Hotéis

HOTEL POLANA





A construção de um grande e luxuoso hotel para servir o turismo rico foi ideia que nasceu cerca de 1917 em Lourenço Marques.Como todas as iniciativas audaciosas, teve defensores e detractores. Havia altos interesses em jogo.

Longa fora a jornada, primeiro que a ideia se concretizasse e ao fazer a história do empreendimento de forma alguma se pode esquecer o nome do coronel Alexandre Lopes Galvão que por ela se bateu.Ele próprio se referiria mais tarde, a esses tempos difíceis, em carta de 26 de dezembro de 1950, que escreveu a um amigo de Lourenço Marques :

..." Chego a Lourenço Marques em 1917, verifiquei que não havia ainda um hotel para receber ´pessoas de categoria, que nos visitavam.Passei a fazer parte do Conselho de turismo, onde Pontificava o comandante Augusto Cardos, dono do Cardoso Hotel.

De variadíssimas inssistências para que o conselho tratasse de arranjar para Lourenço Marques um hotel decente, cheguei à conclusão que o assunto não interessava o Conselho.

Apareceu-me nessa altura Adriano Maia que me disse que os seus amigos do Transval estavam dispostos a fazer um grande hotel em Lourenço Marques, em determinadas condições. Ouvi-o, ouvi as condições, que me pareceram aceitáveis e levei o caso ao conhecimento do Massano de Amorim.Este achou bem e autorizou-me a negociar.

O Comandante Cardoso, ouvindo falar do caso, foi para o Conselho de Turismo, e diz: Ouvi dizer que há negociações para se fazer um hotel. E, olhando para mim, acrescentou: Alguém sabe dizer alguma coisa do que se passa? Resposta minha: Eu sei, mas não estou autorizado a dizê-lo. Mas como o Conselho despacha directamente com o Governador-Geral, é-khe fácil saber o que há.

Na noite desse dia recebo no Hotel Cardoso uma carta do comandante Cardoso dizendo cobras e Lagartos ! e cortando as relações comigo.

Mostrei a carta ao Mariano Machado e este pediu-me autorização para ir falar no assunto ao Comandante. E foi. Vem com a resposta de que jamais reataria relações comigo.

Levadas as negociações a bom termo, os capitalistas foram a Lourenço Marques e o Inspector Góis Pinto foi autorizado a lavrar o contrato.

O Comandante Cardoso perde a cabeça e faz um manifesto patriótico ap povo de Lourenço Marques, assinado por ele e pelo arrendatário Luís Boschian, Italiano.

O Massano, nessa altura, foi para o Norte da Colónia e ao chegar a Inhambane recebe um telegrama assinado pelo comandante Cardoso e creio que pelo Boscgian, protestando contra a construção do hotel. O Chefe de gabinete foi quem lhe deu conhecimento e o Massano de Amorim disse-lhe: "responda-lhe dizendo que vá ver da..."

Em resumo:Se Lourenço Marques passou a ter um belo hotel, inaugurado em Março de 1922, a mim o deve

Ficou a representar os capitalistas o velho Leão Cohen. Eu estava na Àfrica do Sul, nessa ocasião, onde tinha ido com Freire de andrade na Missão Diplomática que havia de negociar uma nova conveção. Pois ninguém se lembrou de me convidar para a inauguração, que se fez com um certo aparato. E nem ao menos o meu nome foi lembrado nos discursos laudatórios, então pronunciados."

Alexandre Lopes Galvão


Em outubro de 1918, foi aberto um concurso pela Delagoa Bay Lands Syndicate , apresentado pelos Senhores A.W.Reid & Delbridge, arquitectos de Johannesburg e cidade do Cabo para a construção do Hotel Polana ao qual concorreram sete firmas construtoras, das quais, apenas uma era Portuguesa, conforme abaixo:

- Hill Mictchelson, de Johannesburg, classificado em segundo lugar.

