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| M�rcia Goldschmidt forma casais na TV |
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Certa vez, quando morou na Fran�a, M�rcia Goldschmidt se espantou com o sem-n�meros de ag�ncias de matrim�nio nos jornais. Desconfiada da veracidade de tais an�ncios, resolveu marcar uma entrevista. S� por curiosidade. Quando a gerente de uma dessas ag�ncias percebeu que M�rcia n�o estava l� para arranjar marido, passou uma descompostura nela. N�o sem antes explicar como funcionava o trabalho. |
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Impressionada, M�rcia decidiu montar a pr�pria ag�ncia assim que retornou ao Brasil, a Happy - End, que funcionou por sete anos. Nesse per�odo, gaba - se de ter ajudado a formar 2 mil casais. |
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Em breve, M�rcia estr�ia Bem - me - Quer, que se prop�e a juntar cora��es solit�rios, nas tardes de domingo na Band. "A solid�o � o mal do s�culo, o c�ncer da sociedade. E as pessoas est�o cada vez mais sozinhas, insatisfeitas... Por isso, resolvi voltar � ativa. H� tempos, queria resgatar minha voca��o casamenteira", afirma.
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A "voca��o casamenteira" de M�rcia Goldschmidt foi "interrompida" em 1998, quando ela virou apresentadora do SBT, onde apresentava o programa M�rcia. "N�o deu para conciliar as duas carreiras. A tev� sempre exigiu muito de mim", explica. |
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No Bem - me - Quer, M�rcia n�o vai ajudar apenas quem est� � procura de parceiro. Mas tamb�m quem deseja reconquistar o parceiro ou mesmo quem j� tem um parceiro, mas est� atravessando uma crise qualquer. Por isso mesmo, eventuais "barracos", envolvendo testes de DNA e brigas de casais, n�o est�o descartados. "Quero que o programa seja divertido, de alt�ssimo - astral. Afinal, domingo � tarde j� um dia bastante melanc�lico. Por isso, vou mostrar situa��es engra�adas vividas por muitos casais", promete. |
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O Bem - me - Quer, da Band, � mais um programa a investir no fil�o do extinto Namoro na TV, o mais famoso representante do g�nero, apresentado por S�lvio Santos no SBT. Apesar de den�ncias garantiram que muitos desses enlaces n�o passam de arma��es para angariar uns pontinhos a mais no Ibope, M�rcia n�o acredita no risco de levar uma farsa ao ar. "Por que algu�m faria isso? S� para aparecer?", indaga, c�tica. |
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Mesmo assim, ela admite que, se julgar necess�rio, vai tomar as mesmas medidas que tomava quando administrava a Happy - End. Embora trate o assunto de maneira sigilosa,confessa que a ag�ncia promovia minuciosa checagem na vida de cada um dos inscritos. "Queria saber se o sujeito estava a fim de uma parceira ou... de outra parceira. Mas n�o sei se vai ser necess�rio investigar os convidados do programa", pondera. |
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A expectativa com o Bem - me- Quer � tanta que M�rcia prefere nem pensar nos riscos de estrear o prgrama justamente nas tardes de domingo, um dos hor�rios mais concorridos da tev�. "Eu sei que a briga l� � feia. Mas se a emissora est� acreditando em mim, quem sou eu para duvidar?", questiona. |
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O �nico cuidado que a apresentadora tomou foi o de fazer do Bem - me - Quer um programa mais "l�dico" que o Hora da Verdade, que ela apresentava de segunda a sexta. "Quero que as pessoas tenham um fim de tarde feliz. Mas tamb�m discordo de quem classifica o Hora da Verdade como ' mundo-c�o'. O que eu mostro l� � a vida como ela �", garante,citando um dos bord�es do programa. |
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Na verdade, M�rcia torce para que o p�blico que assiste �s bizarrices do Hora da Verdade migre para o Bem - me - Quer. Atualmente, o programa vespertino registra m�dia de 8 pontos e picos de 12. Todos os dias, ela recebe, aproximadamente, 400 pedidos, entre e-mails e telefonemas. "O programa � a �nica porta que algumas pessoas t�m para bater", valoriza. Como a mulher que queria contar para o namorado que ele �, na verdade, o filho que ela abandonou quando crian�a. |
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Mesmo assim, M�rcia refuta as cr�ticas que acusam o programa de explorar mazelas humanas. "O p�blico de casa se identifica porque o que acontece com fulano pode acontecer com o sicrano. As pessoas prestam aten��o nas hist�rias para tirar alguma li��o delas", esclarece, orgulhosa do que faz. |
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