05/04/2002
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17h09
Marçal Aquino lança livro inspirado em "O Invasor", de Beto Brantda Reuters, em São PauloMarçal Aquino, que está lançando o livro "O Invasor", inspirado no filme homônimo de Beto Brant que estréia nesta sexta-feira, fez o caminho inverso de muitos autores, descobriu que precisava ser jornalista para conseguir se dedicar à literatura. Vencedor da Bienal Nestlé de Literatura, em 1991, com "As Fomes de Setembro", e do prêmio Jabuti, em 1999, com "O Amor e Outros Objetos Pontiagudos", Aquino também inverteu a ordem comum ao escreveu "O Invasor" depois do longa-metragem ficar pronto. Para o escritor, seu amadurecimento profissional foi tranquilo. "No meu caso eu queria ser escritor desde o começo. Sabia que tinha de arrumar uma profissão para ganhar a vida e financiar o sonho, e por conta disso fui para o jornalismo", disse Aquino à Reuters. Segundo ele, a experiência como repórter foi fundamental para a preparação do conto "Os Matadores". A idéia nasceu de uma reportagem na região de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, onde o escritor manteve contatos com pistoleiros de aluguel. "Achei que aquele universo era extremamente rico para ser abordado pela literatura", justificou. Aquino não teme ser rotulado como escritor policial. "Tenho muita consciência do que faço em literatura, do tipo de universo que exploro. Na verdade, os meus livros têm histórias criminais", disse. Para ele, é difícil abordar os temas do cotidiano sem tocar na violência. O interesse do diretor Beto Brant pelo trabalho de Marçal surgiu em 1991. O cineasta queria filmar um dos contos do livro "As Fomes de Setembro". O filme acabou não acontecendo, mas foi o início de uma amizade e de uma parceria que já renderam três longas: "Os Matadores", "Ação entre Amigos" e agora "O Invasor". Aquino tem sido procurado por outros diretores em busca de histórias inéditas para serem filmadas . "Tenho dois ou três contos que podem virar curtas-metragens. Há alguns diretores que gostam desse universo com o qual eu trabalho", revelou. O escritor tem um método de trabalho muito particular: escreve tudo à mão, em cadernos, e só depois que o texto está praticamente pronto passa para o computador. "Para mim, o grande barato da literatura é esse, a magia de escrever à mão", explicou. fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/reuters/ult112u14103.shl
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