- Ferreira da Costa, de Lourenço Marques

- Philip Treeby, de Johannesburg

- Herbert Baker & Fleming, Johannesburg

- H.W.Spicer, Johannesburg

- R.L.McCowat, Johannesburg






Os planos foram postos em exposição no Conselho de Turismo, e aprovada pelo Governo a construção do novo Hotel da Polana pela Delagoa Bay Lands Syndicate, por ser a proposta mais barata apresentada. Ficou o compromisso que o Hotel seria construido em 19 meses.Os proprietários do hotel instalarão uma planta para fornecimento de lus Elétrica e um frigirífico.Com isto, com mobília, ascensor para a Polana, e direitos, etc, o custo total do Hotel ficou estimado em 200 000 Libras.

O Governo garantiu ao Sindicato 6% anuais sobre o capital empregado durante dez anos, assim como garante algumas concessões.

Projecto de um arquiteto famoso

O projecto desse hotel em estilo "Palace" foi de autoria de um não menos famoso arquitecto inglês, Sir Herbert Baker, autor do projecto do majestoso edificio da "Union Buildings", de Pretória. A sua construção foi dirigida pelo engenheiro Hugh Le May.

Sua Inauguração

Iniciada a sua construção, devido à iniciativa do Coronel Lopes Galvão, que foi sem dúvida alguma a alma deste notável empreendimento turístico e que no governador-geral, general Massano de Amorim, encontrara sólido apoio, o Hotel Polana inaugurou-se no dia 1 de Julho de 1922.

Foi um acontecimento de grande relevo na vida da cidade.A assinalar a data, a delagoa Bay Lands Syndicate, que se fez representar por Leão Cohen, ofereceu nesse dia um almoço solene.

Na mesa em U armada na elegante sala de jantar do hotel polana, sentaram-se 131 convidados. Na presidência, à cabeceira da mesa, Leão Cohen, dava a direita ao Alto Comissário, Dr, Brito Camacho, ao consul de Sua Majestade Britânica, Hall , e ao secretário-geral, Dr Mário Malheiros. à sua esquerda sentavam-se o inspector das Obras públicas, Eng. Monteiro de Macedo, o cônsul da França, G.Savoye, o chefe do Estado-Maior, coronel Santana Cabrita e o cônsul dos Estados Unidos, Hazeltime.

A construção acabou beirando o valor de 300.000 Libras, mas foi considerado na época uma das construções mais perfeitas e modernas e sem rival nos portos do Sul, havendo muito poucos hoteis na Europa semelhantes.

Ele tinha vida própria para a sua laboração: Máquinas geradoras de electricidade e aquecimento, Frigirífico, Lavandaria eléctica, Fábrica de sodas, Telefones e àgua quente em todos os quartos, e para tudo ser completo, estava programada para questão de dias um serviço permanente de correios e Telégrafos, permitindo assim aos seus vistantes expedir cartas, telegramas, radiogramas e até encomendas postais para todas as terras e navegação.

A inauguração do Hotel, também mexeu significativamente no movimento da cidade, pois um M~es e meio depois da inauguração, os carros elétricos começaram a transitar até ao bairro da polana, com uma paragem obrigatória no Hotel.

Na area externa do hotel, tinha um lindo campo de golfe , quadras de tenis e jardim que o embelezavam.

Assumiu a gerencia do hotel, o Sr. Kershaw, auxiliado por sua esposa.

O hotel deu enfase ainda ao turismo na cidade de Lourenço Marques, que assim passava a contar com um ponto de super luxo, e delegações de vários paises, tais como a própria Africa do sul e países vizinhos, ou de Italianos e até Brasileiros que começaram a ser trabalhados as excursões a Moçambique.


Hotel Polana em 1929



O Hotel muda de mãos

Em junho de 1936 o hotel mudou de mãos pela primeira vez. Tendo a Delagoa Bay Lands Syndicate posto o omóvel à venda, a opotunidade foi aprobeitada pelo milionário I.W.Schlesinger que o adquiriu pela importância de 400 000 Libras. pouco depois a empresa foi registrada sob a designação de "Polana Hotel,Lda", sociedade com o capital de um milhão de libras.

