Opiniões

A marca como elemento de comunicação:

 

Comunicação

  O que é comunicar? Comunicar é o processo que nos permite fazer passar uma mensagem. Implica um emissor, “aquele que diz”, a mensagem, “aquilo que é dito”, e um receptor, “aquele que ouve”. Para a passagem correcta desta, isto é para existir comunicação é necessário haver também um sistema de símbolos que seja comum tanto a emissor como a receptor.

  Na nossa sociedade tudo é comunicação, a tudo pode ser atribuído um significado distinto daquilo que é:   Pomba = Paz

                     Arvore = Natureza 

                      Tartaruga = Lentidão

A marca

  Vivemos num mundo de marcas e não de produtos. Elas estão em todo o lado. São um elemento sempre presente no nosso dia–a–dia,  nos produtos e serviços, nos pontos de venda, na publicidade, nos media. O Mundo das marcas revolucionou as relação entre pessoa – produto influênciando tudo o que pode ser fabricado, fornecido ou respirado, determinam as nossas decisões de compra, os nossos hábitos de consumo, a nossa percepção sobre a qualidade e o valor dos produtos e até o nosso estilo de vida.«Uma marca é uma promessa e, no final você tem sempre de cumprir as promessas. Um produto é o artefacto que confirma a realidade da promessa.» afirma Watts Wagner, vender é acreditar e as pessoas só compram aquilo em que confiam e acreditam. As marcas são a arma mais competitiva do mercado.  As verdadeiramente poderosas conseguem atingir o coração, a mente e a carteira do consumidor.

  A marca é a soma de todas as qualidades tangíveis e intangíveis, que tornam determinada oferta única. A marca é a “personalidade”, formada não só pela sua aparência física, mas também por componentes históricos, emocionais e de carácter, cuja soma faz com que seja única.

Características das marcas

  São universais –Porque se estendem a todos os negócios. São importantes porque podem  representar uma forte vantagem competitiva, independentemente de se trabalhar numa perfumaria ou ser mecanico.

  São pessoais, psicológicas e físicas – As grandes marcas identificam-se consigo. Fazem-no sentir bem, confortável, confiante, em suma, estão em harmonia consigo. Atingem-no em cheio na mente e no coração. Também cada vez mais nos encaramos e somos encarados como marcas. Agora já não só os desportistas que tem conhecimento disto, o resto dos mortais também  já utiliza a marca para desenvolver a sua carreira.

  São globais –Estas são mais vezes proclamadas do que alcançadas. Uma marca tem que ter em conta não só as preferências e preocupações nacionais, mas também o mercado especifico em que actua em cada país. Combinar os elementos globais e locais é portanto um verdadeiro campo de minas. Encontrar uma solução para todos os mercados é practicamente impossível e, do ponto de vista organizacional, o enfoque num mercado nacional particular, geralmente, significa que se está a dar mais importância aos aspectos locais do que aos globais.

  Informam –As marcas são hoje uma fonte imediata de informação e de identificação. «o objectivo das marcas é e sempre foi informar. O formato dessa informação varia de mercado para mercado e de época para época. Enquanto alguns produtos fazem uma referência visível acerca do estilo, modernidade e riqueza dos seus utilizadores – roupas, carros, acessórios -, outros há que significam fiabilidade e familariedade…» The Economist.

Tipos de marcas

  Nominativas – São as marcas que permitem identificar um produto e a sua origem mediante uma palavra, ou conjunto destas. Estas palavras devem ser suficientemente distintivas para diferenciar os produtos ou serviços dos outros da sua espécie.

  Innominadas – São figuras que cumprem a função de uma marca. Este tipo de marca pode reconhecer-se visualmente mas não foneticamente. A sua peculariedade consiste em ser simbolos, disenhos, logotipos ou qualquer elemento figurativo.

  Mistas – São marcas que combinam palavras com elementos figurativos que mostram a marca.

Algumas marcas:

  Coca-Cola –É a marca mais valiosa e conhecida no mundo inteiro. Desde a primeira garrafa de coca-cola, ( com o contorno que hoje conhecemos) a intercionalização e a alteração das preferências dos consumidores fizeram com que a marca adaptasse novas caracteristicas e novas embalagens, mas o seu sabor tradicional permaneceu praticamente inalterável – em 1985, uma tentativa de alteração, feita por Roberto Goizueta, foi abortada perante a insatisfação dos consumidores.

  Malboro –Lançados em 1924, estes cigarros surgiram com uma caracteristica original: a extremidade do filtro encarnada com uma mensagem publicitária destinada ao público feminino: « Uma extremidade cor de cereja para os seus lábios cor de rubi.» Os resultados conseguidos ficaram aquém dos esperados e em 1955 fez-se um relançamento radicalda marca direccionado para o verdadeiro « homem malboro», independente, viril, e que gostava de passar a maior parte do tempo ao ar livre. Esta é ainda a imagem de marca que prevalece.

  Nike –A Nike testemunha o verdadeiro poder da imagem das marcas globais. O seu logotipo, inspirado na deusa grega da vitória, é reconhecido em qualquer parte do mundo. A imagem desenvolvida para a marca fez com que ela se tornasse um símbolo de status, difernciável de tantos outros sapatos de ténis. A utilização de atletas famosos, como Michael Jordan e John McEnroe, nas campanhas publicitárias aumentou a sua notoriedade.


Uma pequena observação final

   Numa era de rápida proliferação de produtos, de enorme escolha para o consumidor e de uma crescente confusão no mercado, uma grande marca é uma necessidade, não um luxo.

  Algumas categorias podem gerar melhores marcas do que outras, mas qualquer produto pode ter uma marca associada. Quase todos os produtos oferecem oportunidades para criar um estado de espírito e podem ultrapassar as fronteiras da sua categoria de produto.

  Para manter uma marca viva durante muito tempo e assegurar a sua vitalidade é preciso fazer algo de novo e inesperado que esteja relacionado com o posicionamento estratégico da marca. De vez em quando deve ir ainda mais longe. Partir numa nova direcção, surpreender o consumidor, adicionar uma nova dimensão á marca e revitalizá-la.

  As emoções motivam a maior parte das nossas decisões de compra. Uma marca alcança o seu alvo com este tipo de experiência, é uma relação emocional. E, quando transcendemos o produto, conseguimos criar uma marca poderosa.

  Uma marca tem que ser relevante  - ir ao encontro do que as pessoas querem. Nas ultimas décadas as marcas foram desonestas, pois quebraram muitas promessas. Os consumidores procuram algo que tenha um valor duradouro. É uma busca pela qualidade, não pela quantidade.

 

<

Hosted by www.Geocities.ws

1