 materiais. Foi então que teve conhecimento, num artigo da Scientific American, de que uma lâmpada de filamento de carbono, descoberta pelo inglês Joseph Swan, tinha trabalhado várias horas. Edison não tinha experimentado o filamento de carbono num ambiente rarefeito. Voltou às experiências com este filamento, usan­do a bomba de vácuo. Em Novembro de 1879, tinha desenvolvido um filamento com uma resistência de 100 Ώ.

 

 

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