Dalí

 
Espalha-se pelas entranhas do planeta
Segue seu curso natural contra o natural
O horror, triste, gélido, pálido, cinzento...
Esculpindo a sua anti arte
 
O mesmo horror
Que se expressa, em lágrimas, na face da menina
Magra
Cega
E vazia
 
Aterrorizando a todos, com a sua
Meia face negra
Destruindo sonhos
Criando sonhos e realidade
 
Fome é sinônimo de beleza
O belo que se traduz confuso
Sob a tinta do poeta morto
Esbugalhado, desviscerado, esmagado
Por "ele"
 
O horror que todos cultuam
Apreciam
Precisam
Porque sem "ele", impregnado, viciado,
Emoldurado pelo próprio planeta
Todos padecem.
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