Tempos passados a African Consolidated Investments Corporation, uma das muitas organizações de Schlesinger, passou a ser a maior accionista da empresa exploradora do hotel, que pouco depois passou para a African Caterers, também importante organização do grupo de companhias Schlesinger.

No periodo que precedeu à II Guerra Mundial conheceu anos de prosperidade, projectanto-se internacionalmente nos mapas turísticos como um dos mais importantes de toda a Àfrica, depois de Cairo e do Carlton, de Johannesburg.

Nos seus salões se realizou o banquete de gala que as forças Vivas de Moçambique ofereceram em honra do presidente da República Portuguesa, Marechal António Óscar de Fragoso Carmona, o primeiro Chefe de Estado que visitou oficialmente Moçambique em 1939.

Durante a II Guerra

Quando a 1 de setembro de 1939,com a invasão da polónia pelo exercito alemão rebentou a II Grande Guerra, ao Hotel Polana pela sua previligiada situação de hotal de luxo e ponto de reunião da nata da sociedade lourenço-marquina, coube desempenhar pela força das circunstâncias outro curioso papel. O de centro elegante de espionagem e de intriga Internacional.

Durante a II Guerra o Hotel Polana gozou de reputação internacional porque, tendo Portugal proclamado a neutralidade, os agentes secretos tanto dos Aliados como das potências do Eixo ( Alemanha e Itália) Puderam ali dedicar-se com certo à-vontade a práticas de espionagem e de contra-espionagem. Os espiões dos dois lados, passaram naturalmente a servir-se desse luxuoso hotel de uma cidade portuária para campo de sua acção.

Assim, agentes secretos Sul-Africanos, Ingleses, Americanos, alemães e italianos cumprimentavam-se cerimoniosamente quando se cruzaram nos seus longos corredores, nos seus salões ou no "Bar".

Um dos agentes mais notáveis que por ali passou foi o tenete-cronel J,Stevensonl-Hamilton, então fiscal de caça do kruger Park. Em suas memórias descreve a missão mais agradável, quando teve que se infiltrar em lourenço Marques, instalado no Hotel Polana, quando descobriu que em principio de Junho de 1940, quando correu um baoto que os Alemães haviam invadido e tomado Lourenço Marques e se preparavam para invadir a Africa do Sul via komatiport, que se tratava de um boato propositadamente implantado por agentes alemães que operavam em lourenço Marques, numa rede de espionagem bastante eficiênte. possuiam emissoras clandestinas que mantinham os submarinos nazis que operavam no canal de Moçambique bem informados dos movimentos dos navios aliados no prto de Lourenço Marques.

O chefe dos espiões era um importante membro da Gestapo. O "Quartel-General "era o Hotel Polana.


Hotel Polana em 1953



O Hotel na mão dos Portugueses


Hotel Polana nos anos 60



Em 1963, John Schlesinger, filho e herdeiro do milionário que havia adquirido em 1936 o famoso estabelecimento hoteleiro, vendeu-o a uma empresa onde os capitais Portugueses eram solidamente presentes, entre eles um dos dos acionistas era o Eng. Manuel Arouzo, que foi o braço forte do hotel durante anos, até que um problema com o seu procurador o fez sair da sociedade.

Nesta fase foi ampliado e construída sua piscina tão tradicional e ainda um novo anexo, o Polana-Mar, que assim atendia à demanda que cada vez mais se avolumava

O Hotel manteve o seu glamour, sempre foi frequentado pela nata da Sociedade Lourenço-Marquina, assim como por todos os turistas de peso que visitavam constantemente Lourenço Marques.

O Hotel Polana confundia sua Imagem com a da Capital de Moçambique.


