Caricaturistas

Histórico

A caricatura no Brasil iniciou-se com Aleijadinho que, segundo o historiador Rodrigo José Ferreira Bretãs, teria representado os traços de um inimigo em uma de suas esculturas; mas todavia, o verdadeiro iniciador desta arte por aqui, foi Manuel de Araújo Porto Alegre, que em 14 de dezembro de 1837, publicou anonimamente no Jornal do Comércio sua caricatura, uma sátira ao jornalista Justiniano José da Rocha, seu desafeto.
O próprio Manuel, 1844 influenciou no Lançamento da “Lanterna Mágica”, primeiro periódico destinado à caricatura, que foi publicado até 1845. A maior parte das primeiras caricaturas tinham conteúdo voltado à política, e eram impressas pelo processo litográfico.
As caricaturas que eram vendidas separadamente passaram a dividir espaço, nas papelarias, com algumas publicações, como “O Caricaturista”, que sucedeu ao “ Sete de Abril”, mas todas tiveram pouco tempo de vida.
Mais tarde surgiram outras publicações mais importantes, como a “ Marmota Fluminense” (1849) e outras; alguns anos se passaram, vários foram os nomes que despontaram dentre artistas renomados, até que em 1876 foi lançada a Revista Ilustrada, que chegaria a ser chamada de “Bíblia da Abolição aos que não sabem ler”, tamanho seu caráter anti-escravagista; até que em 1900 inaugurou-se uma nova fase na história da caricatura brasileira, com a fundação da Revista da Semana, por Álvaro Tefé; esta revista revolucionou os processos técnicos de impressão, trazendo o fotozinco e a fotogravura.
Nesta época, surgiam no Rio de Janeiro três grandes caricaturistas, Raul Pederneiras (Raul), Calixto Cordeiro (K. Lixto) e J. Carlos. Estes podem ser considerados os primeiros caricaturistas verdadeiramente brasileiros.
O amplo desenvolvimento da caricatura de cunho social e político foi possibilitado pelo aparecimento de jornais e revistas como o Jornal do Brasil (1904), Correio da Manhã (1901), o Malho (1902), Kosmos (1904), Fon-Fon (1907) e Careta (1908).








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