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ENTREVISTA | Você está na Página 01 |
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Com Padres, Irmãos Redentoristas e outros |
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Prezado amigo(a) internauta do Site Redeman, apresentamos aqui algumas histórias da vida e da vocação dos seguintes Missionários Redentoristas: Irmãos, Padres e leigos. Na certeza, queremos ajudá-lo na proposta vocacional em seguir os passos do Redentor. Portanto, é motivo de orgulho para nós sabermos um pouco da experiência de vida e da história vocacional de cada um dos entrevistados. |
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01 - Pe. Gervásio Fabri dos Anjos |
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| 02 - Pe.José Manoel Belo de Oliveira | |
| 03 - Ir. João Carlos Mendonça | |
| 04 - Pe. Antônio Queiróz | |
| 05 - Ir. Manoel Aparecido dos Santos | |
| 06 - Pe. Archimedes Zulian | |
| 07 - Pe. José de Vilas Boas | |
| 08 - Pe. José Rodrigues Neto |
| 09 - Pe. Mário Antônio Bonotti |
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Veja outras entrevistas na página 02 |
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01 - Padre Gervásio Fabri dos Anjos |
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Site Redeman: - Pe. Gervásio, o senhor celebrou 42 anos de padre e 47 anos de consagração a Deus na Congregação dos Missionários Redentoristas; o que o senhor mais destaca nesta etapa de sua vida? |
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Gervásio: Toda moeda tem duas faces, dois lados; eu também posso dizer que de um lado sempre me senti feliz na Congregação dos Missionários Redentoristas. O Ideal de evangelizar os pobres, servir à Igreja no grupo dos Missionários, sempre me entusiasmou. Certa vez contei para o sr. Otávio, meu velho pai com seus quase 90 anos, algumas dificuldades que estava vivendo no meu trabalho. Ele apenas me ouvia. Deu uma volta no cigarro de palha no canto da sua boca e me disse: - "Filho, se não houvesse dificuldade na sua vida de missionário, não teria graça. É aí que você prova que você é missionário prá valer e gosta daquilo que escolheu!". Para ser sincero, fiquei comovido ! Não me arrependo de minha vida consagrada a Deus nestes anos, nem das dificuldades que tive! Outro destaque para mim importante é o fato de ser sacerdote. Penso que, no passar dos anos, todo sacerdote aprende e amadurece a sua experiência em amar com zelo os mais necessitados; a ser constante e generoso nos momentos difíceis; a perceber mais profundamente o sentido de sua vocação e sua missão. De graça recebemos o dom da vida e de graça doamos a vida aos irmãos! |
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Site Redeman:- Como sacerdote o senhor trabalhou em vários lugares e situações diversas, em Goiás nos anos de 1962; em 1966 em Garça; pregou missões em vários estados do Brasil; foi Pároco e orientador em Seminários. Quais experiências mais o marcaram ? |
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Gervásio: Olhando para trás, percebo que as experiências da vida vão se somando. Cada coisa, diz a Bíblia, tem seu tempo e sua hora. Assim nas etapas de nossa vida de padre temos alegrias e dissabores, momentos de ânimo e desânimo, mas sempre aprendemos alguma coisa e o tecido de nossa missão vai se formando. Lembro-me que certa vez fui enviado para o interior de Goiás, às margens do rio Araguaia. Uma senhora vestida toda de luto veio se confessar. Respondendo a minha pergunta do porque de seu luto, ela me disse, entristecida :" Padre, perdi seis filhos de maleita. Ontem, enterramos o último; agora sobraram só eu e meu marido. Vamos voltar para Minas Gerais e recomeçar nossa família." A dor daquela mãe me impressionou. Era como um ninho destruído e que fez a gente "padre novo" pensar muito, aprender a medir e tornar-se solidário com o sofrimento que nos cerca! Outra vez, conheci uma senhora da Legião de Maria, catequista de nossa Paróquia e da favela vizinha. Era simples, de piedade sólida e saúde precária. Quando lhe dei a Unção dos Doentes, ofegante e como a olhar para a eternidade de Deus ela pegou minha mão. Suas mãos eram geladas; olhos um tanto arregalados e fundos numa face emagrecida: -"Padre, vale a pena trabalhar por Deus, com Maria. Estou em paz, tudo passa muito depressa e aproveite para servir a Deus com amor e enquanto é tempo". Para mim a Nair é uma santa que me lembrava muito o sentido de minha missão de Missionário Redentorista. Deus tem seu jeito de arrumar pessoas para nos ajudar ! |
