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"Vocação de Mestre" |
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A professorinha do meu catecismo (Pe. Luís Carlos de Oliveira - C.Ss.R.) Lembro-me de modo particular de uma de minhas catequistas: Dona Jandira Cordeiro, tia Bira, que preparou minha primeira comunhão no dia 20 de maio de 1957. Um dia, voltando de férias para minha cidade, tive a oportunidade bendita de celebrar, por acaso, sua missa de 7º dia. Ela significou muito para mim. Que significa para nós ter recebido grande parte de nossa formação religiosa de pessoas abnegadas e dedicadas que nos deram os fundamentos da fé e da doutrina? Certo que muito veio do berço, mas a formação mais estruturada ficou sendo a base. Quanto, agradecemos a Deus estas senhoras e senhores, tanto jovens como adultos, que nos transmitiram os rudimentos da fé! É raro ver um pai ou uma mãe ir agradecer o catequista que cumpre uma missão que lhes é devida. Acontece até de maltratarem as catequistas como pude ver no ano passado, quando da primeira comunhão das crianças. E por pouca coisa. Esta vocação continua a mesma missão de Jesus que acolhia as crianças e sempre os tinha em meio aos seus ouvintes. Por isso podemos dizer que são nossos mestres, isto é, ensinam a viver. Ensinar é preciso: Grande dom, ser um mestre. Temos muitos professores e poucos mestres, como nos ensinava a professora Beatriz na faculdade. Ela é uma destas que são mestres. Mestre ensina a viver. Em uma classe de catecismo de um grupo de adolescentes meio ferozes, a catequista, apesar de ser grande, se via pequena. No final do ano, os alunos sentem pena de não tê-la mais como professora, pois terminava sua catequese. Mas por que? Pergunta a catequista. Porque Tia Carmela não tem medo de dizer a verdade sobre a vida e a Igreja. Somos convocados por Deus a ensinar com a vida. Precisamos de tantos catequistas, mas, que sejam mestres que ensinem com a vida. Todos são bons e santas pessoas, mas é preciso ir além do texto e deixar falar a vida. Uma linha de vida vale uma biblioteca de livros, porque ela não vai só à inteligência, mas vai também ao coração. A grande sabedoria do mestre é deixar cada aluno, aprendido o básico, criar sua vida a seu modo, tornar-se ele mesmo, um mestre. Não sei o que D. Jandira me falava, mas ela era o livro a ser lido. Aqueles adolescentes barra pesada, vão crescer na vida e serão grandes homens porque no momento de sua formação foram marcados por uma grande mestra da verdade, a tia Carmela, grande como tantos outros e outras cujos nomes estão escritos no Céus. Minha avó me ensinou : A família é a primeira escola de fé. No ano 2002, em Tietê, tínhamos mais de 1000 crianças na catequese. Um belo dia chega uma família apresentando a filha para a primeira comunhão. Ela não estava seguido as aulas com os outros. Mas por que não? - Lá em casa, nós é que damos o catecismo. Vovó ensinou mamãe e agora ensinou a neta. A família é a primeira responsável. A catequese é suplência. Que bom se cada casa fosse uma sala de catecismo, ao menos do básico: aprender a rezar, aprender a viver e aprender a ser o homem e mulher cristãos de amanhã. Deus lhes pague queridas mestras e queridos mestres na fé. Quem salva uma alma tem a sua garantida. |
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"Testemunho de um sacerdote" |
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(Pe. Fernando Veloso da Silva - C.Ss.R.) "Desde a manhã preparo-te uma oferenda e fico, Senhor, à espera do teu sinal." (Sl 5,4)A celebração do ano e mês vocacional, a Igreja do Brasil, convida-nos e envia-nos a avançar para águas mais profundas. Com alegria, diante destes acontecimentos, irei comemorar dia 31 de agosto, um ano de ministério sacerdotal. Em primeiro lugar é uma "graça", ser agraciado pelo chamado por Deus e poder dar uma resposta generosa. Quando Deus nos chama, ele chama pra valer. Somos livres para responder sim ou não. Muitos são chamados, mas poucos se arriscam a responder e a gastar as suas vidas em função do Reino de Deus. Foi nestas condições que Deus me fez o convite, ainda bem pequeno numa cidadezinha de Minas Gerais. O chamado de Deus sempre ardia em meu peito. Em minhas orações, eu sempre agradecia a Deus o convite que Ele me fez, apesar de não ter respondido de imediato, "guardava-o em meu coração". Foi preciso um tempo de maturação, de crescimento, de conhecimento, de trabalho, de experiência humana, social, econômica, política e afetiva. No meu convite de Ordenação tinha a "Ceia de Jesus com os doze". É esta memória que continuei celebrando ao longo deste ano. É Jesus-Cordeiro que se imola, que perdoa, anima, purifica e santifica. É ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia, que encontro forças para superar todo e qualquer desafio. Sempre me coloco como um "instrumento" nas mãos de Deus, para continuar seguindo o Redentor, sendo sal e luz, fermento que transforma e constrói o Reino de Deus. Agradeço a Deus o convite que Ele me fez e me faz continuamente. Agradeço a Congregação do Santíssimo Redentor que me acolheu e abriu espaço para que eu pudesse responder a este chamado. Agradeço aos Confrades que sempre me incentivaram, no partilhar a vida e na vivência da Vida Religiosa. Agradeço sobretudo, ao meu Superior Pe. Afonso Savassa, a minha Comunidade Redentorista de Araraquara, que me apoiaram e incentivaram, e me fortaleceram em todos os momentos da vida. Com a força e o testemunho da Comunidade Religiosa, atuo na Pastoral da Igreja Santa Cruz. Agradeço ao Povo que sempre me acolheu e acolhe, que me estimula, que me dá oportunidade para viver o Sacerdócio... O trabalho pastoral com o povo, a celebração da Eucaristia, o ministrar dos Sacramentos, sinais vivos da presença de Deus, me faz cada vez mais corajoso em ser e espalhar a Redenção, para todo povo que caminha em direção à terra prometida. E por fim, agradeço a Deus e a minha família, meus pais e irmãs que com seu exemplo, ajudaram a semear o germe da vocação em meu coração. Este ano, tive a graça de celebrar os 90 anos do meu Pai. Foi um momento especial que Deus proporcionou a toda minha família. Que Deus continue a abençoando a minha família, as famílias dos meus Confrades e dos Amigos, que contribuíram e me incentivaram a dar esta resposta ao chamado de Deus. Sob o olhar carinhoso da Mãe Aparecida, a vocacionada do Pai, sou muito grato ao chamado de seu Filho Jesus. Que ela, a Mãe da perseverança me ajude a continuar sendo fiel à Palavra, e firme no seguimento do Redentor! Que neste ano Vocacional, Ela desperte o coração de muitos jovens para o serviço ministerial da Igreja. Venha ser um Missionário Redentorista, vale a pena ser Redenção! |
