"O antigo druida reaparece
Através de um espírito guia da família Boudin, Rivail tomou conhecimento de que se chamara Allan Kardec, numa existência anterior, ao tempo de Júlio César, na Gália, na verdade, antigo nome do território francês. De acordo ainda com esse espírito amigo, que se apresentava com o nome de Zéfiro, declarou ainda ser o professor Rivail um antigo sacerdote gaulês - um druida. O próprio Zéfiro teria sido seu discípulo e companheiro de tarefas religiosas entre os gauleses. Allan Kardec era, na hierarquia sacerdotal da época, seu superior." (do site - www.espirito.org.br)
Vemos que Rivail era assediado por demônios ,os mesmos que assediavam aquele povo celta que os fazia agir de forma pecaminosa consultando oráculos pela astrologia , praticando feitiçaria , magia negra ,sacrificando seres humanos à "deuses" falsos , e como vemos Rivail , que nunca teve uma vida anterior pois não há reencarnação ,era induzido a acreditar que vivera entre os celtas como um sacerdote ou"druída" ,mas caso fosse verdade , quão pecaminosa seria sua existência anterior .........
O dia 31 de outubro é o dia mais importante no ano satânico. Marca o Ano Novo dos Celtas, antigo povo da Grã Bretanha. Nessa data terminava a época das colheitas. Eles tinham as seguintes crenças: até o dia 31 de outubro reinava Baal, deus celta da primavera e verão. A partir de 1o. de novembro, reinava Sanhaim, o deus da morte. A noite de 31 de outubro era um intervalo entre os dois reinados. As barreiras entre o mundo natural e o sobrenatural deixavam de existir e os mortos aproveitavam para caminhar pelo mundo dos vivos, as vezes interferindo violentamente em seus assuntos. Por esse motivo, a festa de 31 de outubro era considerada o “Festival da Morte”. Daí vêm as cores dessa festividade: o laranja representa o outono, e o negro representa a morte. Nesse dia, o deus dos celtas chamava os espíritos dos homens perversos que haviam morrido naquele ano. Ao mesmo tempo, outros espíritos percorriam os campos atacando as pessoas. A noite de 31 de Outubro era uma noite de horror para o povo celta: podiam ser atacados por fantasmas, maus espíritos e demônios, e mesmo pelos sacerdotes druidas. Era o momento dos sacrifícios humanos. Homens, mulheres, anciãos e crianças eram levados à força e aprisionados em grandes caixões de madeira e palha, nos quais os sacerdotes tocavam fogo. Após esses sacrifícios, os sacerdotes realizavam uma refeição de ação de graças junto às cinzas.
OS DRUIDAS
Os celtas tinham sacerdotes satânicos, chamados Druidas. Os Druidas existiam na Grã Bretanha, Roma e Grécia. No dia 31 de outubro, iam de casa em casa, solicitando certas comidas, e aqueles que se negavam a fazerem doações eram amaldiçoados. Atormentava-se o povo com a prática de magias. Em suas caminhadas, os Druidas levavam grandes nabos, que tinham sido previamente esvaziados e talhados com formas de rostos e emblemas satânicos. Acreditava-se que cada nabo continha o espírito do demônio que dirigia ou guiava pessoalmente os sacerdotes; era o seu pequeno deus. Eles usavam vestimentas para ocultar sua identidade, pois ameaçavam as pessoas com maldiçoes, se elas não lhes dessem a comida que queriam.
ADIVINHAÇÃO
Os que praticavam a adivinhação sabiam que aquela era a noite em que tinham mais êxito. Invocavam Satanás, para que lhes ajudasse em seus esforços. Uma das formas de adivinhação era colocar maçãs em um tubo e conseguir fazer com que elas entrassem na boca sem que fossem mordidas. O primeiro que conseguia isto teria um ano de sorte. Depois disso, descascavam a maçã e jogavam a casca por sobre os ombros e em seguida davam a volta para olhar ao redor. Esperavam ter algum tipo de visão ou aparição da pessoa com quem iriam se casar.
SACRIFÍCIOS
Essas coisas ocorriam já vários séculos antes de Cristo. Faziam-se sacrifícios aos deuses, especialmente ao deus da morte. Os sacrifícios eram de todo tipo, desde vegetais até seres humanos. Isso continuou sendo praticado durante séculos e, em alguns lugares, até o dia de hoje.
