Império Eterno

Que o sangue derramado sobre as espadas dos cruzados mostre a soberania do único sentimento verdadeiro e puro do panteão há muitos conhecido, porem pouco explorado ou compreendido, da capacidade humana.

Que, conquistados através de sua essência, ecoem os brindes e gracejos sobre os que jazem hoje por acreditarem que algo maior pudesse vencê-lo. Pois o que é puro sempre venceu o imperfeito, e que nosso louvor faça juízo a esse sentimento que nos acompanhou até mesmo antes de enxergarmos a primeira luz de nossas vidas: o Ódio.

E não é por ódio do mal que o bem prevalece? E quais foram as conquistas da humanidade, enquanto praga devastadora do mundo que muitos insistem em chamá-la de evolução, baseada no sentimento de amor que os verdadeiros detentores do ódio pregam?

É o Ódio quem nos protege e nos dá forças. É ele quem une um povo contra seu obstáculo. É ele quem nos faz amar o que somos e repudiar o que nos faz mal.

Que, novamente, ecoem os brindes da vitória de uma conquista, e que o mal seja pisado. Nosso ódio derrotou o inimigo e agora podemos dormir em paz. Nosso ódio nos trouxe proteção. Nosso ódio nos fez elevar a aquilo que somos: seus servos.

A seu pedido construímos impérios, povoamos o passado e dominamos o futuro.

E que ninguém duvide de seu poder enquanto sentimento primordial. Pois enquanto existirem famílias, ele será seu brasão. Enquanto existirem castelos, ele será seu trono. E enquanto existir um caminho para o poder, ele será a mente humana.

A seus pés, o reverencio com meu punhal e meu peito, e é o meu amor por ele que me faz odiá-lo cada vez mais.

Alamir Savion


Último rei sobre as terras de Bengor. Venerado por muitos. Os mesmos que ignoram essa última missiva encontrada ao lado de seu corpo. Não governava um grande império. Esse, era composto por não mais que 100 famílias. Um reino onde não havia um sistema monetário e até mesmo ele trabalhava nas fazendas de leite e mantinha seu sotaque fazendeiro carregado ao dirigir-se a qualquer um. Se matou quando descobriu que a alguns anos, fazendeiros de seu reino haviam acumulado riquezas vendendo para povoados não muito distantes produtos manufaturados em suas terras. Dez anos depois o reino foi dividido em duas cidades com sistemas de governo e monetário. Alamir e Savion cresceram após 100 anos, e hoje, travam batalhas por posse de terreno.

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