- Morre lentamente
- Quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.
- Morre lentamente
- Quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.
- Morre lentamente
- quem faz da TV o seu guru e seu parceiro diário. (Como pode 14 polegadas ocupar tanto espaço em uma vida?).
- Morre lentamente
- quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os "pingos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
- Morre lentamente
- quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
- Morre lentamente
- quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.
- Morre lentamente
- quem destrói seu amor próprio, quem não se deixa ajudar.
- Morre lentamente
- quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece
- e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
- Evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar!!!!!!
- (João Gilberto)