Quarteto
Henry Lowther / Mário Santos
Historial
e objectivo:
“Este
quarteto pouco usual, de características sonoras muito próprias, surge da
ideia de convidar três músicos amigos, um de Inglaterra, um de Braga e outro
de Lisboa, tendo como objectivo a criação e interpretação de temas
originais, assim como de fazer a interacção entre músicos que falam o mesmo
idioma musical, não sendo a distância para tal um entrave”.
Mário
Santos
Formação:
Henry
Lowther
- Trompete e Flugelhorn
Mário
Santos
- Saxofones
Manuel
Beleza
- Órgão
Alexandre
Frazão
– Bateria
Reportório:
Originais de Henry Lowther, Mário
Santos e Manuel Beleza
Linguagem:
Jazz com influências europeias e étnicas.
Biografias:
HENRY
LOWTHER
Henry Lowther nasceu em Leicester, Inglaterra, em 1941. As suas primeiras experiências musicais foram-lhe dadas por seu pai, que lhe ensinou os rudimentos nos “metais”, e com a Salvation Army band local. Na sua adolescência interessou-se pela música clássica e começou por estudar violino, ingressando na Royal Academy of Music aos 18 anos na classe do conceituado violinista Manoug Parikian. Henry rapidamente se interessou pelo jazz quando ouviu música Indiana e uma gravação de Sonny Rollins, voltando aos “metais” e optando pela trompete.
Durante
os anos sessenta Henry foi um dos primeiros músicos da “cena jazz” britânica
a experimentar a total e livre improvisação, particularmente com Jack Bruce,
Lyn Dobson e John Hiseman. Tocou com a original e determinada Mike Westbrook band (a qual incluía Mike Osborne e John Surman), e
também com John Dankworth, inclusive tocando no, agora lendário e raro, álbum
de Kenny Wheeler “Windmill Tilter”. Nos anos sessenta Henry trabalhou também
na cena rock com Manfred Mann e John Mayall, e também com Keef Hartley, com
quem apareceu no famoso festival de Woodstock em 1969.
O
trabalho de Henry na “cena jazz” britânica dos últimos trinta anos é de
referência enciclopédica.
Tem
tocado regularmente com, entre muitos outros, Gordon Beck, Michael Garrick,
Graham Collier, Mike Gibbs, Pete King, Loose Tubes, John Surman, John Taylor,
Stan Tracey e Kenny Wheeler.
Ao
longo dos anos Henry fez grandes digressões com vários artistas e grupos no
Canadá, Europa, Índia, Japão, na antiga União Soviética e nos EUA. Nas
digressões mais recentes incluem-se aquelas com a Berlin Contemporary Jazz
Orchestra, John Harle, a London Jazz
Composers Orchestra, a New York
Composers Orchestra e Hermeto Pascoal. Ele é um dos dois ou três músicos
no mundo a ter tido a honra de ser 1º trompete nas orquestras, quer de Gil
Evans, quer de George Russell.
As
suas actividades recentes têm incluído variadas acções em França com Tony
Hymas e Sam Rivers, em Marrocos com o grupo Anglo/Franco/Espanhol “Los
Incontrolados”, concertos com a Django
Bates’ Delightful Precipice, e três digressões à Finlândia com a Jan
Simons Band. No passado Dezembro Henry tomou parte no concerto “Schuller
at 75” no Queen Elizabeth Hall com o
distinto compositor Gunther Schuller e a London
Sinfonietta. Henry também tocou recentemente em álbuns com a Billy
Cobham’s Conundrum, Mark Lockheart, Stan Sulzman, John Surman e Kenny
Wheeler’s music for Brass Ensemble.
A
versatilidade musical de Henry confirma-se pelas suas constantes acções como músico
clássico em grandes orquestras sinfónicas e ensembles,
incluindo a London Brass Virtuosi, a London
Philharmonic Orchestra, a City of
Birmingham Symphony Orchestra, a London
Sinfonietta e a Matrix Ensemble.