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"Procurem o Senhor de coração sincero" (Sabedoria 1,1-15). |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Certamente você prezado internauta, amigo do Site Redeman, já conhece aquela história do pintor, que começa mais ou menos assim: "Um homem havia pintado um lindo quadro e, no dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo. Compareceram as autoridades do local, fotógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor, mesmo sendo bastante jovem, tinha fama de grande artista. Chegado o momento, tirou o pano que velava o quadro. Neste instante houve caloroso aplauso. Era uma impressionante figura de Jesus batendo à porta de uma humilde casa. Naquela pintura, o Cristo parecia que estava vivo. Com sua mão de dedos longos batia suavemente e com os ouvidos junto à porta, parecia que queria ouvir se lá dentro alguém respondia. Houve discursos e mais discursos, diversos elogios. Todos admiraram aquela maravilhosa obra de arte. Porém, um observador, pessoa simples, gente do povo, curioso, achou uma falha no quadro: a porta não tinha fechadura. E foi perguntar ao artista: - Sua porta não tem fechadura: como se fará para abri-la? - É assim mesmo, respondeu o pintor: Essa porta é a porta do coração do ser humano: só se abre do lado de dentro". Muito bem amigos leitores, semelhanças a esta pequena história, acontece na trajetória da nossa vocação, o chamado de Deus, para uma determinada missão. Cristo quer ter amigos e não escravos. Ele passa batendo a porta do coração de cada um de nós. Ele bate no meu, no seu, no coração de cada pessoa. Além de bater, chama pelo nome e espera uma resposta. A resposta que ele espera, terá de ser uma resposta pessoal e concreta. Ele sabe esperar e respeitar a decisão de cada um. Não pretende arrombar a porta de ninguém e nem mesmo abri-la por fora ou força-la para que se abra. Da mesma forma não grita, não faz escândalos ao chamar. Sua voz é suave como a brisa da manhã. É palavra que vai direto às profundezas do coração. Por isso, é no silêncio que melhor escutamos as batidas em nossa porta, é nessa atitude de interiorização que percebemos o valor do chamado e da missão a qual somos convocados. Ao bater à porta e chamar pelo nome, traz consigo o mapa indicativo sobre a missão que precisa ser exercida. É a missão do Reino. Nas linhas traçadas nesse mapa missionário, encontra-se diversos acontecimentos, realidades marcadas por empobrecidos, marginalizados, oprimidos, que clamam por liberdade e salvação. São os filhos e filhas de Deus que vivem na angústia da incompreensão, do desamor, do egoísmo frenético de uma sociedade que só pensa no ter e no poder. Só vai entender e responder generosamente ao chamado divino aquele que se abrir livremente à proposta da graça. A Palavra de Cristo é espírito e vida. Aos que abrirem a porta e responderem ao convite, ele os instruirá e dirá "não tenhas medo; siga-me. Farei de você pescador de homens". Portanto, abrir a porta ao convite expresso significa sair de si, caminhar, e fazer experiência com Jesus. Significa também aceitar a sua missão e permanecer no seu amor. O amor é a proposta da própria vida. Todo chamado se resume no amor. Amor que se compreende em serviço, doação, compromisso e entrega de si mesmo. Jesus mesmo deu o exemplo: "não há maior amor do que doar a vida pelos amigos. Vocês serão meus amigos se fizerdes o que vos mando. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros". (Leia: Jo.15,12-17) A expressão "vinde e vede" de Jesus, que encontramos no evangelho, é convite para se aprender com ele a forma de criar, fazer, e renovar todas as coisas. É o ato de transformar as realidades, ser sinal de esperança para muitos que vivem no abandono, na solidão, na miséria causada pelas injustiças e tantos outros fatores que levam ao sofrimento e a morte. Fazer a experiência de Jesus significa ser semente do Reino. Por isso, quanto mais abrirmos a porta ao Cristo que passa e bate, dando oportunidade para que ele entre em nossa própria casa, com certeza, mais consciência teremos da missão. Quando uma pessoa deixa ser encontrada por Cristo ou vai à sua procura, jamais esquecerá esse encontro. Desse encontro é que nasce as inquietações e o fascínio missionário. Na verdade, quem encontrou-se com Cristo uma vez, jamais ficará de braços cruzados e indiferente mediante situações adversas ao amor. O encontro com o Mestre proporciona uma ação que liberta. Essa ação denominamos de vocação, missão e compromisso. Daí entendemos melhor o sentido vocacional, tendo em mente de que a vocação é uma realização pessoal, comunitária e uma caminhada para Deus. Quando uma pessoa cresce no amor a Cristo e compreende que Cristo é seu melhor amigo (a pérola preciosa do Evangelho) então sentirá o desejo de fazer de sua própria vida, um dom. Antes de deixar tudo e seguir a Cristo que o chama, é necessário conhecê-lo, descobri-lo como um tesouro. Neste mesmo sentido, aceitar a proposta do anuncio evangelizador é aceitar viver como Jesus viveu. É ter o mesmo pensamento de Cristo; escolher e amar a todos como Cristo, Ter esperança como ele teve, e viver como ele viveu a comunhão com o Pai no Espírito Santo. Estamos vivenciando o Ano Vocacional, proposto pela Igreja no Brasil, cujo tema nos faz lembrar de que o batismo é a fonte de toda vocação. É de fundamental importância refletirmos mais seriamente sobre a proposta vocacional, missão do Reino. Seguir o chamado de Deus é algo que uma pessoa de fé faz a cada novo dia. Todavia, é especialmente nos momentos de mudanças em nossas vidas que Deus bate à porta e nos convida a nos consagrarmos de modo consciente e deliberado, de modo mais pleno, mais decisivo. Por outro lado, sabemos que nem sempre é fácil discernir o chamado de Deus e dar passo certo. Então se faz necessário maior atenção, maior silêncio, oração e desapego de tantas coisas que possam impedir o discernimento. Jesus vem dizer a nós: "eis que estou à porta e bato, se alguém abrir entrarei...". A alegria será completa. |