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Site Redeman: - O senhor entrou no Seminário Santo Afonso, Aparecida, em junho de 1946. Guarda recordação deste tempo ? |
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Gervásio: Sim. Lembro-me que o padre Diretor Pedro Henrique, alto, pestanas grossas, olhar profundo, dizia-me com insistência, logo que cheguei: "Você está aqui para se tornar Missionário, Redentorista, Santo." Esta proposta de um ideal a ser conquistado marcou minha vida. Guardo boas recordações do seminário, pois, foi ali que meus professores e formadores me ajudaram alimentar e discernir a vocação; redescobrir, dia a dia, o chamado de Deus. É no decorrer da vida que se percebe os valores que nos foram transmitidos na formação, na disciplina de vida, na seriedade com os estudos; o amor ao grupo de colegas; o entusiasmo pela família redentorista e pela vida missionária. Tudo isto se tornou proposta de um ideal a ser conquistado. |
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Site Redeman: O senhor sente-se "padre velho"? Como foi sua convivência com os padres velhos? |
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Gervásio: Não me sinto padre velho naquele sentido pejorativo onde a sociedade endeusa a juventude, a beleza, a força física, a cultura do corpo e do prazer; e o "velho" se torna "sucata" e puro descarte. Vejo a velhice como parte importante do dom da vida. É uma etapa natural também para nós padres e que tem sua importância e valor. O padre mais experiente, idoso, torna-se memória viva do serviço a Deus e doação à causa da Igreja em favor dos redimidos. Eles tornam-se testemunhas através de seus cabelos brancos, face enrugada, mãos trêmulas, andar lento de quem caminhou muito na fidelidade do Senhor. Esta é a impressão que ainda tenho daqueles que nos precederam na vida de Redentorista. Devo-lhes muita gratidão ! É assim que me lembro do Irmão Bonifácio, Irmão Willibaldo, Irmão José, Padres João Batista, Antão Jorge, Andrade e muitos outros. |
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Site Redeman: Os Jovens de hoje vivem no mundo envolvido em grandes crises, provocadas por situações difíceis; qual sua mensagem para eles ? |
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Gervásio: Sonhar sempre! Quando o jovem deixar de sonhar ele está muito doente ou já morreu ! Sonhar com um ideal que dê sentido à sua vida, presente de Deus colocado em suas mãos à serviço dos outros! Eu me sinto feliz com este sonho! Ficarei muito contente se encontrar jovens que nos substituam neste ideal de ser Missionário Redentorista em favor dos pobres e abandonados ! A Juventude aceita desafios e gosta de realizar conquistas. Como jovem que fui, posso dizer-lhes que valeu e vale a pena a missão que abracei! |
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02 - Padre José Manoel Belo de Oliveira |
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Site Redeman – Pe. José Manoel Belo, fale um pouco de sua vocação. Como sugestão inicie descrevendo sua origem, família e relacionamento com a comunidade onde morava. |
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Pe. Belo – Nasci aos 19 de abril de 1955 na cidade de Senhora dos Remédios (MG). Meus pais: José Neves de Oliveira (87) e Maria Antônia Belo de Oliveira (80). Somos onze irmãos e dois adotivos; três são falecidos. Nasci e cresci na zona rural em um lugar denominado Fazenda do Paiol, de propriedade da família. Dali saí aos dez anos quando fui estudar fora. Mais tarde retornei e saí novamente aos 18 anos quando fui para o Seminário Diocesano em Mariana (MG). Lá permaneci por três anos. Tempo bom! Minha origem é de família simples e de boa vivência religiosa. A minha mãe é do "apostolado da oração" e o meu Pai " irmão do Santíssimo" Em casa tínhamos o costume rezar o terço toda noite em volta do fogão de lenha. Fui coroinha quatro anos e tinha um bom relacionamento com o meu pároco Pe. Egídio Reis, que lá trabalhou 37 anos. |
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Site Redeman – Como você percebeu o chamado para ser sacerdote e porque redentorista? |