Os Druidas eram os sacerdotes que se encontravam entre as antigas nações da Gália, Bretanha e Germânia, que combinavam suas funções de sacerdotes com as de magistrados, sábios e médicos. Colocavam-se, em relação ao povo das tribos célticas, de maneira bem semelhante à que os brâmanes da Índia, os magos da Pérsia e os sacerdotes do Egito se colocavam diante de seus respectivos povos. Ensinavam sobre a existência de um único Deus, a quem davam o nome de "Be'al", que significa "a vida de tudo" ou "a fonte de todos os seres" e que parece ter uma certa afinidade com o Baal dos feníncios. O ponto em comum entre as duas culturas é o fato de ambos druidas e feníncios identificarem suas divindades supremas com o sol. O fogo era considerado como símbolo da divindade. Escritores latinos afirmam que os druidas cultuavam, também, numerosos Deuses inferiores.
Não usavam imagens para representar o objeto de seu culto e não se reuniam em templos ou construções de qualquer espécie para a realização de seus rituais sagrados. Seus santuários consistiam em um círculo de pedras, cercando uma área de vinte pés a trinta jardas de diâmetro. O templo mais célebre é o de Stoneheng, encontrado na planície de Salisbury, Inglaterra.
Esses cícrulos sagrados ficavam, em geral, perto de um rio, ou à sombra de um bosque ou grande carvalho. No centro do círculo, havia o altar (Cronlech) que era uma grande pedra colocada da mesma forma que uma mesa, sobre outras pedras. Os santuários dos druidas também encontravam-se em lugares elevados, com grandes pedras no alto dos morros. Eram chamados Cairns e usados para cultuar a divindade simbolizada pelo sol.
É sem dúvida o fato que os druidas ofereciam sacrifícios à sua divindade, entretanto a espécie de sacrifício que era realizado é incerta, e pouco se sabe sobre as cerimônias relacionadas com seus serviços religiosos. Escritores romanos afirmam que ofereciam sacrifícios humanos em grandes ocasiões, como, por exemplo, para obterem a vitória em uma guerra ou livrarem-se de moléstias perigosas. Foi escrito por César, que os rituais de sacrifício eram feitos da seguinte maneira: Eram construídas grandes imagens de madeira trançada, onde, dentro, eram colocadas as oferendas humanas. Depois, as grandes imagens eram queimadas pelas chamas. Escritores simpáticos à cultura celta tentam desmentir o testemunho dos historiadores romanos a esse respeito, mas sem sucesso.
Na cultura dos druidas, eram realizados dois festivais por ano. O primeiro acontecia no princípio de maio e era chamado Beltane ou "fogo de Deus". Nessa ocasião, acendia-se uma grande fogueira em algum lugar elevado, em honra ao sol, cujo benefício regresso era saudado, depois da sombria partida do inverno. O outro festival era chamado Samh' in, ou "fogo da paz", e se realizava no princípio de novembro. Por essa ocasião, os druidas se reuniam em assembléia solene, na parte mais central da região, para desempenhar funções judiciais de sua classe. Questões publicas e/ou privadas, crimes contra pessoas ou propriedades eram apresentados para apreciação e julgamento. Os atos judiciais estavam ligados a certas práticas supersticiosas, especialmente o ato de acender o fogo sagrado, o qual era usado para acender todos os fogos da região. Além desses dois grandes festivais anuais, os druidas tinham o hábito de comemorar a lua cheia e, especialmente, o sexto dia da lua.
Os druidas eram mestres de moralidade como de religião. Um exemplo de seus ensinamentos éticos foi conservado nas Tríades dos bardos gaélicos, e dele pode-se deduzir que a idéia que faziam da inteira moral era justa em seu conjunto, e que eles adotavam e ensinavam muitas regras de conduta nobres e valiosas. Eram também os cientistas e sábios da sua época e de seu povo. Não passaram para a escrita nada de suas doutrinas, de sua história ou de sua poesia. Seus ensinamentos eram orais e sua literatura preservada apenas pela tradição. Escritores romanos, todavia, admitem que os druidas davam especial atenção à ordem e às leis naturais, investigavam e ensinavam os jovens muitas coisas referentes às estrelas e seus movimentos, ao tamanho do mundo e das terras e à força e ao poder dos Deuses. Suas histórias refletiam narrativas tradicionais, em que eram celebrados feitos heróicos de seus antepassados. Narrativas estas que eram em versos e constituíam parte da poesia e história dos druidas.
