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| O mundo da Loba amea�a ruir A terra se rasga e falta-me o ch�o um vazio, fundo e frio, no meu cora��o um buraco negro que quer me engolir... Um sil�ncio, um suspense, que aguarda a explos�o, terremotos, tornados, vulc�es, vendavais... O ar, t�o pesado, sufoca meus ais, acuada na dor da minha solid�o ! E a �ltima cena, serena, de amor ficou na minha mente, demente, aturdida, como um video tape... como um salva vida agarro-me � imagem do meu Ca�ador. N�o h� uivos � Lua, h� um som surdo e cavo s� um gemido rouco e depois o zunido do sil�ncio absurdo dentro do meu ouvido. Tua aus�ncia tornou meu sentir teu escravo Perdi o meu norte, j� nem sei quem era, perdi meu sentido, a alegria e a gra�a... perdi meu espa�o, o tempo n�o passa o tempo � agora um compasso de espera... Porque foste embora e deixaste a loucura? Podias lev�-la... n�o � minha, � tua! Saio � luz do dia, sem lua, � rua Que s�rdida luz ! Vou � tua procura... Conheci o teu mundo, mas n�o conhe�o a lei eu, fera, entrei no covil dos humanos que traem, abandonam, que urdem mil planos por ti, Ca�ador, o meu mundo deixei ! Vou assim, perdida, entre dois Universos, Sou fera? Mulher ? Quem procuro ? n�o ligo... ou um Lobo com quem dividir meu abrigo, ou um homem com quem dividir os meus versos. |
| O fim |