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"Apostolo do ontem e do hoje". |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Deus continuamente está nos chamando a uma vida de maior intimidade com ele e de mais união com os irmãos e irmãs. Constantemente Ele nos convida a participarmos de seu plano de amor. Só atende aos apelos divinos e responde a este chamado, aquela pessoa que procurar colocar-se numa atitude de escuta da palavra de Deus. Hoje mais do que nunca, em um mundo agitado e em constantes transformações, é preciso que se busque a paz interior, o silêncio, a atitude de oração, de conversão e mudança de vida. Para isso é preciso coragem e fé. Seguir ao chamado divino significa, então, fazer experiência de Deus. Este é o sentido que engloba a palavra chamado, ou seja, a vocação, que compreende uma resposta livre e consciente. A vocação, qualquer que seja, deve ser a mais pura experiência que a pessoa faz de Deus agindo em sua vida e na história da humanidade. Este Deus que ama age, chama, convoca, faz seus constantes apelos. Cabe a pessoa chamada dar uma resposta. Esta resposta a pessoa a dá livremente. Assim aconteceu com os patriarcas, com os profetas, os Apóstolos, com Maria, e tantos outros personagens que encontramos na bíblia. Da mesma forma aconteceu com aqueles que se inscreveram no rol dos santos. O importante em tudo isso, é que tenhamos em mente que a vocação é o chamado especial de Deus para participarmos do seu plano de amor. É preciso que entendamos a vocação como um Dom e gratuidade. Se Deus é nosso Pai, é para que todos sejamos irmãos e irmãs. Que tenhamos a verdadeira felicidade. No evangelho de Mateus 10,11-23, encontramos a passagem onde descreve a escolha dos doze apóstolos. Percebemos ali que logo após a escolha dos doze, Jesus os prepara para a missão. Primeiramente Ele os instrui e os previne das perseguições, das dificuldades que irão encontrar pelo caminho, mas ao mesmo tempo os encoraja a prosseguirem a jornada com fé e coragem. Notamos então que os apóstolos embutidos desta sabedoria emanada de Jesus e por Jesus, com bastante coragem e fé enfrentam as dificuldades que surgiram no cumprimento da missão. Estes conselhos de Jesus aos seus apóstolos é direcionado também a nós nos dias de hoje. As palavras do Mestre são sempre atuais. Elas são como uma luz que nos indica o caminho certo a seguir. Afinal, todos nós batizados, somos os apóstolos do hoje, e anunciamos o mesmo Cristo ao mundo. Mas para que esta mensagem seja eficaz, é preciso que tenhamos as mesmas atitudes dos doze escolhidos, ou seja, os doze Apóstolos. É preciso fazermos a experiência de Jesus em nossa vida e em nossa história. Este Jesus que escolheu seus doze Apóstolos, nos convida no hoje e no agora para a partilha da vida através do serviço e da doação. Ele mesmo deu o exemplo: “não vim para ser servido, mas para servir”. Quando ele chama alguém para seu serviço, na verdade ele primeiramente age, mostra como desenvolver a missão, e nos fortalece com sua graça. Ao seguidor de Jesus, duas qualidades são fundamentais que é a coragem e a fé. Estas são qualidades e realidades que não podem faltar naquele que se diz seguidor e apóstolo de Jesus. Primeiramente devemos ter consciência de que sendo Cristo o Mestre, a pessoa convocada ou por ele chamada, deve conformar-se com a vida dele. Em segundo, porque o enviado de Deus será perseguido e deverá ser fiel à sua missão, o que seria impossível sem fé e coragem. Veja o exemplo dos mártires. Foram fiéis seguidores em todos os momentos da vida, mesmo naqueles momentos mais cruciais não renegaram a fé. Testemunharam com grande coragem Jesus e sua doutrina, realizando o cumprimento dos seus ideais, a missão. Portanto, vocação é coisa séria. Todos nós temos uma vocação, ou seja, uma missão a cumprir. É preciso que através da escuta da Palavra de Deus, da oração e dos sinais dos tempos saibamos descobrir qual é realmente a missão que devemos desempenhar. O que não pode acontecer é ficarmos de braços cruzados diante da realidade que se apresenta diante dos nossos olhos. Pois todos aquele que procura conhecer Jesus, jamais tomará uma atitude de passividade, mas coloca-se a caminho seguindo as pegadas do Mestre. Conforme já salientamos acima, Jesus escolheu doze homens e os preparou para a missão. A este grupo, Jesus ensinou-os cuidadosamente, fez-lhes as devidas recomendações, preveni-os a respeito do ambiente que haveriam de encontrar e, depois deu-lhes poderes para que exercessem a missão com a mesma autoridade e grande eficácia. Ao ler o evangelho de Mateus, percebemos que são diversos os poderes que Jesus confere aos seus apóstolos, como por exemplo o poder de ensinar, perdoar, batizar e testemunhar, etc. Por fim Ele disse-lhes: eis que estarei convosco todos os dias até o final dos tempos. “Ide , pois, ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensine-os a observar todas as coisas que vos mandei”. Os poderes que Jesus deu aos seus apóstolos deveriam ser transmitidos aos seus sucessores. Esses poderes são perenes. Neste sentido, com os apóstolos nasce a Igreja. A Igreja fundada por Cristo para atravessar todos os séculos e chegar até o fim do mundo. Em Jesus e através de Jesus Deus chama e salva. A mensagem salvadora de Deus também vem a nós através dos ministros, dos sacerdotes, dos missionários e missionárias, dos leigos e leigas comprometidos com a causa do evangelho. Todos nós somos missionários. Todos nós somos enviados de Cristo em qualquer ambiente que nos encontrarmos e em qualquer estado de vida que assumirmos. Isto é chamado, isto é vocação. Somos os apóstolos do hoje e do agora. Você também é um deles... Oxalá se pudéssemos dizer com a mesma sabedoria como São Paulo: “Anunciar o Evangelho não é glória para mim, é uma obrigação que se me impõe. Aí de mim se não anunciar o Evangelho, ou então, “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”. Diz Jesus: “coragem, eu venci o mundo”... Então meu amigo e amiga, avance para águas mais profundas. A decisão é sua. |
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"Vocação" - Caminho de todos. |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Todos nós somos chamados por Cristo a termos uma vida centrada na sua pessoa, isto é, viver à maneira de Jesus. Este chamado faz parte integrante a participação na sua missão salvífica - proclamar o Evangelho e edificar o Reino de Deus. Neste aspecto compreendemos que vocação é o caminho de todos. E aquele que chama sempre deseja alguma coisa da pessoa a quem chama. Se quisermos podemos definir o chamado em três pontos: 1- chamado à vida; 2 - chamado à fé; 3 - chamado a um estado de vida fundamental e específico. Como vemos, o primeiro chamado que recebemos é o chamado a existência. Ao sermos chamados à vida, nos comprometemos a cumprir uma determinada vocação, uma missão, para que todos os outros possam viver bem. Ao sermos chamados à fé, pelo batismo, nos comprometemos a seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e a colaborar com os homens na busca da verdade e do bem comum, vivendo como irmãos. Ao sermos chamados a qualquer outro estado de vida, quer seja sacerdotal, religioso, matrimonial, etc., assumimos um compromisso específico com a comunidade. Portanto, esse compromisso fundamental nos leva ajudar a comunidade encontrar a verdadeira felicidade, aquela que vem de Cristo. Para que isto de fato aconteça, é indispensável que cada um faça desabrochar e fortificar a vocação que está plantada no seu interior. Ao lermos o Evangelho de Mt 25,14-30 (parábola dos talentos), vamos perceber as capacidades e dons que temos. Estas capacidades ou dons devem estar sempre voltadas para as necessidades dos outros. Quanto mais o homem está voltado para o outro, mais realizado e feliz será. O verdadeiro amor é o que busca a felicidade