Até à sua dissolução Henry foi durante cinco anos o solista de
“flugelhorn” conjuntamente com as “cordas” na BBC
Radio Orchestra, e como músico de estúdio gravou com Bing Crosby, George
Harrison, Elton John, Henry Mancini, Paul McCartney, Van Morrison, Simon Rattle,
Nelson Riddle e Talk Talk, entre
muitos outros.
Nos
últimos anos Henry tem-se interessado cada vez mais pela composição e formou
a sua própria banda “Still Waters” com o objectivo de levar por diante esse
intuito. “Still Waters” lançou recentemente um álbum, “ID”,
para a etiqueta Village Life.
Embora
a maior parte das composições de Henry tenham sido direccionadas para pequenas
bandas de jazz como veículos para a improvisação, tem, nos últimos anos
tentado dedicar mais tempo à composição. Isto fez com que fosse incumbido
pela Rikskonserter, a Agência Estatal Sueca das Artes, de escrever uma peça
para a digressão em 1994 pela Suécia da London
Brass Virtuosi, “Bredon Hill” escrita para a BBC, um quinteto de
“metais” encomendado por Chaconne
Brass e uma peça pela Berlin
Contemporary Jazz Orchestra. Projectos futuros incluem a gravação de
“Vietnam Requiem”, uma colaboração com um romancista, uma colaboração
com Martin Bax, editor da revista“Ambit” e distinto pediatra e o artista
Eduardo Paolozzi, uma peça para os “Still Waters” e a London
Brass Virtuosi e um album duplo com o fantástico percussionista Paul
Clarvis.
MÁRIO SANTOS
Nasceu em 1965. Em 1985 inicia os seus
estudos musicais na Escola de Jazz do Porto, vindo aí a leccionar a disciplina
de Saxofone.Colaborou na
formação de vários grupos de Jazz, tais como:
Orquestra
da E.J.P., Trio de Jazz do Porto, Quiproquó, Jam Jazz Group, octeto Porto Blues
Band, George Letellier Quartet, Septeto de Jazz do Porto, Som da Rádio, etc..
Actuou
com Zlatko Kaucic, Joe Chambers, Aldo Caviglia, Nelson Cedrez, Pedro Barreiros,
Yuri Daniel, Bernardo Moreira, Pedro Gonçalves, Carlos Barretto, Pedro
Abrunhosa, Pedro Madaleno, Ricardo Fabini, Aires Ramos, Nuno Ferreira, Vasco
Agostinho, Anthony Kerr, Diego Ebbeler, Carlo Morena, Pedro Sarmiento, Carlos
Azevedo, Bob Sands, Toon Roos, Rámon Cardo, José Meneses, José Luis Rego, João
Courinha, Gerard Presencer, João Moreira, Thomas Walton, Eduardo Santos,
Laurent Filipe, K.A.F., entre outros e no 4º Festival de Jazz de Castrelos (Vigo
92), 2ª, 5ª e 7ª Edicão Jazz no Parque (Fundação de Serralves, Porto 93,
96 e 98), Guimarães Jazz 93/99/2000, 4º Festival de Jazz Europeu no Porto 94,
Festa das Marés (Lisboa 94), Festa do Mundo Ritmos (Porto 94), 1º Festival de
Jazz de Gaia (Jazz in Rio Douro), Estoril Jazz/XIV Jazz num dia de Verão 95,
Les Rendez-vous de L'Erdre (Nantes 95, 96 e 2000), Jazz Club de Macau (95 e 96),
10º Festival Internacional de Jazz de Macau 96, Festival Internacional de Jazz
de Loulé 96 e 97, Seixal Jazz 96, Festa
do Avante 96, 6º Festival de Jazz do Porto 96 e Club de Jazz TPA- 96 (Angola,
Nov.), Jazz em Agosto 98 (Fundação Calouste Gulbenkian/Acarte), entre outros.