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Pe. Belo – Creio que minha vocação foi despertada pelo fato de nascer numa família religiosa. Outro motivo por ter sido coroinha. Comecei logo cedo ter gosto pelas coisas de Deus, e por me sentir bem em poder ajudar alguém. O pároco Pe. Egídio era um grande promotor vocacional. Para se ter uma idéia, quando fui ordenado, fui o 31º padre filho da terra (Sra. dos Remédios, com apenas 12 mil habitantes). Como disse, comecei minha caminhada vocacional no clero diocesano em Mariana (MG). Fui aconselhado pelos formadores da época a deixar o seminário. Só que não obedeci. No mesmo ano já fiz contato com os Redentoristas e no início de 1977 ingressei no seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida (SP), do qual tenho saudades até hoje. Me recordo de tudo e de todos. Essa minha mudança de seminário considerei, na época, como a mudança da "água para o vinho", ou seja a água é boa, mas o vinho é ainda melhor. |
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Site Redeman – Como e onde aconteceram suas etapas de formação? Quanto tempo de estudos até a sua ordenação? |
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Pe. Belo – Minha etapa de formação foi um longo caminho percorrido. Reiniciei em 1977 e dei continuidade nesse processo formativo no Seminário Redentorista Santo Afonso. Em 1979 iniciei meus estudos de filosofia na cidade de Campinas (SP); em 1982 fiz o noviciado em São João da Boa Vista (SP). Esse foi um tempo de graça, maravilhoso; em 1983 iniciei meus estudos teológicos em São Paulo no ITESP (Instituto de Teologia de São Paulo). Em 1986 coclui a teologia e pedi para ficar mais um ano em estudo. Então depois de 14 anos de jornada fui ordenado diácono em 10 de outubro, no Jardim Oratório em Mauá (SP). Finalmente chegou o grande dia da ordenação sacerdotal. Ela aconteceu no dia 12 de dezembro de 1987, em minha cidade natal Senhora dos Remédios (MG). O bispo ordenante foi Dom José Carlos de Oliveira, popularmente conhecido por D. Carlinhos. |
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Site Redeman – Houve alguém ou algum fato que influenciou de forma definitiva sua descoberta vocacional? |
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Pe. Belo – Bem! Como disse anteriormente, meus pais, um casal de irmãos e o Pe. Egídio, mas também o testemunho de muitas pessoas que conheci. Um dos fatos que me impressionou na época, a morte súbita de um dos padres conterrâneo, o padre Mateus. Estive presente do início ao fim do sepultamento. Me comoveu o grande número de padres no enterro dele. Nesta época cheguei a pensar: " vale a penas ser ordenado num dia e morrer no outro". |
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Site Redeman – Depois de ordenado sacerdote, em quais comunidades já trabalhou e onde trabalha atualmente? |
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Pe. Belo – No ano seguinte de minha ordenação em 17 de maio de 1988, fui transferido para Garça (SP), onde trabalhei sete anos como vigário paroquial, na Paróquia São Pedro. Tempo vivido com intensidade e alegria. Deste lugar só guardo boas recordações. No dia 14 de fevereiro de 1995 iniciamos uma nova frente de trabalho pastoral, na Província de São Paulo. A Estação Missionária de Panorama (SP), tendo sob meus cuidados duas paróquias e cinco capelas rurais. Estas capelas estão situadas em Nova Guataporanga e São João do Pau D'Alho. Lá permaneci cinco anos. Esse, com certeza, fui mais um tempo de rica experiência que aconteceu em minha vida. Era 20 de janeiro de 2000 quando vim para Diadema, na grande São Paulo, paróquia Menino Jesus. Além da matriz mais nove capelas urbanas. Na área da paróquia morava cerca de 80 mil pessoas, nunca vi coisa igual. Alem de ser vigário paroquial também fui formador. Lá conviviam cinco estudantes de teologia. Já no início desse novo ano 2003, recebi carga dupla. Além de Membro do Conselho Provincial fui nomeado diretor do Seminário Redentorista Santo Afonso. Então aqui cheguei aos 13 de janeiro de 2003. |
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Site Redeman – Como você já disse, pertence a equipe do governo provincial na Província Redentorista de São Paulo e que também foi nomeado diretor do Seminário Menor Santo Afonso, então diante de tudo isso quais são suas expectativas frente a estes trabalhos, em especial aos seus formandos? |