Nos poemas de Ossian são encontradas, senão verdadeiras produções dos tempos dos druidas, pelo menos fiéis representações das canções dos bardos. Os bardos eram parte essencial na hierarquia druídica. Eram historiadores orais de todos os acontecimentos passados, públicos e particulares, assim como perfeitos genealogistas.
O sistema druídico estava em seu ápice por ocasião da invasão romana comandada por Júlio César. Os romanos dirigiram toda sua fúria contra os druidas, considerando-os como seus principais inimigos. Perseguidos por todas as partes do continente, os druidas se refugiaram em Anglesey e Iona, onde encontraram abrigo e continuaram a prática de seus ritos, que foram considerados proibidos. Mantiveram seu predomínio em Iona, no litoral e nas ilhas adjacentes, até que foram suplantados e suas superstições vencidas pela chegada de São Columbano, apóstolo da Escócia que converteu os habitantes ao cristianismo.
Muitas das informações que temos sobre os druidas vieram dos gregos e romanos. Estes ficaram profundamente impressionados, de modo favorável e ao mesmo tempo desfavorável, por seu dramático sarcerdócio. Seu próprio e original nome, dru-wid-es, quer dizer "os que vêem mais além", denominação que poderia aludir a visões proféticas, a uma qualidade clarividente, ou à mais antiga "visão xamânica durante o vôo".
Conta-se que o Rei Ailill, da Bretanha, enviou o seu druida Mac Roth para averiguar onde estavam se reunindo os exércitos do Ulster (Irlanda) e que Mac Roth voou sobre eles e observou seus movimentos sobre uma grande área do terreno.
Entretanto, para uma comprovação mais convencional de suas missões, devemos nos referir ao irmão de César e às notícias que deu a seus compatriotas: "Os druidas realizam culto aos seus Deuses, regulam os sacrifícios públicos e privados e editam normas sobre todas as questões religiosas. Muitos jovens vão até eles em busca de instrução. São mantidos com grande honra pelo povo e atuam como juízes praticamente em todos os conflitos, seja entre tribos ou entre indivíduos; quando se comete algum crime, ao ocorrer um assassinato ou ao surgir uma disputa por herança ou fronteira, são eles que opinam sobre o assunto e assinalam a compensação."
Crê-se que a doutrina druida surgiu na Bretanha e, a partir desta, foi introduzida na Gália. Ainda hoje, aqueles que querem fazer um estudo profundo sobre o tema geralmente vão até a Bretanha.
Os druidas estavam dispensados do serviço militar e não pagavam impostos como os outros cidadãos. Naturalmente, esses importantes privilégios eram muito atraentes; muitos se apresentavam voluntariamente para estudar esta ciência, e outros eram enviados por seus pais e familiares. Dizem que os alunos deviam memorizar um grande número de versos, tanto que alguns levavam até vinte anos de estudos. Uma lição que lhes exigia um verdadeiro esforço de assimilação era a noção de que a alma não perece, mas que, depois da morte, passa a um outro corpo; os druidas pensavam que esse era o melhor incentivo para o valor, porque ensina o homem a não temer a morte. Mantinham longas discussões sobre os corpos celestes e seus movimentos, o tamanho do Universo e da Terra, a constituição física do mundo e o poder e as características dos deuses; os jovens eram instruídos em todas essas matérias.
O grego Diodoro Sículo considerava-os grandes filósofos no que se refere a assuntos de religião, e Plínio escreve que eles eram "adivinhos e físicos", parte de um grupo mais amplo a que denominava "magos".
Os druidas eram versados em todos os estudos e tinham o dom da profecia; eram mestres de feitiçaria e de magia e podiam produzir brumas misteriosas, mudar de aparência e fazer outros encantamentos quando fosse necessário. Também podiam impor o geis, uma espécie de tabu mágico que era, ao mesmo tempo, uma ordem e uma proibição, e não podia ser transgredido sem se incorrer em pena de morte ou em desonra.