Gravou
no CD "Ligações Perigosas" com Raúl Marques e Os Amigos da
Salsa.Participou na gravação dos discos "Viagens" e "F" de
Pedro Abrunhosa, "LusoQualquerCoisa" e "Kazoo" dos Clã,
"Bruxas Heróis e Males d'Amor" das Vozes da Rádio, colectânea
"Tejo Beat" com Ornatos Violeta, entre outros.Gravou no primeiro CD de
Carlos Azevedo Ensemble "Lenda".
Leccionou
na Escola do Hot Clube de Portugal e na Oficina de Música de Aveiro.
Actualmente
prossegue a sua actividade docente no Instituto Orff do Porto, lidera os
projectos "Os Rapazes do Jazz" e "4eto m.s." e integra também
o Sexteto de Mário Barreiros, o trio "The Big Tree", Quarteto For...,
Quinteto de Fátima Serro, Sexteto Mingus e mais de Laurent Filipe, All Smiling
Underground Mo' Jazz Band, Yd Band, "N Tet", Carlos Azevedo Ensemble,
Orquestra de Jazz de Matosinhos e Big Band do Hot Clube de Portugal.
MANUEL BELEZA
Nasceu
em Braga em 55 e inicia os seus estudos musicais na década de 70 como
autodidacta, ingressando mais tarde no Conservatório de Música de Braga. Entre
74 e 77 participa em bandas rock como guitarrista e organista. Depois de ouvir
pianistas como Bill Evans e Keith Jarrett, apaixona-se pelo Jazz e pelas
pequenas formações e em 79 integra um duo com o guitarrista António Peixoto.
Seguem-se inúmeras experiências com músicos como Fredo Mergner, António
Ferro, Mário e Pedro Barreiros, Pedro Abrunhosa, José Meneses e Ricardo Fabini
entre outros. Em 87 estuda piano e harmonia com
Mário Laginha na Escola de Jazz do Porto, onde lecciona a disciplina de
piano entre 87 e 89.
Em
92 funda a Flauta de Hamelin - Centro de Ensino Musical de Braga, cujas
actividades o afastam durante algum tempo dos palcos do jazz. Em 97 participa no
Matosinhos em Jazz com o trio sonoridades,
onde se estreia no órgão.
Recentemente
participa no BRAGAJAZZ, festival de Jazz internacional comemorativo do bimilénio
da cidade de Braga, com o guitarrista Tuniko Goulart, o baterista Hugo Danin, o
saxofonista Mário Santos e o contrabaixista José Fidalgo.
ALEXANDRE FRAZÃO
Nasceu
no Rio de Janeiro em 1968. Vive em Portugal desde 1987. Estudou com Alan Dawson,
Kenny Washington e Max Roach, com quem colaborou no projecto M. Boom, ao lado de
outros bateristas e percussionistas portugueses em 1995.
A
sua actividade profissional tem abrangido várias áreas musicais. Nessa
qualidade já participou em mais de uma dezena de discos de artistas
portugueses. Foi membro fundador do grupo Resistência, com o qual fez várias
tournées pela Europa.
Foi
um dos fundadores do grupo de Etno-Jazz “Ficções”, com o qual gravou dois
discos e tocou em diversos festivais de Jazz em Portugal, Brasil, África e Ásia.
Em 1994 participou numa série de concertos realizados em Portugal com o cantor
e compositor Ivan Lins. É co-fundador do grupo de percussões Tim Tim por Tim
Tum.
Concertos
realizados:
- 26/04/01
no Ultimatum Café – Guimarães,
- 27 e
28/04/01 no B Flat – Matosinhos,
- 05/05/01
na Rota Jazz – Trofa

Demo CD:
1 - Colagem
– M. Santos
2 - Veneer of
the week – H. Lowther
3 – Setembro,
24 – M. Beleza
4 - Entre
as margens – M. Santos
5 – Nuvem
- M. Santos
6 - Something
like... – H. Lowther
Contactos:
Manuel Beleza: (351)
96 687 68 40
e-mail:
[email protected]
Mário Santos: (351)
96 237 83 66
e-mail:
[email protected]