PRINCIPAL - CÁLCULO DE CONSUMO - LÂMPADAS - CÁLCULO DE ILUMINAÇÃO
Para determinar o número de luminárias
necessárias para a iluminação, podemos utilizar os seguintes
métodos:
1) dos lúmens;
2)
das cavidades zonais;
3) do ponto por
ponto.
MÉTODO DOS LUMENS
O método de lumens é dividido nas etapas apresentadas a seguir:
*Seleção da Iluminância
De acordo com a NBR-5413 da ABTN, a seleção da
iluminância específica para cada atividade é feita do seguinte
modo:
a. analisa-se a característica da
tarefa e escolhe seu peso;
b. soman-se os valores encontrados,
algebricamente, considerando o sinal;
c. quando o valor final for -2
ou -3, usa-se a iluminância mais baixa do grupo; a iluminância superior do grupo
é usada quando a soma for +2 ou +3; nos outros casos usa-se o valor
médio.
Exemplo:
Oficina de inspeção de
aparelhos de TV, ocupada por pessoas de menos de 40 anos de idade, a velocidade
e precisão são importantes e a refletância do fundo da tarefa é de
80%.
Somatório dos pesos:
idade = -1
velocidade e precisão=
0
refletância no fundo da tarefa= -1
Total = -2
Portanto, usaremos a
iluminância mais baixa do grupo, ou seja, 1 000 luxes (faixa B - Tarefa com
requisitos especiais)
*Escolha da Luminária
Etapa que depende de diversos fatores, tais
como: objetivo da instalação(comercial, industrial, residencial, etc.), fatores
econômicos, razões da decoração, facilidade de manutenção. Para esse objetivo, utiliza-se a consulta de catálogos dos
fabricantes.
Nas luminárias fluorescentes é comum o "pisca-pisca" resultante
do efeito estroboscópico, que pode ser atenuado quando se usa número par de
lâmpadas e reatores duplos de alto fator de potência.
*Determinação do Índice Local
Relaciona as dimensões do recinto, comprimento, largura e altura da montagem, ou seja, a altura da luminária em relação ao plano do trabalho, de acordo com o tipo de iluminação (direta, semidireta, indireta e semi-indireta). Portanto, neste cálculo devems considerar: a altura do teto, a distância do chão ao foco, a largura do local e o comprimento do local.
*Determinação do Coeficiente de Utilização
Relaciona o fluxo luminoso inicial emitido
pela luminária(fluxo total) e o fluxo recebido no plano de trabalho(fluxo útil);
por isso, depende das dimensões do local, da cor do ambiente e do tipo de
luminária.
Para encontrar o coeficiente de utilização, utiliza-se a tabela do
coeficiente de utilização de acordo com a reflexão dos tetos e paredes:
-Teto
branco - 75%
- Teto claro - 50%
- Paredes
brancas - 50%
- Paredes claras - 30%
- Paredes
nédias - 10%
*Determinação do Coeficiente de Depreciação
Denominado, também de fator de manutenção, relaciona o fluxo emitido no fim do período de manutenção da luminária e o fluxo luminoso inicial da mesma, ou seja, quanto melhor a manutenção das luminárias (limpeza e trocas mais freqüentes), mais alto será este fator, porém mais dispendioso.
*Fluxo Total e Número das Luminárias
Percorridas as etapas anteriores, calcula-se o números de luminárias necessárias para a iluminação com as seguintes fórmulas:

onde:
= fluxo luminoso total, em
lumens;
S = área do recinto em metros
quadrados
E = nível de iluminamento, em luxes
u = fator de utilização ou
coeficiente de utilização
d = fator de dpreciação ou de manutenção
n =
número de luminárias
= fluxo por luminárias, em
lumens
MÉTODO DAS CAVIDADES ZONAIS
Método que se baseia na "teoria da
transferência de fluxo" e só se
justifica quando aplicado a instalação de alto padrão técnico, onde é exigida
maior precisão de cálculos. Esta teoria estabelece que, se uma superficie
A emite ou reflete um fluxo de modo completamente difuso, parte deste
fluxo é recebida por uma superfície B. A percentegem do fluxo emitido por
A que é recebido por B é chamada " fator de forma de B em
relação a A". Um recinto a iluminar é constituído por paredes, teto e
chão, que atuam como superfícies refletoras do fluxo emitido pela fonte
luminosa: estas superfícies recebem o nome de capacidade
zonais.
Pelo método dos lumens, se
desejarmos o nível de iluminamento médio inicial, ou seja, considerando o
coeficiente de manutanção unitário, teremos:

