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DESFRAGMENTANDO AS ESTAÇÕES
Ah, se a vida tivesse um desfragmentador
como um computador... que
pouco a pouco colocasse cada compartimento
em lugar adequado.
- Isto pertence ao início da caminhada,
- Já estes são espaços livres para novas
jornadas
- Estes outros, ora pois, são dados que
estão sendo lidos agora
(para os que tem ouvido para entendê-los).
- Os dados em vermelho serão gravados agora
(a ferro quente e sangue).
No entanto, não há PC caseiro que sirva de escudo
à essência do viver, todo embaralhado,
amarfanhado com os anos,
e às ilusões perdidas.
Com espaços internos para festas de
reconstituição
nas fases sombrias longe do verão.
No inverno da contradição em que me encontro
caso, porventura, alguém conhecer outra fórmula
publique, por favor, nos jornais de grande
circulação
para que possa no próximo outono encontrar o
diretório
que me conduza à primavera.
Vera Consuelo de Miranda e Souza
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