do outro e não a própria. Podemos dizer, “vocação é a oferta divina que exige uma resposta a um compromisso com Deus e com os irmãos. Diante desse chamado divino a pessoa deve dar uma resposta. Sim ou não ela responderá livremente. Se a resposta for positiva, se ela for sim, concretamente deverá ser uma resposta que incansavelmente deve ser reassumida. É no dia a dia que se deve ir fazendo o caminho e assumindo os riscos. Quem tem medo de arriscar-se, acaba ficando só ou perdendo-se pelo caminho. A jornada pode até mesmo ser difícil, apresentar espinhos, mas é preciso arriscar-se e caminhar. Infelizmente deparamos que há pessoas perambulando pelas estradas da própria vida, sem rumo, sem alegria, sem compromisso, pois para ela tanta faz como tanto fez, mas na medida que esta mesma pessoa toma consciência o quanto é maravilhoso servir, doar-se, responder aos apelos da própria vida, com certeza reencontrará o sentido da própria vida e desfrutará da verdadeira felicidade. Uma vocação se manifesta de diferentes modos. Há indivíduos que passam ao longo da vida sem encontrar motivações para viver, isso porque ficam surdos à voz de Deus que fala no recolhimento da oração e também nos acontecimentos da própria vida. “ Deus fala continuamente, muitas vezes e de muitos modos” (Hbr. 1,1). É importante saber ler e interpretar tudo aquilo que se passa ao nosso redor, para descobrir o plano de Deus a nosso respeito. Na medida em que interpretamos com sabedoria e com olhos divinos os fatos e acontecimentos diários, realizamos o plano de Deus e realizamos também a própria felicidade. Agindo desta forma trilha-se o caminho do bem e do amor. A pessoa humana é chamada a realizar-se. Para isto Deus a convoca, faz seus apelos a cada um e em cada momento da vida. É por isso que dizemos: “vocação é o eco de Deus a ressoar dentro da pessoa”. Descobrir e assumir a vocação à qual lhe é confiada num determinado estado de vida, significa viver e descobrir a felicidade em servir. É no seu estado de vida que a pessoa realiza a missão insubstituível que Deus lhe confiou. Então, diante deste aspecto, toda vocação é o resultado de decisões livres, primeiro porque Deus chama a existência e o homem chamado responde livremente aos apelos divinos. Seguir uma vocação, seja ela qual for, é buscar incansavelmente uma resposta aos próprios anseios. Toda pessoa então é chamada a decidir-se, a assumir os valores descobertos em si, e não poupar esforços para alcançar os objetivos propostos pelo Criador. Seguir uma vocação é viver a vida com intensidade. É responder aos apelos de Deus. É renovar, converter-se, ir além e superar-se constantemente. É vencer todas as resistências. É seguir o elo divino que chama a uma missão, a um serviço. O próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, disse sim ao Pai. Ele abraçou com responsabilidade e fidelidade a missão que o Pai o confiou. Ele disse sim desde toda a eternidade. Na Igreja de Jesus existe uma variedade de serviços, também conhecidos como ministérios. Cada cristão tem uma função própria a desempenhar dentro da Igreja, pois ela é a grande comunidade dos filhos e filhas de Deus. Portanto, cada vocação na Igreja é um carisma, isto é, um dom de Deus. Esse carisma ou Dom deve ser colocado a serviço de toda a comunidade e de todos os homens. Importa a cada um de nós descobrirmos qual o serviço, ou qual o ministério, que Deus espera que façamos. Deus segue chamando hoje. Ele nos fala através de nossa consciência, através da ciência, das palavras de um amigo, através do Papa e dos pastores da Igreja, através das lutas do homem pela vida e por um mundo mais justo. Nos fala através dos acontecimentos do dia a dia. Sim, de várias formas Deus faz seu apelo para que respondamos com fidelidade nossa missão. É preciso avançar para as águas mais profundas. Viver com intensidade nosso batismo. O chamado é para todos. Vamos viver responsabilidades, alegrias, como filhos e filhas de Deus, a exemplo de Jesus, o filho primogênito. Deus chama também a você amigo leitor. Você tem uma missão muito importante. Ela é só sua. Viva sua vida de fé e leve adiante a missão que Deus lhe confiou. Conforme o evangelho de Lucas 5-5, “avance para águas mais profundas”. |
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"Uma história de amor. |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Todas as coisas criadas aconteceram por um chamado especial de Deus. “Faça-se”... “E Deus viu que tudo era bom”. Esse é o relato que o livro da bíblia, Gênesis1.31, nos apresenta. Como vemos, tudo o que Deus criou possui uma finalidade, pois, com plena sabedoria ele organizou seu plano. Tudo foi feito conforme a sua vontade e seu grande amor. Neste sentido, percebemos que o mundo, as coisas, as pessoas, estão enraizadas nesse amor divino. Diante de toda essa beleza e deste amor estampado na obra da criação, todos somos chamados a dar uma resposta positiva. Responder positivamente a Deus, contribuir com essa obra criada, significa viver da maneira como Deus gosta e como Deus quer. Ele é vida e criou a vida. Ele é comunhão e quer que vivamos em comunhão com ele, com o outro, com o mundo e conosco mesmo. Viver essa vida e defender a vida, fazer renascer a vida, é vocação. Portanto, vocação é alegria no servir e é também o caminho seguro na direção de Deus. Por isso, diante da proposta de Deus e da resposta que devemos dar, com certeza, é preciso confiança e coragem. Sobre confiança e coragem encontramos algumas passagens nos evangelhos, como exemplo, aquela onde o Filho de Deus procura encorajar seus discípulos nos revezes da vida e da missão à qual foram confiados. É preciso remar sempre em busca de águas mais profundas, conforme a descrição que encontramos no evangelho de Lc 5.4. Essa descrição e tema também serviu de inspiração para reflexão nesse Ano Vocacional, proposto pela Igreja no Brasil. Nas águas mais profundas se encontra os verdadeiros desafios de uma missão. É no remar para águas profundas que revela-se a grandeza da fé e do dinamismo missionário. “Coragem! Não tenhais medo!”