Ward Rutherford, em seu livro Los Druidas, adverte que eles não eram sacerdotes ordinários e acredita que a pessoa que os romanos tomaram como um sacerdote seria mesmo um chefe local, que às vezes era considerado Deus-Rei-Sacerdote. Se está certo esse autor e os druidas não eram meros sacerdotes, então estamos diante de uma tradição extraordinária, que perdurou durante vários milênios, de xamãs-sacerdotes-magos, um grupo de homens que vagavam livremente sem que fossem impedidos por quaisquer limites tribais. Possuíam conhecimentos de Ciência, Matemática, Botânica, Medicina e Astronomia; eram encarregados da nomeação dos reis (o rei velho era, com freqüência, morto ritualmente antes que fosse eleito um novo); faziam sacrifícios rituais; ensinavam oralmente uma doutrina secreta, bem como conhecimentos tradicionais, terminantemente proibidos de serem escritos. Possuíam um poder misterioso que o grego Laércio compara com os magos persas, com os caldeus da Babilônia e da Assíria e com as sementes do hinduísmo.
Rutherford assinala também que o termo "mágico", tal como era usado então, designava um possuidor de sabedoria. Os magos eram conhecidos como os "sábios", e esse aspecto do fenômeno druida é o que falta freqüentemente nas considerações modernas.
Quando Roma conquistou as Gálias, no último século antes de Cristo, o que César temeu foram os druidas e suas influências. Acreditava na possibilidade de fracasso caso esses sábios se unissem contra ele. Em conseqüência, introduziu medidas repressivas, e os druidas foram forçados a fugir para regiões remotas, como Inglaterra, Irlanda e Gales, onde não seriam incomodados.
O modo de vida celta continuou na Irlanda até o século XVI (mesclado com o cristianismo), e existem indícios de que alguns druidas conservaram sua influência ao menos até o século XVII; acredita-se ter São Patrício falado com um deles. Entretanto, por volta do século X, desapareceram para sempre.
O XAMÃ REDESCOBERTO
Os druidas não surgiram de improviso. Suas origens não só estavam ligadas à antiga Índia, mas também eram o resultado de uma vasta tradição que remonta à idade da pedra ou quem sabe antes. A deidade, o homem e a terra eram sentidos como um só, o "três em um", que viria a ser também um tema celta. O sentimento em relação à terra penetrava por meio de forças divinas, e a união expressa em cada folha e em cada pedra era tão real para os celtas como foi para os povos mais antigos. Também se fez presente um certo sentido de unidade com a vida animal. De acordo com Anne Ross, escritora que trata sobre os druidas em suas obras, o famoso druida Mac Roth vestia "...a pele de um touro pardo sem chifres, um chapéu de plumas de pássaros pintadas e asas, com as quais realizava um vôo xamânico." A partir disso, podemos estar seguros de que o xamanismo ainda estava sendo praticado, e que o touro representava o animal guardião com o qual o Xamã em questão se identificava.
Podemos recordar aqui o papel do Xamã e o seu significado. O Xamã era o que trazia o conhecimento das muitas dimensões do ser. Por meio de sua "viagem" ou "vôo", incutia em seus seguidores a noção de que todas as coisas têm seu ser, tanto nesta dimensão da vida diária como em outras, de cuja existência não se teriam apercebido totalmente. O Xamã era o exemplo vivo de alguém que podia mover-se de um nível de consciência a outro, e sua autoridade baseava-se nesse poder.
A identidade do Xamã com um animal sagrado foi bem documentada na época dos celtas. Em muitas histórias, o Xamã convertia-se em touro, cervo, porco, lebre, pássaro ou peixe e, com essa natureza, entrava no "estado de sonhar", em que os aspectos de animal e Deus existentes no homem se unificam e emergem em uma esfera fora do tempo. A tradição de ter um animal como guardião permanecia profundamente enraizada na consciência celta, e o herói confiava nesse poder. Isso representava sua outra dimensão, e a ajuda emanada dessa força era, amiúde, uma expressão de agradecimento pelo respeito a ela manifestado.
Os celtas também utilizaram a arte para representar os animais como guardiões dos espíritos. Na Bretanha, o porco era um animal popular, aparecendo nos escudos (como protetor) e nos penachos, e sozinho nas pequenas imagens. Na Ibéria, grandes pedras esculpidas como porcos foram colocadas dentro dos castelos fortificados. O cavalo e o touro foram animais também inspiradores de fortes sentimentos. Em função do "sonho do touro" do druida, um touro branco foi sacrificado em Tara, na Irlanda, durante a escolha de um rei. Uma estátua de um touro de três chifres foi encontrada na Maiden Castle, enquanto que na Gália cultuava-se o porco de três chifres. Os poetas irlandeses dos primeiros tempos portavam mantos xamânicos e plumas de aves para mostrar sua afinidade com alguns pássaros em particular, possivelmente tomados como guardiões dos espíritos.
