
PRESERVAÇÃO DA ÁGUA

Muitas pessoas desconhecem a realidade preocupante de uma possível crise de água potável, onde esse a água pode tornar-se uma mercadoria tão cara quanto o petróleo e objeto de disputas e guerras no terceiro milênio. A água vem se tornando cada vez mais escassa à medida que a população, a indústria e a agricultura se expandem, embora as águas ocupem cerca de 71% da superfície do planeta, apenas 0,63% do volume total das águas é doce e está em estado líquido, a maior parte não é aproveitada porque grande está congelada nos pólos e uma outra parte não pode utilizada questão de inviabilidade técnica e financeira. Enquanto muita gente a desperdiça, mais de 1,5 bilhão de pessoas estão sem água no mundo, por isso que a água é um dos recursos naturais mais valiosos da humanidade.
Milhares de lagos estão atualmente sujeitos à acidificação ou à eutroficação (processo pelo qual grandes aportes de nutrientes, particularmente fosfatos, levam ao crescimento excessivo de algas). Quando as algas em quantidade excessiva morrem, sua degradação microbiológica consome grande parte do oxigênio dissolvido na água, piorando as condições para a vida aquática. É possível restaurar a qualidade da água nos lagos, mas há um custo e o processo leva anos.
Embora a poluição dos lagos e dos rios seja potencialmente reversível, o mesmo não acontece com a água subterrânea. Como a água subterrânea não recebe oxigênio atmosférico, sua capacidade de autopurificação é muito baixa, pois o trabalho de degradação microbiana demanda oxigênio. A única abordagem racional é evitar a contaminação.
Por sua vez, a recuperação da qualidade da água do oceano é incomparavelmente mais difícil do que a dos lagos e rios, segundo experiência já adquirida, que dita ainda mais precaução nesse caso.
Expectativas socioeconômicas devem se harmonizar com as expectativas ambientais, de modo que os centros humanos, os centros de produção de energia, as indústrias, os setores agrícola, florestal, de pesca e de vida silvestre possam conviver em harmonia. Nem sempre o fato de existirem interesses variados significa que devam ser conflitantes. Por exemplo, controle de erosão caminha junto com reflorestamento, prevenção de enchentes e conservação de água.
Um projeto de manejo de recursos hídricos deveria visar mais um aumento da eficiência no consumo de água do que um aumento da disponibilidade de água. O aumento do fornecimento de água é usualmente mais caro e apenas adia uma crise. Para alguns países, aumentar a eficiência é a única solução às vezes. A irrigação pode ser e geralmente é terrivelmente ineficiente. Na média mundial, menos de 40% de toda a água usada na irrigação é absorvida pela plantação. O resto se perde. Um dos problemas trazidos pela irrigação excessiva é a salinização. À medida que a água se evapora ou é absorvida pelas plantas, uma quantidade de sal se deposita e se acumula no solo. Novas técnicas de micro-irrigação, pelas quais tubulações perfuradas levam a água diretamente às plantas, fornecem boa maneira de conservar a água.
A captação de água subterrânea para aumentar o fornecimento de água deveria ser evitada a todo custo -- a menos que se garanta que o aqüífero de onde se tira a água será reabastecido. Como a água subterrânea se mantém fora do alcance de nossas vistas, pode se tornar poluída gradualmente sem excitar o clamor público, até que seja tarde demais para reverter o dano causado pela poluição.
A adoção de programas de prevenção de poluição é preferível à utilização de técnicas de remoção de contaminantes em água poluída, uma vez que a tecnologia de purificação é cara e complexa à medida que o número de contaminantes cresce.
Paralelo a tudo isso, existe a necessidade de se fazer mais pesquisa sobre a hidrosfera, com estudos sobre a ecologia e a toxicologia da vida marinha; sobre o ciclo hidrológico e os fluxos entre seus compartimentos; sobre a extensão das reservas subterrâneas e sua contaminação; sobre as interações entre clima e ciclo hidrológico.