. Essas palavras de Jesus se encontra na passagem que relata o mar agitado, ventos fortes e contrários aos remadores, onde o barco estava a ponto de afundar. Pedro então grita: Senhor, salva-nos! O grito de Pedro pode ter uma aplicação referente a nossa vida e a nossa vocação. Ele sendo reconhecido como pessoa forte e decidida, também sente momentos de fraqueza em certas circunstâncias da vida e da missão. Mas como o Mestre manda, ele vai em frente. Isso também pode acontecer com todos os vocacionados(as) de Deus. Depois de experimentar as maravilhas do chamado, poderá também atravessar ou mergulhar em dificuldades, escuridão, problemas, profundezas e incertezas. São as tempestades que o mundo apresenta aos que optam em responder positivamente a proposta divina. O pior destas dessas facetas é que se o vocacionado(a) não tiver suficiente atenção, com certeza poderá ficar perdido, sem ter onde pedir socorro, a não ser que se agarre com toda força, vontade e esperança no Senhor, como fez Pedro, simplesmente acreditou. No parâmetro da fé, coragem e esperança, a missão se concretiza. Confiar e seguir remando mesmo contra ventos fortes ou tumultuosos é ir além. Esse ir além significa tornar-se vencedor. O medo só nos faz afundar. Então não ter medo da missão é aceitar a Deus incondicionalmente, é comprometer-se com o chamado e a missão, com seus sucessos ou desafios, é ouvir a voz de Jesus que diz: “Coragem! Não tenhais medo! (Mt 14,22-27). Jesus é o centro do Reino de Deus e Ele nos chama a fé para superar e viver com Ele as dificuldades. Conforme já citamos, responder positivamente a Deus, contribuir com essa obra criada e comprometer-se, significa viver da maneira como Deus gosta e como Deus quer. Afinal, a vida só ganha real sentido enquanto ela é vivida para ser doada, quando é repartida, compartilhada e assim por diante. Então seguir a vocação é dar grandeza ao coração. Foi isto o que Jesus fez e ensinou através de palavras e obras. Assim entendemos também que "a vocação é o desígnio total de Deus sobre a nossa vida”. Na vocação o fator cristão demonstra o seu poder, o poder que tem sobre o mundo. E esse poder que tem sobre o mundo é revelar o rosto de Deus, é revelar Cristo” Portanto, a vida inteira é vocação. Prezado amigo internauta, poderia acontecer que você hoje, antes de dormir, pensasse: “Eu queria ser assim, ser um seguidor decidido, e para ser assim eu poderia me dedicar mais a Deus e às suas coisas”. Que bom! Poderia ser o início. Nesse sentido, a palavra vocação é aquela que mais revela o sentido do eu, do outro e o sentido da vida, porque me coloca em relação com a realidade. A vocação é a realização da vida. A maneira mais fácil de descobrir se Deus está ou não chamando para determinada missão é perceber a presença atuante de Deus em nossa própria história e nos acontecimentos que nos cercam ou envolvem. Outro ponto fundamental é cultivar uma vida de oração, pois nosso relacionamento com Deus segue o mesmo princípio do relacionamento com as pessoas, ou seja, devemos gastar tempo com elas. Por fim, tenhamos sempre em mente que a nossa primeira vocação é ser de Deus, fazer a experiência de ser amado, abençoado, escolhido, de ser único para Deus. O amor de Deus e a vocação é gratuidade, somente se pode partilhar, doar-se sem interesses próprios. Essa experiência pessoal do amor de Deus nos conduz, nos coloca em movimento e em direção ao próximo. Isso é vocação. Avance para águas profundas (Lc 5.4). |
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"Você também é chamado" |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Marcos inicia seu Evangelho com o anúncio da conversão e o convite para a missão de anunciar o Reino como o próprio Jesus o fez. O Evangelho é uma chamada a vir com Jesus e anunciar com Ele. É curioso como seguir Jesus significa anunciar o Evangelho. Seguir é estar com Ele, permanecer nEle e continuar sua missão. A cada um. Ele faz o mesmo chamado: "segui-me". Jesus passa pela praia e chama a segui-lo. "Eles deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus"(Mc 1,18). O mar profundo significa o mundo. Este chamado tem sentido de libertação para viver em outro mundo, pois a pregação de Jesus era justamente esta: "O tempo completou-se e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho"(Mc 1,15). A conversão significa mudança, por isso saem do mar. Mas são reenviados ao mar: "Segui-me e eu vos farei pescadores de homens"(Mc 1,17). A conversão é uma passagem para o mundo de Jesus, o Reino. Seguir não se refere somente no caminhar atrás, mas unir-se a uma pessoa. Por isso João vai dizer que: "Aquele que crê, passou da morte para a vida"(Jô 5,24).e permanece nEle. Trata-se de uma união de pessoa a pessoa. A missão de Jesus é um convite a estar com Ele anunciar com Ele. Esta é a vida de cada um de nós que acreditamos nEle. Quando se fala destes chamados, pensamos na vocação de Padre ou consagrado. O chamado a converter-se, mudar de mundo, segui-lo e anuncia-lo, é para todo o cristão. O seguimento de Jesus é para todos nós. Somente depois é que serão escolhidos os 12 apóstolos. Para que haja este seguimento de Cristo é necessária a conversão. Não podemos nos fixar num mundo sem vida e sem frutos. São Paulo, na primeira carta aos corintios 7,31, já fala que o tempo é breve e a figura deste mundo passa. Por isso é preciso escutar bem este Evangelho para dar o sentido a vida. A missão inicia-se com a conversão. Converter-se é mudar para seguir, Não somente mudança de lugar, mudança de mundo e mentalidade: : O tempo já se completou, e o Reino de Deus está perto: convertei-vos e crede no Evangelho: . Mudem de cabeça e acreditem naquilo que estamos dizendo. No antigo testamento temos um belo modelo de pregação à conversão: Jonas pregou a penitência e a conversão na cidade de Nínive. Eles mudaram de vida e procedimento. Em nosso mundo, o mundo de sempre, a Igreja continua a missão de Cristo de proclamar o Evangelho. Ele está sempre a exigir a conversão. As palavras de Cristo são palavras duras. A dureza não vem da dificuldade e sofrimento que possam trazer, mas da realidade da mudança que exige. Todos são chamados a anunciar e, de modo particular pela vida. A oração da missa traz-nos o modo de viver esta mensagem: "Fazei que sintamos a urgência de converter-nos a Vós e de aderir com todo o coração ao Evangelho para que nossa vida anuncie o único Salvador Jesus Cristo". A maior garantia de que já estamos em bom caminho em nossa vida cristã, é ver se estamos anunciando o Evangelho. Quem não anuncia arrisca-se a não estar vivendo.(leituras: Jonas 3, 1-5.10; 1a Corintios 7,29-31; Marcos 1,14-20) |