O iluminamento mantido é o obtido ao longo do funcionamento da instalação e por meio da expressão:

onde:
E = iluminamento em luxes;
= fluxo total em
lumens
u = coeficiente de utilização;
FPL =
fator de perdas de luz (método das cavidades sonais);
S = área do recinto em
metros quadrados.
Pelo método das cavidades zonais, vamos determinar o coeficiente de utilização e o fator de perdas de luz de forma mais precisa, reduzindo ao mínino as aproximações de cálculo muitas vezes grosseiras. Neste método são consideradas três cavidades:
- Cavidade do teto CT;
- Cavidade do recinto CR;
-
Cavidade do chão CC.
De forma semelhante, na determinação determinação
do índice do local no método de lúmens relacionam-se as dimensões das cavidades
às do recinto, resultando a razão da cavidade, expressa por:
![]()
onde:
RCR = razão de cavidade do
recinto;
hR = altura da cavidade do recinto em
metros;
C = comprimento do recinto em
metros.
L = largura do recinto em
metros.
Para a cavidade do teto, a expressão será:
![]()
onde:
hT = altura da
cavidade do teto em metros.
Para a cavidade do chão, temos:
![]()
onde:
hC = altura da cavidade do chão em metros.
Se o recinto tiver forma irregular, as expressões anteriores passarão a ser a seguinte:
![]()
aplicável à cavidade do teto, do recinto e do
chão.
Refletância eficaz da cavidade
A tab. 56 fornece meios para se converter a
combinação da refletância da parede e teto ou da aprede e chaõ apra a simples
refletância eficaz da cavidade do teto Pcc ou refletância eficaz da cavidade do
chaõ PFC.
Os valores fornecidos na tabela são os
valores iniciais, pois serão adicionados coeficientes que compensarão a
diminuição da refletância em relação ao tempo, devido ao acúmulo da
sujeira.
Quando a luminária é montada diretamente no teto ( tipo plafonier),
a cavidade do teto é nula, ou seja, RCT = 0. Neste caso, a regletância pode ser
usada como PCC.
Coeficiente de utilização da iluminária
O coeficiente de utilização representa a
quantidade de luz que é absorvida até chegar ao plano de trabalho. Cada
luminária terá um coeficiente de utilização específico; a Tab 5.7, extraída do
IES Lighting Handbook, fornece exemplo para alguns tipos de iluminárias.
Nos projetos devem ser utilizados dados fornecidos pelos
fabricantes.
A Tab. 5.7 foi elaborada para
aplicação do método das cavidades zonais, considerando-se uma refletância eficaz
da cavidade do chão de 20%, ou seja, PFC = 20%. Se forem usados outros valores
para PFC, o coeficiente de utilização deverá ser corrigido de acordo com a tab.
5.8, porém, na prática a correção é quase desprezível.
Na tab. 5.7 vemos a
curva de distribuição dos lumens de cada luminária e também o espaçamento máximo
entre as luminárias em relação à altura de mongem sobre o plano de
trabalho.
No método dos lumens obtêm-se satisfatórios, quando o ambiente está
livre de obstáculos como móveis, cortinas etc., que causam absorções do fluxo
luminoso. Considerando-se aceitáveis as instalações, quando a relação entre os
iluminamentos máximos e míninos não difere mais do que 15% do valor mádio
encontrado.
No método das cavidades zonais, as obstruções nas cavidades do
teto ou do chão são elevadas em consideração na obtenção da refletância eficaz
da cavidade.
MÉTODO PONTO POR PONTO
O método dos lumens baseia-se no fluxo médio de luz numa área; o método de ponto por ponto, na quantidade de luz que incidirá em determinado ponto da área. Então, é necessário o conhecimento da distribuição da luz de diferentes fontes.
Fonte Puntiforme
" O iluminamento é inversamente proporcional ao quadrado da dsitância" (lei do quadrado da distância).
Fonte Linear Infinita
" O iluminamento é inversamente proporcional à distância,"
Fonte Superficial de Área Infinita
" O iluminamento não varia com a distância."
Feixe Paralelo de Luz
" O iluminamento não varia com a distância."