TRATAMENTO
Assegurar a quantidade de água necessária não basta. É preciso manter a qualidade da água. Veja agora como podemos fazer isto através da monitoração da qualidade, de como realizar o Saneamento, entre outras técnicas:
Monitore a Qualidade da Água:
São determinados 33 parâmetros físicos, químicos e microbiológicos de
qualidade da água em análise em laboratório
Desses 33 parâmetros, nove compõem o Índice da qualidade das águas (IQA)
São eles:
· Oxigênio dissolvido (OD)
· Demanda bioquímica de oxigênio (DQO)
· Coliformes fecais
· Temperatura da água
· pH da água
· Nitrogênio total
· Fósforo total
· Sólidos totais
· Turbidez
Na sua interpretação devem ser
levados em consideração fatores importantes:
. A qualidade das águas muda ao longo do ano; em função de fatores
meteorológicos e da eventual sazonalidade de lançamentos poluidores e das
vazões.
. A medida que o rio avança, a qualidade melhora por duas causas: a capacidade
de autodepuração dos próprios rios e a diluição dos contaminantes pelo
recebimento de melhor qualidade de seus afluentes. Esta recuperação ,
entretanto, atinge apenas os níveis de qualidade aceitável ou boa. É muito
difícil a recuperação ser total.
Saneamento
A água tratada fica em reservatórios e para chegar até nossas casas passa por uma complexa rede de tubulações e dutos e muitas vezes por causa de um vazamento pode haver a contaminação desta água. As vezes o problema está mais próximo, podendo ser uma caixa d’água suja ou contaminada. Para termos certeza da qualidade de nossa água devemos beber água clorada e filtrada ou fervida.
O Cloro: O cloro é adicionado geralmente no momento do tratamento da água. Em
locais aonde a água não vem de um sistema de abastecimento podemos clorar a
água antes de utilizá-la muito facilmente, pois o cloro na água ajuda a matar
os germes que lá se encontram, mas deve-se tomar cuidado, pois se colocá-lo em
maior quantidade, ele pode causar mal a saúde e, em excesso, piora ainda mais
a situação.
Para clorar a água, colocamos 1 colher de sopa de água sanitária para cada 20 litros de água ou 1 gota para cada litro de água de rio, nascente ou de poço. Depois de 30 minutos está água poderá ser usada. Mesmo pequenas quantidades de cloro apresentam forte ação bactericida. A quantidade recomendável de cloro na água para consumo é de 0,2 a 0,5 ppm (parte por milhão ou miligrama/litro) de cloro residual.
O Filtro Doméstico: No mercado encontramos diversos modelos bem eficientes, porém sempre devem ser sempre mantidos limpos.
Grande parte dos modelos no mercado apresentam uma vela de cerâmica como filtro, alguns hoje já apresentam sistema de retrolavagem, que proporciona uma limpeza eficaz.
A Fervura: Em locais onde não temos certeza da potabilidade da água e não
dispomos de cloro e filtro, o método mais eficaz é a fervura que mata os
germes patogênicos.
Para ser eficiente deve ser por mais de 5 minutos fazendo com que a temperatura chegue a 100ºC, aconselho também que depois você leve a água para esfriar na geladeira ou freezer, pois algumas bactérias não morrem apenas com o calor. Depois é só acondicioná-la em frasco limpo.
Os Reservatórios e Caixas d’água
Muitas vezes ocorre a contaminação
destes reservatórios ou mesmo a formação de algas ou bactérias que podem
trazer sérios danos a nossa saúde. e por isso é necessário a cada 6 meses
promover vistorias e limpezas.
Como limpar caixas e reservatórios d’água:
- feche o registro geral do hidrômetro.
- espere toda a água armazenada ser consumida pelas torneiras, descargas ou na
limpeza doméstica.
- com a caixa vazia promova a limpeza usando escova, vassoura, balde, panos e
água sanitária.
- nunca utilize produtos de limpeza doméstica como sabão, detergente,
desinfetantes.
- encher novamente a caixa e adicionar 1 gota de água sanitária para cada
litro de água, ou 1 litro de água sanitária para cada 1000 litros de água,
para uma última desinfecção.
