Tributo a um
Cão
"...O mais altruísta dos amigos, que um homem pode
ter neste mundo
egoísta, aquele que nunca
mostra ingratidão ou deslealdade,
é
o
cão."
Senhoras e senhores, o cão
permanece com seu dono
na prosperidade e na
pobreza, na saúde e na doença.
Ele dormirá no chão frio,
onde os ventos
invernais sopram
e a chuva se lança
impetuosamente.
Quando só ele estiver ao
lado do seu dono, ele beijará a
mão
que não tem mais alimento a
lhe oferecer, ele lamberá as
feridas e amenizará as dores
que aparecerem nos encontros
com a violência do
mundo.
Ele guarda o sono do seu
pobre dono como se fosse um
príncipe.
Quando todos os amigos o
abandonarem, o cão permanecerá.
Quando a riqueza desaparece
e a reputação se despedaça,
ele é constante em seu amor
como o sol na sua jornada
através do
firmamento.
Se o infortúnio arrasta o
dono para o exílio, o desamparo
e o desabrigo, o cão fiel
pede o privilégio maior
de acompanhá-lo, para
protegê-lo contra o perigo,
para lutar contra seus
inimigos.
E quando a última cena
apresenta a morte o leva de seus
braços
e seu corpo é deixado na
laje fria, não importa que todos
os amigos sigam o seu
caminho.Lá, ao lado de sua
sepultura
se encontra seu nobre cão,
deitado,
a cabeça entre as patas, os
olhos tristes mas em observação,
fé e confiança mesmo depois
da morte."