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"Uma coisa ainda te falta..." |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) “Ainda te falta uma coisa; vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu, depois vem e segue-me”, diz Jesus. (Lc.18,22). Está foi a resposta e também o convite que Jesus fez, quando solicitado e questionado pelo jovem rico do evangelho. Da mesma forma, a esta resposta e convite, encontramos em diversas situações da vida. Jesus sempre nos interpela para sermos simples e humildes de coração. Ele estende o convite para acompanhá-lo. Para isso é preciso liberdade. Passagens referentes a este sentido encontramos tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. Para seguir as pegadas do Mestre é preciso coragem, amor, confiança e fé. Essas são características que marcam o seguidor, ou seja, aquele que realmente almeja ser seguidor do Mestre. A realidade apresentada nos evangelhos, vem indicar e confirmar que vocação, qualquer que seja, nasce sempre de um diálogo, de um convite, de uma escuta da palavra de Deus e de uma experiência, através do convívio com aquele que o chama. Assim aconteceu com os discípulos e com tantos outros que se dispuseram a seguir Jesus. Quando lemos a Bíblia Sagrada, Antigo Testamento, percebemos com clareza que de várias formas Deus atuando na história do seu povo. Ele sempre falou e agiu em favor deste povo. Quantas e quantas vezes através de sinais procurou mostrar sua vontade. Além de falar e apresentar sinais, as pessoas sentiam a força dele no decorrer da caminhada. Esse foi ponto forte de encorajamento a homens e mulheres na trajetória da jornada rumo a terra prometida. Portanto, a missão de libertação do povo escravo no Egito, que encontramos no Antigo Testamento, é sinal de um Deus que destemidamente ama ao seu povo. Ele se coloca ao lado dos humildes, necessitados, escuta seus clamores, gemidos. Então convoca homens para a missão de conduzir o povo. Esse Deus sempre age porque ama infinitamente. Como vimos, no passado, AT falou e mostrou seu plano de libertação. Isso fez condo com a generosidade de muitos, dentre eles os patriarcas, profetas, sacerdotes e reis. Da mesma forma e de modos continua a falar, no hoje e no agora. A sua palavra é fonte de vida. Esse Deus amor, no hoje e no agora, continua convocando pessoas para o seu serviço, generosidade e doação. Esse anseio divino se esclarece de forma nova nos evangelhos. Ele fala ao seu povo de maneira nova. Fala diretamente a cada um, através de seu filho Jesus. Essa comunicação acontece de diferentes aspectos. Essa comunicação, chamado e convocação, chega ao coração de todos. Ao convocado cabe uma resposta. Essa resposta deve ser dada de um prisma consciente e livre. Por isso, cabe a cada ser humano inteirar-se do chamado e da missão. O chamado ou a convocação, é feito particularmente, tendo em consideração as capacidades de cada um. Se prestarmos atenção, vamos perceber que esse chamado divino acontece sempre a partir de determinadas circunstancias, realidades, ou necessidades do seu povo. Assim aconteceu no passado e acontece principalmente nos dias atuais. Para seguir a vocação e desenvolver com eficácia a missão à qual somos chamados, é preciso o sincero desapego de tantas coisas que fascinam, atraem, e com relativa facilidade nos prendem ao fechamento em nós mesmos, deixando-nos cegos aos clamores de tantos necessitados. Para seguirmos uma determinada vocação, respondendo àquele que nos chama, é preciso força de vontade, amor verdadeiro e firme esperança na concretização da missão. Vocação é chamado, é dom divino. Esse chamado é feito de muitas maneiras, porém exige de nós uma resposta pronta, generosa e disposta. O Senhor dá a missão de sermos profetas, alguém que irá falar em seu nome, junto ao seu povo. Às vezes, a pessoa chamada, diante da grande proposta divina, fica inquieta e com grandes interrogações, ou seja, questionamentos. Assim aconteceu com Maria, os apóstolos e tantos outros. O importante é termos consciência de que o chamado de Deus é sempre um interrogativo e é bom que assim seja, pois dessa forma um vocacionado ou vocacionada nunca pára. Continuamente deve estar a procura da vontade de Deus. Essa busca dinamiza a ação da pessoa chamada. Para isso exige também um desapego de si e das coisas. É o caso do jovem rico do evangelho. “Se quiser me seguir, vende tudo o que tens, distribui aos pobres”. Isto significa ser livre para Deus, livre ao serviço aos irmãos e irmãs no cumprimento da missão. A pessoa que sente o chamado de Deus para uma missão de especial consagração, padre, irmão religioso ou religiosa, tem muitas vezes que deixar até mesmo sua profissão para dedicar-se a missão que o Senhor lhe confiou. Fica aqui um breve lembrete a você leitor(a): a proposta do evangelho em seguir o Mestre significa garra e ânimo para encher o coração das pessoas e o mundo inteiro de esperança, de amor e fé. Daí então a proposta desta reflexão para seguir conscientemente e livremente os passos do Mestre. “Vinde a mim... Segui-me e vos farei pescadores de homens... para que todos tenham vida e a tenham em abundância.. Avancem para águas mais profundas. |
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"Evangelizar é preciso" |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Prezado amigo leitor e internauta, Deus criou o mundo por amor e para o amor. Criando-nos por amor, quer que sejamos seus filhos. E, se filhos, também irmãos entre nós. E, como irmãos, formemos uma só família da qual Deus é nosso Pai e nós vivamos como irmãos e irmãs uns aos outros. Estas são verdades que brotam do coração divino. No entanto, na medida em que procuramos corresponder a estas verdades, emanadas do coração de Deus, estaremos correspondendo e vivendo a missão que nos foi confiada. Viver de acordo com os planos divinos é viver a felicidade verdadeira. Viver feliz é abraçar pra valer a missão à qual nos foi revelada e confiada. É preciso ter sempre em mente: “sou mais feliz na medida em que faço de minha vida um dom”. São Felipe Neri, um dos grandes santos da Igreja Católica, perguntou um dia a um jovem, após seu brilhante exame final: “Qual é agora a sua carreira escolhida?” Ele respondeu: “vou trabalhar no Estado”. O santo continuou: “E depois?” O jovem respondeu: “Depois vou casar e espero fazer uma boa carreira”. “E depois?” “Bem...depois vou ficar velho... Um dia vou morrer”. “E depois?” Assim, o santo levou o jovem a pensar no sentido de sua vida e a vivê-la com seriedade. Semelhante ao episódio, questionamentos de São Felipe Neri, ao jovem estudante, encontramos diversas vezes na trajetória da nossa missão e na jornada da nossa vida. São os questionamentos que nos fazem crescer e assumir o compromisso com a causa, a missão. É preciso dar tempo para Deus. É preciso saber escutar a voz de Deus que se faz ecoar nos acontecimentos diários, nas coisas que nos rodeiam, principalmente nas pessoas que necessitam de alguém para lhes anunciar a grandeza do amor. Você já pensou nisso? Deus em sua infinita sabedoria e amor, lança constantemente o desafio missionário a cada um de nós. Assim como no passado, conforme relatos bíblicos, sobretudo Antigo Testamento, onde percebemos que Ele serviu-se de pessoas para indicar caminhos, mostrar realidades e a missão que precisaria ser exercida. Hoje, mais do que nunca, continua a chamar, mostrar, servir-se de pessoas para que seu projeto seja realizado. Somente quem se abre ao estado da gratuidade e do acolhimento da sua Palavra, o chamado, abraçando para valer a vocação, será feliz de verdade. Ser feliz significa perceber a presença de Deus e a sua Palavra nas realidades, sobretudo no rosto daqueles pequeninos, necessitados, que constantemente fazem seus clamores chegar aos céus. Eles querem paz, liberdade, justiça e libertação. Esse é o desafio da missão. Desafio que enriquece