- descarte esta água ou utilize-a para fins menos exigentes.
- tampe corretamente para evitar novas contaminações e marque a data da
limpeza em algum lugar.
DICAS DE ECONOMIA:
A melhor maneira de se preservar a água é economizando. As práticas de economia da água que utilizamos diariamente contribuem para a utilização de forma mais racional de um recurso escasso, permite colaborar com a qualidade dos serviços de saneamento ao aliviar os gastos dentro de casa.
Pra começar a economizar, o primeiro passo é identificar onde usamos água em casa. Depois, precisamos decidir sobre o que fazer para reduzir a quantidade que usamos, seja eliminando práticas e hábitos de desperdício, ou melhorando a eficiência do uso da água, com instalações e acessórios mais eficientes.
Uma área que é importante vigiar é o banheiro, onde se usa cerca de 65% da água consumida em toda a residência. Também é crucial analisar os hábitos de consumo. A maior parte da água consumida em nossas atividades diárias é simplesmente desperdiçada.
A água muito valiosa, pois dependemos dela para viver, apesar disso vemos diariamente rios que virarem esgotos, lagos se tornarem fossas, pessoas morrerem por beber água contaminada, a poluição sendo carregada para o mar ao longo das praias, peixes envenenados por metais pesados e a vida silvestre sendo destruída.
Porém não podemos colocar toda culpa em empresas, indústrias, no governo e em plantações, pois todos nós somos culpados pelo que chegamos atualmente.
Os seres humanos, os maiores utilizadores da água e são os causadores dos problemas destinados a este assunto.
Pessoal, pense bem, nós somos feitos quase 80% de água, se ela acabar, nos acabamos.
Por isso cada um deve fazer sua parte economizando e não jogando lixo nos rios, lagos, mares, etc. Pois assim se cada um ajudar a nossa situação melhorará muito.
Veja agora algumas dicas para economizar água:
- Quando for lavar os pratos, feche sempre a torneira na hora de ensaboá-los. Assim, você economizará mais de 20 litros de água.
- Ao fazer a barba, deixe a torneira fechada enquanto estiver passando o creme de barbear. Isso representa uma economia de mais ou menos 10 litros de água.
- Quando escovar os dentes, deixe a torneira da pia fechada. Com isso você economizará cerca de 10 litros de água.
- No banho, feche sempre o chuveiro quando estiver se ensaboando. Assim, você economizará 10 litros de água. Uma ducha rápida consome menos água quente do que uma banheira cheia, e ainda poupa energia
- não use o vaso sanitário como cesta de lixo nem dê descarga sem necessidade.
- mais de 50% da água utilizada nos jardins se perde devido à evaporação e por
se regar em excesso; para reduzir as perdas com a evaporação, regue bem cedo.
- ao lavar o carro, utilize um balde com água e uma esponja; isso pode
economizar cerca de 300 litros de água;
- veja onde há vazamentos, que podem custar muito caro; o gotejamento de uma
gota por segundo desperdiça cerca de dez mil litros de água por ano; a maior
parte dos vazamentos é fácil de ser encontrada e de se consertar; em geral, as
torneiras ficam pingando por causa de uma peça que custa centavos para ser
substituída;
- um vaso sanitário que continue fluindo água depois de dada a descarga, se o
problema for suficientemente grande, pode desperdiçar até 200 mil litros de
água em um ano; estima-se que uma grande porcentagem de todos os vasos
sanitários em uso nas residências modernas vazam.
- Jamais jogue lixos (papel, plástico, comida, etc.) em rios, riachos, lagoas, mar ou no chão, isso diminui a poluição nas águas.
- Lave, raramente, as calçadas de sua casa, isto gera muita economia.
Isto tudo parece coisa boba, mas seguindo-a você terá um bom resultado. Utilizando menos a descarga, diminuindo o tempo do banho, e por aí vai. Mas sem se esquecer que não é por isso que você vai ficar sem as regras básicas de higiene.