Hotel Polana nos anos 60



O Hotel e a Independência

Com a Independência de Moçambique, após 1975, entrou em declínio,por falta de clientes e pela degradação pela obvia falta de pessoal e respectiva manutenção, permanecendo durante 20 anos praticamente abandonado no que diz respeito à sua função principal.




Hotel polana em 1995, quando lá estive (o porteiro Albino, o nosso ex-Motorista Daniel em conversa comigo)



Em 1994, um grupo Sul-Africano adquire o hotel, remontando às suas origens de fundação, e com as melhoras que já sinalizava Moçambique, deu continuidade ao seu estatuto de um dos melhores cinco estrelas do continente africano. Desde o hall, revestido a mármore, aos jardins generosos em estrelícias e coqueiros, nada é deixado ao acaso neste escaninho luxuoso, que se prepara para nova reestruturação. Curiosamente, não é apenas procurado por viajantes exigentes, mas também pelos próprios maputenses, devido à cozinha requintada e à pastelaria – o chá com scones e o cozido ao domingo são dois clássicos –, à piscina – a mais cobiçada de Maputo – e até ao ginásio. É ainda um dos lugares da cidade que são frequentados para ver e ser visto

A IPE -Investimentos e Participações Empresariais está, em parceria com o Grupo Pestana, a negociar a compra do Hotel Polana. O grupo que detém a maioria do capital do prestigiado Hotel Moçambicano encontra-se com sérias dificuldades financeiras e pretende vender a sua participação. Caso o negócio se concretize, o Grupo Hoteleiro Português, que tem já vários empreendimentos turísticos em Moçambique, será responsável pela gestão e o controlo do Hotel Polana.

A holding do Estado português tem cerca de 1,6 milhões de contos investidos em Moçambique, nomeadamente nos sectores agro-industrial, ambiente, financeiro e em infra-estruturas industriais. Caso a co-aquisição do Polana venha a concretizar-se, o investimento do IPE deverá subir para cerca de 2,4 milhões de contos.


Foto atual do Hotel Polana, depois das reformas







Aspectos actuais do Hotel




HOTEL CARDOSO




O hotel Cardoso, ergue-se em terreno que outrora pertenceu ao comandante Augusto Cardoso - daí seu nome.

Augusto Cardoso para satisfazer as instruções que trazia para sua comissão e sobretudo às necessidades que tal serviço exigiam, o governo, por intermédio das Obras públicas, delimitou então um terreno na Ponta Vermelha, junto à encosta defronte da estação do telégrafo e dentro dele mandou construir uma casa para habitação do distinto oficial de Marinha

Vedado o terreno com arame e construída a casa, o comandante Augusto Cardoso passou a habitá-la.

O comandante Cardoso, uma vez instalado na casa, começou a valorizar o terreno em volta, aliás bravio e inculto e a tal ponto que o governo, em 1892, satisfazendo o seu pedido e reconhecendo os trabalhos em que o distinto oficial se havia empenhado para desbravar aquilo que fora "mato" cerrado, decidiu vender-lhe a casa e o terreno anexo, pelo justo preço do seu valor, transacção que se efectuou nesse mesmo ano.

Isto, pórem, originou no ano seguinte uma pendência com a Câmara Municipal sobre a posse de tal terreno, acabando tudo por se arrumar em 1894 sujeitando-se o comante Cardoso ao pagamento à Camara do foro como esta lhe exigia.

Foi neste terreno que construiu o comandante Cardoso o primeiro hotel: O Hotel Cardoso.Não o explorou. Foi sua arrendatária Dolores Vega Bernal, e mais tarde Louis Boschian.

Por essa altura o comandante Cardoso retirava-se para Inhambane, chamado a administrar aquele distrito.


A histórica residência do Comandante Augusto Cardoso



BANQUETE DE HOMENAGEM A AZEVEDO COUTINHO

De entre as funções mais notáveis que se realizaram nesse primeiro hotel, que até à construção do Hotel polana, em 1922, era um dos melhores da cidade, foi o banquete que nele foi oferecido de homenagem ao conselheiro João de azevedo Coutinho.