REENCARNAÇÃO
A crença celta na reencarnação estava implícita em sua despreocupada atitude perante a morte, o que constituía um ensinamento druida. Os celtas asseguravam com firmeza que a morte era uma simples pausa de uma longa vida e, conseqüentemente, lhe tinham muito pouco temor, segundo o testemunho de César: "As almas não morrem, mas passam, depois da morte física, de um corpo a outro; e essa crença de morte da alma, assim como o próprio temor à morte, estão, por eles mesmos, descartados, o que, asseguram, é o maior incentivo para infundir valor".
A doutrina celta da reencarnação está bem descrita por Taliesin, o poeta-guerreiro, na Batalha dos Arboles. O mesmo assegurava ter vivido muitas e variadas vidas, seja como humano, seja como animal, e ter presenciado a maioria dos grandes acontecimentos da história da Irlanda. Assim declara:
Eu tive muitos corpos
Antes de conseguir uma forma agradável
Eu fui uma gota no ar
Eu fui uma estrela brilhante
Eu fui uma ponte para transpor
rio de três leitos
Eu viajei como uma águia
Eu fui um barco no mar.
O canto de Amergin, um poeta muito antigo, parece ir na mesma linha, mas com a profundidade ampliada de que "ele formava parte da natureza de outras coisas e de outras criaturas, e de que isto o uniu totalmente ao Universo, em completa paz espiritual e superior sabedoria".
Eu sou o vento que sopra sobre o mar,
Eu sou a onda do mar,
Eu sou a profundidade do mar,
Eu sou o touro das sete batalhas,
Eu sou uma águia sobre a rocha,
Eu sou uma lágrima do sol,
Eu sou um hábil marinheiro,
Eu sou valoroso como o javali,
Eu sou um lago no vale,
Eu sou palavra de sabedoria,
Eu sou espada afiada ameaçando um exército,
Eu sou o Deus que ilumina a cabeça,
Eu sou aquele que projeta luz entre as montanhas,
Eu sou aquele que antecipa as fases da lua,
Eu sou aquele que ensina onde se põe o sol.
(aonde provavelmente Paulo Coelho plagiou a música "Ghita" )
Graves assinala que os versos mais comuns, "eu fui" ou "eu sou", também se referem ao ciclo anual e contêm séries completas de símbolos para todo o ano, ainda que deliberadamente confusos, com o objetivo de que o segredo não fosse descoberto. Entretanto, como é uma só a deidade responsável por todo o ciclo anual, podemos estar seguros de que é o poeta-deus quem está descrevendo a existência de seu modo particular.
Tão sutil fluidez desconcertou os lógicos romanos e, desde então, tem confundido muitos estudantes, porque não concorda com os conceitos latinos e semíticos. Os celtas entendiam suas próprias vidas e mesmo o Universo como guiados pelo simples movimento interno. Desse modo, não acreditavam na dualidade entre bem e mal, não havia lugares como o inferno nem uma justiça que se administra depois da morte.
O yin e o yang chinês, também representados pelo branco e preto, são pares primários e ativos, tais como o masculino e o feminino, o eu e o outro. Quando esses dois princípios opostos estão perfeitamente equilibrados, produz-se uma energia harmoniosa chamada ch’i; quando se encontram em desequilíbrio, opera uma força chamada cha, indicadora de que as energias se separam e não estão em movimento. Os celtas eram conscientes de uma necessidade inata do ch’i, o que pode ser a causa de terem os druidas realizado todas as suas cerimônias ao ar livre, próximo à água e entre as árvores.
Seria inútil pretendermos buscar entre os celtas, sutis e de idéias rápidas, algo tão formalizado e estruturado como um princípio ou uma refinada doutrina da reencarnação. Os celtas viviam suas crenças e não as materializavam em objetos concretos. Seu conceito de tempo não era o nosso, seja em relação à vida ou à morte. O trovador bretão começaria sempre: "Era uma vez, quando o tempo não existia, e então...". Eles viviam de acordo com os mitos, que "não é o relato dos feitos, senão o próprio desenvolvimento dos feitos". Seus mitos podiam ser compreendidos em qualquer nível, segundo a capacidade do ouvinte, como um completo conto de fadas, uma mudança de forma com um objetivo mágico, uma visita a outros mundos ou uma união com a deidade.
