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| Corro na noite tentando fugir da tua lembran�a, teu chamado distante... Mas como esquecer, se ainda estou a sentir Teu cheiro, o apelo, amor meu, meu amante? E vou me afastando, aturdida e ansiosa, pelo mesmo caminho que ainda ontem eu fiz, altiva, devassa e vitoriosa. Sei hoje que ontem eu era feliz ! N�o uives, n�o chames, nem fales de amor, que a minha vontade est� presa a um fio ! Mulher enciumada a fugir, com sua dor, ou fera que volta, sem medo, no cio ? Meu peito explode na d�vida atroz, Quando lembro que quase te tive e fugi... Corro o risco e me entrego ao algoz ? Ou sou o algoz de mim mesma, fugindo de ti ? Ao longe eu te ou�o a dizer que s�o meus teu corpo, teus beijos, tua alma penada... Amado, te pe�o, n�o fales, por Deus Meus passos vacilam, com medo da estrada ! Tu dizes : �N�o traio ! De amar tu tens medo ! � Teu peito adivinha o que sou, sem querer ? Ou todo o tempo sabias o segredo do medo que tenho de amar e perder ? N�o quero sentir a suprema ventura de me entregar sem reservas a ti e amanh� conhecer a mais cruel tortura de ver, do inferno, o c�u que perdi ! Mas, louca ilus�o, j� n�o terei paz... Conhecer o amor � eterna agonia ! Quem pode-se amar, de amar n�o � capaz, � capaz de amar s� quem n�o poderia ! Mas paro e penso: O que temes, insensata ? Morrer de amor ? N�o existe, iludida ! N�o sabes que o amor, por mais que sofras, n�o mata ? O amor, sim sepulta um cora��o em vida ! Data : 2/9/1998 �s 9:38 |
| Fugindo da tua lembran�a... |