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Esta
privilegiada e versátil voz de Brasília traz-nos sempre
aquele aroma místico dos clássicos de Jazz e Blues
americanos e da verdadeira MPB. São esses alguns dos
atributos artísticos deste já legendário nome. Eis os
valores que os grandes audiófilos buscam incessantemente
em suas telas musicais na atualidade e os acham em raros
momentos como esses - ao ouvirem MARA BEAU. Todos conhecemos a grande barreira para adentrar um artista na "mídia brasileira". E quantos valores Brasília já doou a esse mundo mágico que com sua varinha de condão de repente leva um ilustre desconhecido à fama, de forma meteórica. Mas com que dificuldade, por exemplo, os Paralamas, Oswaldo Montenegro, Milton Guedes e a nossa querida Rosa Passos conseguiram chegar a tão cobiçado patamar artístico. Que para serem reconhecidos tiveram que percorrer longos caminhos, às vezes até pela Europa (gravando na Som-Livre italiana seu primeiro disco, no caso de Rosinha) para ter seu passaporte carimbado então pela "mídia brasileira", de conteúdo bastante discutido e até mesmo paradoxal. Pois aí nos vemos diante de novo exemplo, eis que a história se repete - A grande cantora Mara Beau - a pérola negra brasiliense, que vem surgindo com todo aquele brilho identificador do grande gênio. Passando obrigatoriamente pelos bares, boates e "points" mais importantes da capital, passagem obrigatória das figuras mais ilustres do país, tais como: GAF, ex-ASCOT, GATES PUB, WOODSTOCK CULT, AEROBAR, PIANTELA e BOATE HIPPO'S, levando-nos a reviver momentos mágicos da música brasiliense; bem assim participando da escalada de programações culturais oficiais e particulares da cidade, com passagem obrigatória pelas já conhecidas "Temporadas Populares". |
| Vale lembrar que
sua carreira teve seu início como integrante das mais
famosas bandas e Big-bands de Brasília, como a
inesquecível Banda de Raulino, Banda Ciclone; assim como
participando do elenco de famosos musicais, como "Porgy
and Bess". Atualmente sua fama já a faz objeto das melhores críticas especializadas na imprensa brasiliense, como a de SérvuloCoimbra, quando diz em sua Crônica da Cidade: "Uma Noite em Charmomix - ... E tudo com a música ao vivo e a voz de MARA, das mais bonitas da noite brasiliense" e a palavra do grande descobridor de talentos - Irlam Rocha Lima, Quando brilhantemente concluiu: "Boa Surpresa ... No final, porém, Primo chamou ao palco uma cantora de voz belíssima (parece voz de negra americana), MARA BEAU que arrasou, interpretando New York, New York e What a Diference a Day Makes. Foi aplaudida de pé". , comentando sobre as temporadas populares de 1997. |
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Agora é só deixar acontecer, relaxar, ouvir e maravilhar-se.