O NÚMERO TRÊS
Possidônio de Apaméia diz que os druidas "ensinaram muitas coisas aos nobres da Gália em um período de instrução que podia durar até vinte anos, reunindo-se em segredo em uma caverna, em longínquos bosques ou vales". César acrescenta que os druidas ensinavam em tríades - versos de três sentenças ou frases. Essa tradição manteve-se na Irlanda até a conquista inglesa.
O número três era de uma importância obsessiva para os celtas. Há deusas e deuses de três cabeças. As deusas da colheita - as Matronas - são sempre representadas em tríades, da mesma forma que o malvado Morrigan.
Os heróis também podem aparecer três vezes na mesma aventura, com diferentes nomes e sob diferentes personagens, produzindo tal confusão que é uma tentação abandonar-se a história completamente irritado. Para nosso mundo materialista, a magia esquiva, irracional e mutante dos celtas está fora de lugar, e só quando afastamos nossos limites e nos permitimos existir em uma dimensão mais intangível aparece algo dessa magia.
Talvez o mais elevado significado dos deuses de três rostos e da grande reverência pelo número três relacione-se com a crença encontrada também no análogo hinduísmo. Neste, os três deuses chamados Brahma, Vishnu e Shiva formam uma tríade que representa três aspectos da Suprema Realidade. Brahma é o criador, Vishnu, o conservador e Shiva, o destruidor do mundo, sendo necessário este último para a nova criação. Podemos encontrar as três atividades em nossas vidas. O ciclo completo da existência, simbolizado por uma trindade divina, é comum em muitas religiões antigas. O símbolo celta para o "três em um" era o triskele, uma espiral bidirecional similar ao yin e yang, mas com uma terceira espiral acrescida, a qual foi chamada pelos alquimistas "o Fogo Secreto". O triskele era um símbolo arquetípico de grande poder e foi representado em todo o mundo celta.
Alan Impelliceri
Diretor de Nova Acrópole na Irlanda
Na verdade podemos ver que o mesmo espírito que agia nos druídas , (algum demônio que os inspirava à adivinhações , sacrifícios humanos, magia ,feitiçaria ) é o que agiu na vida de Rivail , instruindo-o em algumas doutrinas satânicas , enquanto que outras , provavelmente Rivail copiou dos livros antigos de magia druídica
Toda esta crença celta , misturada de forma sorrateira ao cristianismo foi o que gerou o "espiritismo kardecista" ,crença calcada em mentiras , heresias e satanismo medieval
Deuteronômio 18:10-12
(DT 18:10) "Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;"
(DT 18:11) "Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;"
(DT 18:12) "Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti."
Isaías 8:11-20
(IS 8:11) "Porque assim o SENHOR me disse com mão forte, e me ensinou que não andasse pelo caminho deste povo,(pecador , da Babilônia , e outros) dizendo:"
(IS 8:12) "Não chameis conjuração, a tudo quanto este povo chama conjuração; e não temais o que ele teme,(não crêr nas crenças dos pecadores ) nem tampouco vos assombreis."
(IS 8:13) "Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro."(só a Deus devemos nos dedicar)
(IS 8:14) "Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém."
(IS 8:15) "E muitos entre eles tropeçarão, e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos."
(IS 8:16) "Liga o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos."
(IS 8:17) "E esperarei ao SENHOR, que esconde o seu rosto da casa de Jacó, e a ele aguardarei."
(IS 8:1
"Eis-me aqui, com os filhos que me deu o SENHOR, por sinais
e por maravilhas em Israel, da parte do SENHOR dos Exércitos,
que habita no monte de Sião."
(IS 8:19) "Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?"
(IS 8:20) "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles."
(IS 8:21) "E passarão pela terra duramente oprimidos e famintos; e será que, tendo fome, e enfurecendo-se, então amaldiçoarão ao seu rei e ao seu Deus, olhando para cima."
(IS 8:22) "E, olhando para a terra, eis que haverá angústia e escuridão, e sombras de ansiedade, e serão empurrados para as trevas."
Abraços
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