o coração e fortifica a alma. Essa é a vontade de Deus. Que cada um exerça sua missão com eficácia. Será que você já parou para pensar nessa realidade da vida, da vocação e missão? O mundo está sedento de Deus. Voltemos nosso pensamento para o grande amor de Deus em relação as suas criaturas. Conforme dissemos, diante desse amor, temos que colaborar com nosso trabalho, nossos dons, qualidades, já plantados no mais intimo do nosso ser. A todo aquele que se dispõe a servir, abraçando com responsabilidade sua vocação, o Senhor o enriquece com sua graça. Essa graça concedida, pode ser comparada como uma seiva que passa do tronco aos ramos e folhas de uma arvore. A seiva é a vida da árvore. Se o galho dessa árvore se quebrar ou isolar-se, secará e perecerá, não servirá para mais nada. Semelhanças acontece com todo aquele que se desliga de Deus. Perde o sentido do amor e da vida. Sua vida mergulha em sofrimentos, angústia, trevas, etc. Então, só quem ama permanece em Deus e Deus nele. E quem está com Deus produz muitos frutos. No domingo de Pentecostes, recordamos a vinda (descida) do Espírito Santo e os seus dons. Se você quiser recordar, leia 1ª Cor. 12. 4-11. “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada qual pois, é dada a manifestação do Espírito, para que redunde em vantagem comum. ...o único e mesmo Espírito distribui a cada um os próprios dons, conforme lhe agrada...”. Aqui lanço um precioso convite: medite um pouco mais sobre a vocação como um dom, como gratuidade divina. Se realmente você, prezado leitor, parar para refletir, ou melhor, dar um mergulho nas profundezas do coração, lá no mais profundo do seu ser, com certeza descobrirá o tesouro de infinito valor. Este valor se traduz em qualidades, dons, coisas que precisam ser colocadas para fora e a serviço dos outros. Dai vem a frase, “como é bom amar e servir. Como é bom os irmãos viverem juntos”. Então peça o amor para ter todos os dons do Espírito. O dom maior do Espírito Santo é o amor. No decorrer da história percebemos claramente tantas pessoas que destemidamente se lançaram com fé, coragem, determinação nas profundezas da missão à qual lhes foi confiada. Muitos até mesmo tiveram que enfrentar situações difíceis, terríveis calúnias, injustiças, outros tiveram que abraçar o martírio, derramando seu sangue pala causa nobre do evangelho. O testemunho de vida foi marcante, da mesma forma que a felicidade deles foi coisa fora do comum, sobrenatural, extasiante, por servirem e amarem o Senhor. Sim, a resposta concreta a essas atitudes, no cumprimento fiel à missão, foi enraizada em Deus. Encontraram em Deus a força para a missão. A missão que abraçaram foi uma das inúmeras formas em corresponder ao grande amor de Deus. Por isso, em Deus e por Deus a missão foi abraçada com fidelidade. Sobre este aspecto, é só você procurar pesquisar e ler a vida desses homens e mulheres de fé. Fizeram de sua vida uma eterna oferenda de amor ao Senhor. O certo é que quando alguém sente a presença amorosa e carinhosa de Deus em sua vida, com certeza, ao escutar o chamado, acreditar nele, às vezes até mesmo sem saber distinguir o porque e para que da missão, essa pessoa se lançará ao mar, sempre remando para águas mais profundas. Mesmo que tenha de encontrar fortes marés e ventos impetuosos, segue remando e feliz por estar cumprindo a missão. Você também é chamado a ser fermento na massa. “Evangelizar é preciso”. |
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"Os justos brilharão como o sol".(Mt 13,36-46) |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Prezado amigo leitor, você já pensou seriamente o quanto custa seguir Jesus? Na realidade, seguir os passos de Jesus não é tão fácil o quanto se parece ser, mas também não é tão difícil se queremos assumir pra valer o batismo. Em primeiro lugar, quando nos referimos ao seguimento de Jesus, temos que adaptar nossa vida e nossa ação aos seus ensinamentos. Para que isto de fato aconteça , é preciso uma sincera conversão do coração e acolhimento da mensagem que sai da sua boca. Todo aquele que se propõe seguir Jesus, terá que colocar-se à escuta da sua Palavra. Esta palavra terá que ser depositada no mais profundo do coração. Sim! A palavra de Jesus é dinâmica, é ação. Quem a aceita, com certeza passa a dar testemunho dele. Passa a denunciar toda e qualquer forma de desamor, coisas que contradizem aos ensinamentos do mestre. Jesus mesmo fala claramente, sem meias palavras e sem rodeios: quem quiser segui-lo tem que ter mais amor a ele do que à família ou a outras coisas que fascinam e encantam, e tem ainda que carregar a sua cruz. E vai muito mais além: manda calcular certo e pensar duas ou mais vezes antes de segui-lo. Pede que seja realista como um bom arquiteto e prudente como um rei que vai guerrear. Diz ele: “quem não carregar a sua cruz, não pode ser meu discípulo.” Você já pensou o quanto estas palavras de Jesus são exigentes? A cruz está sempre presente na vida dos cristãos que seguem a Jesus. Quando, de fato, optamos por Jesus, optamos pela cruz. Tomar a cruz de cada dia e carregá-la é aceitar as conseqüências do Evangelho. Portanto, o cristão verdadeiro é o continuador da missão profética de Jesus. Do mesmo jeito que Deus chamou profetas para trabalhar com o povo no passado, também chama hoje homens e mulheres para dar continuidade a esta missão. Neste aspecto, encontramos tantas pessoas que não medem esforços e seguem pra valer as pegadas do mestre. Hoje, mais do que nunca, diante de tantas realidades, coisas que acabam contradizendo o que Jesus ensinou, é preciso dizer sim ao projeto do Reino. Por isso, prezado leitor, você também é chamado a ser profeta. É chamado a ser testemunha viva e autentica do Evangelho. Ser profeta significa lutar e combater toda forma de opressão e de injustiças. Significa mostrar ao mundo que o amor é o que realmente vale na vida, é o que vale a pena, pois ele nasce do coração divino. ‘Só quem ama de verdade, permanece em Deus e Deus nele.’ E a alegria é completa. Jesus experimentou em sua própria carne como é difícil ser profeta, principalmente em sua própria terra, mas mostrou também como ser coerente com sua proposta de amor, ensinou como denunciar toda forma de injustiça, como falar do grande projeto do Pai, sobretudo como fazer para que as pessoas compreendam e vivam a dinâmica da fraternidade, mesmo que isto custe sacrifícios. No entanto, conforme sabemos, por causa dessa sua dedicação ao projeto, muitas vezes foi censurado, ameaçado e agredido. Nem por isso deixou de anunciar as grandezas do Reino e mostrar a face do Pai. A todos dizia: “convertei-vos e crede”. Ao contemplarmos os escritos do Evangelho, percebemos claramente que Jesus gosta de repartir com os outros a sua missão. É impressionante como ele escolhe pessoas simples, humildes, pessoas que por muitas vezes a própria sociedade pouco dá valor. São a estas pessoas que ele convoca justamente para confundir os sábios e poderosos. A estas pessoas ele dá tarefas de fazer com que todos sejam seus discípulos. Convoca-os para que continuem o anuncio da mensagem libertador da Boa Nova. “Ide e ensinai a todos o que ouviram e aprenderam de mim. Fazei com que todos sejam meus discípulos”. Jesus convida a cada um de nós para segui-lo. No evangelho, encontramos que ele chama pessoas simples, gente do povo. Em destaque colocamos o chamado de Pedro. Afinal, quem já tinha visto um pescador receber tamanha responsabilidade? Ainda mais na época em que viveu Jesus? Mas foi justamente pessoas desta categoria que foram escolhidas para serem as mensageiras do Reino. Um outro fato curioso e interessante é a história de Saulo. Você lembra? De perseguidor aos cristãos, passou a ser um dos mais nobres defensores da fé e da doutrina cristã. Não se cansou de anunciar a grandeza de Deus e exaltar o nome de Jesus. Vocação é o chamado gratuito de Deus. É ele quem nos escolhe livremente. Ele nos escolhe não por causa das nossas qualidades, ou porque somos os melhores, os mais sábios, mas pela generosidade e abertura do coração para a graça divina. Como vimos, no evangelho, e conforme já citamos acima, Jesus chama logo a Pedro, que era da Galiléia, região que não era considerada e nem de boa fama. Por outro lado, impressiona-nos a fé de Pedro em Jesus. Simplesmente obedece e segue os passos do mestre. Semelhante a história de Pedro, de Saulo e tantos outros personagens bíblicos, temos o dever de levar para muitos a Boa Notícia do Evangelho. Neste aspecto, cada cristão tem o dever de ser missionário a partir do seu ambiente de trabalho, de estudo ou de atuação. Muito bem, sabemos que para seguir Jesus temos que ter força do amor, da fé, e muita força de vontade pessoal. Por outro lado sabemos que Jesus apresenta condições bem claras para quem deseja segui-lo: desapego, disponibilidade, renuncia e aceitação da cruz. Então, o que falta-nos a segui-lo? O mundo pode ser melhor se realmente cada um se dispuser a ser mensageiro do mestre. Além do mais, estamos vivenciando o ano vocacional, cujo convite do evangelho de Lc.5.4 é para avançarmos para águas mais profundas. Avançar para águas mais profundas significa darmos passos firmes em direção ao Mestre e fazer a sua vontade. A vontade dele é que sejamos coerentes e vivamos nossa vocação e missão no dia a dia. Então amigo leitor, descubra a sua melhor forma de servir a Deus. Por fim lembre-se que o batismo é fonte de toda e qualquer vocação. |
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"Eis aqui a serva do Senhor..." |
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(Ir.Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R.) Vamos pensar, neste momento, na vocação de Maria, a grande servidora do Senhor. Conforme leituras bíblicas, percebemos que de modo particular ela optou radicalmente por Deus, sem se afastar ou se alienar da caminhada do seu povo. Portanto, a vocação específica de Maria aconteceu já no limite entre o Antigo e o Novo Testamento. Suas raízes se encontram na tradição do povo de Israel. Ela abre seu coração para a graça de Deus e isto se renova a cada dia e em todos os acontecimentos da sua vida. Com isso tornou-se cada vez mais uma pessoa sensível às realidades do povo de Deus no seu tempo. Todo o enfoque que podemos dar ou que está relacionado a esta mulher, ou que aparece nos relatos bíblicos, é sem dúvidas alguma a humildade, o amor, a abnegação de si mesma e o constante diálogo de amor e de fé ao seu Deus. Em sua vida e seus atos se traduziam em oração. Esta intimidade com Deus, através da prática da oração, refletiu-se em força e confiança para dar seu Sim, diante do anuncio para ser a Mãe do Messias. É assim que compreendemos melhor o quanto Maria é importante na vida dos vocacionados. Por este ângulo é que poderemos entender melhor o sentido da frase: “Quem é de Deus ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática”. Maria foi uma jovem que desde cedo soube fazer sua opção radical por Deus. Esta opção conforme refletimos acima, só se fez possível porque ela soube perscrutar os anseios e apelos do coração divino, através de sua intima união com Deus na oração. A sua sensibilidade para com as coisas de Deus foram surpreendentes. Da mesma forma que surpreendente é toda a história de sua vida, vocação e missão. É tão maravilhoso soa tão bem aos nossos ouvidos quando escutamos alguém dizer: Maria é a mãe de todos os vocacionados. Ela é a estrela da evangelização. Para entender um pouco mais quem foi Maria e qual o ponto forte da sua resposta ao convite de Deus, procure ler o evangelho de São Lucas, capítulo 1, versículo 28 ao 56. É o bonito diálogo com o mensageiro de Deus, a resposta concreta do sim e o esplendoroso Magnificat, cântico de humildade, reconhecimento, louvor e gratidão a Deus que jamais abandona seus filhos e filhas. Todos nós também somos vocacionados do Senhor. O batismo nos dá a missão de evangelizar, ser testemunha do Reino. Todo vocacionado também é, por essência, alguém que carrega sobre si a história do seu povo e ao mesmo tempo se sente atraído irresistivelmente pelo Senhor. Assim aconteceu de modo particular com a jovem Maria e acontece conosco. Deus irrompe na vida da gente como alguém que se faz presente. É um Deus apaixonado que não se cansa de nos amar. Todo vocacionado, a começar com o exemplo de Maria, deve ser um apaixonado pelo amor de Deus. Em Maria centraliza o modelo e o exemplo perfeito de toda e qualquer vocação. Ela percebe que tudo na vida é graça, dom, presente de Deus e retribui a tudo isso com seu trabalho e disponibilidade. No mundo de hoje, percebemos que de mil modos diferentes o Senhor pode chamar para seu serviço. Geralmente ele o faz através dos acontecimentos da vida, da história e através de pessoas ou realidades que nos questionam. A verdade é que quando Deus chama, o coração da pessoa escolhida fica inquieto, mas também na paz e na alegria por ser escolhido. Para a pessoa chamada por Deus, às vezes se torna até difícil de explicar aos outros o porque do chamado ou o sentido da missão, ou ainda o que realmente se passa em seu interior no momento do chamado. Maria também quando escutou o chamado divino, em especial através do mensageiro, perturbou-se com as palavras, ficou inquieta, pensativa, interrogando a si e ao mensageiro, mas ao mesmo tempo feliz, pois sabia em quem acreditar. Sabia perfeitamente que tudo aquilo era intervenção divina em sua vida. Sabia que Deus havia ocupado seu espaço e feito morada em seu coração. Neste aspecto, ao acreditar, foi que saiu a resposta: eis aqui a Serva do Senhor. |
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Volte sempre! Sua presença é nossa grande alegria! |
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