O "Lourenço Marques Guardian", deste modo se reportava ao acontecimento na sua edição de 19 de julho de 1906:

" Realizou-se no último sábado, nas salas do Hotel Cardoso, o banquete oferecido por um grupo de amigos so Sr. Conselheiro João de Azevedo Coutinho. Além de Sua Exa e do Sr. Governador de Distrito, assistiram ao jantar os senhores": lista entre os mais de cinquenta nomes da sociedade Lourenço Marquina, Sousa Ribeiro, Pedro Gaivão Couceiro da Costa, Hugo de Lacerda,Casal Ribeiro, alferes Cabral, etc, e detalha os discursos proferidos por cada um.

Defronte do hotel Cardoso existia um chalé no qual foi inaugurado pelo conselheiro Azevedo Coutinho na noite de 14 de Setembro de 1906 o "Grémio de Lourenço Marques" cuja fundação se ficou devendo ao entusiamo do Eng. Lisboa de Lima.

Nesse grémio se passou a reunir em saraus que ficaram célebres a sociedade elegante de Lourenço Marques de começo do século.

O HOTEL MUDA DE MÃOS

Augusto Cardoso, como se disse, munca esteve à testa do hotel. Era seu arrendatário, em 1917, Louis Boschian, e agia como seu procurador D.Egas Moniz Coelho.

Em 1920 vendeu o hotel a uma sociedade por quotas denominada "Cardoso Hotel Syndicate, Ltd", da qual era um dos sócios gerentes Ernest Salm. Nesta situação se manteve até 1929, ano em que foi adquirido pela súbdita italiana Aida Sorgentini.

Em 1938, autorizada pela Câmara Municipal, Aida Sorgentini demoliu o velho prédio, reconstruindo-o

Surgiu então o segundo Hotel Cardoso, já inteiramente remodelado, com 131 quartos, serviço de lavandaria, piscinas interna e externa , com pouco que recordasse ainda os velhos tempos de Augusto Cardoso, cuja histórica casa desapareceu.




O Hotel Cardoso em 1966



O ASSASSÍNIO DO CAPITÃO HENRIQUE DE SOUSA

Outro acontecimento assinalou trágicamente para a história da cidade esse hotel.

Foi à porta do Hotel Cardoso que na noite de 3 de Abril de 1926 foi assassinado a tiro de caçadeira o capitão henrique de Sousa, então comissário de polícia de lourenço Marques e que fora um dos bravos de Serra Mecula.

O assassínio do brioso oficial de exército, que nesse momento saía do hotel para a rua e foi abatido por forma bárbara e traiçoeira por uns indivíduos escondidos no arvoredo defronte, causou profunda consternação na cidade.

O móbil do crime havia sido o ódio mesquinho contra o oficial que se propusera reprimir rigorosamente em Lourenço Marques o vício da batota.

O funeral do oficial constituiu uma das maiores manisfestações de pesar que a cidade viu e o Município em justa homenagem inscreveu seu nome numa das ruas de Lourenço Marques.

HOTEL CARDOSO HOJE

Desde a zona de Hotel Cardoso, é possível ver-se a área da baixa e a baía de Maputo. Mesmo abaixo do hotel, encontra-se um enorme declive ajardinado que termina nos terrenos de desportos do Campo Maxaquene e Campo do Desportivo, onde músicos como Hugh Masekela e Kappa Dech já actuaram. A vista é excelente e permite aos que visitam Maputo pela primeira vez, pôr a geografia da cidade em perspectiva.









FONTE:
Edifícios Históricos de Lourenço Marques - Alfredo Pereira de Lima
Fotos de :
Jose Maria
Sites do Polana e do Cardoso
Set Turismo
Companhia de Moçambique
REALIZADO POR:
JOSE MARIA MESQUITELA
Arquivo Vivo de Moçambique

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