Chuva de prata
Na pouca luminosidade,
Um quase negro céu em pleno meio do dia.
A brisa fresca que acaricia,
Esconde o quanto mortal é.
Matando flores e plantas, nos matando.
Hó céu, por que não deixa passar um raio de sol?
Quero aquecer o coração e a alma.
Impeça que a doce chuva caia,
Tão luminosa aí em cima,
Tão mortal cá embaixo.
Chuva de prata, seu leve murmurar,
Correndo por entre as folhas e hastes,
É tão somente, engano.
Por onde passa tudo morre.
Hó céu, impeça que a chuva caia,
Deixe o sol penetrar na terra,
Quase negra, quase morta.
Chuva de prata, filha da guerra,
Mata, mata, mata...
Precisamos não morrer nesse caos.
Debaixo da chuva de prata.