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Pe.Belo – Assumi tudo isso como um grande desafio. Tenho consciência de meus limites, mas aposto tudo na força de Divina. De cinco formando que eram em Diadema (SP) até o ano passado, hoje são 32 adolescentes e jovens aos nossos cuidados. Nesse pouco tempo de convivência sinto que será uma experiência muito rica. Caso eu não puder ajudar, pretendo não atrapalhar. Apesar dos cabelos brancos estou me sentindo dez anos mais jovem. Minha expectativa é nesse triênio poder contribuir de alguma forma para que possamos realizar com alegria e esperança o que Deus quer de nós, como filhos de Santo Afonso. Hoje mais do que nunca precisamos ser agentes da esperança. Alguém que demonstra com a vida o quanto Deus nos ama e quer a nossa realização. |
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Site Redeman – Pe. José M. Belo, deixe uma mensagem aos leitores desta página vocacional ("entrevistando") do site Redeman. |
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Pe. Belo – Queridos leitores(as), há pouco mais de um ano eu já escrevia artigos no Jornal Santuário de Aparecida através da coluna Fitoterapia. Recebi mais de 300 cartas. Hoje atendo a esse pedido do Ir. Manoel que é membro do Secretariado Vocacional, e também responsável por este Site Redeman, respondendo a estas questões. Aproveito para desejar-lhes muita paz, saúde e realizações. Que o Deus da vida e da esperança nos cumule de bênçãos e graças para continuarmos nossa missão. Que a Mãe Aparecida abençoe a você e sua família. Abraço do irmão em Cristo: Pe. José Belo. |
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03 - Ir. João Carlos Mendonça |
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Eu sou o Irmão João Carlos Mendonça - C.Ss.R. Apresento aqui, em poucas palavras, a história de minha vocação, o chamado especial para a vida consagrada. |
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Na verdade, desde criança senti o desejo em ingressar para o seminário. Mas foi em 1982, quando aconteceram as Santas Missões Redentoristas em minha terra natal, São Gonçalo do Sapucaí - MG, que fiquei conhecendo os missionários e seus trabalhos de evangelização. A partir daquele momento, meu desejo em ser um servo de Cristo, servindo à sua Igreja e ao seu povo, aumentou ainda mais. Portanto, em 1984 comecei a entrar em contato com os orientadores vocacionais do Seminário Santo Afonso, em Aparecida - SP, pois lá se encontra o Secretariado Vocacional Redentorista, para orientar os jovens vocacionados. Nesta época, eu ainda não sabia definir entre padres e irmãos, pois para mim, tudo era a mesma coisa, tudo era igual. Recebi correspondências dos orientadores me esclarecendo sobre padres e irmãos e tantas outras coisas sobre a congregação redentorista. Foi daí, então, que refleti mais seriamente e escrevi uma carta destinada a eles, dizendo que queria ser um irmão redentorista. Recebi resposta e fui convidado para encontros vocacionais. No ano de 1985, convidaram-me para a Convivência Vocacional no Seminário Santo Afonso. Eramos em 65 vocacionados de várias cidades. |
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Durante este período de convivência e aprofundamento de discernimento vocacional, visitamos também o Seminário Redentorista São Geraldo, casa de formação para os jovens que almejam ser irmãos. Conhecendo o trabalho, estudo e a vida comunitária em que levavam, confesso que fiquei ainda mais empolgado pelo ideal da vida consagrada. Decidi em 1986, entrar para o Seminário São Geraldo. Recebi ótima formação religiosa e ganhei experiências para poder viver a vida em comunidade. Depois de um bom tempo de estudos e preparação, emiti meus votos religiosos na Congregação do Santíssimo Redentor, me tornado um Irmão Missionário Redentorista. |
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Atualmente estou morando em Tietê - SP, onde temos uma casa de formação, ou seja, o noviciado, casa que também moram alguns dos missionários redentoristas itinerantes, do qual faço parte. Trabalho nas missões e a cada dia que se passa, estou ganhando novas experiências, aprendendo a viver a dimensão da fé junto com meus companheiros e com o povo, no serviço ao próximo, sempre com renovado ardor missionário, graça esta que recebi no batismo. Por isso deixei meus familiares, meus amigos, deixei tudo para tornar-me livre para às coisas de Deus. Com o meu sim ao convite de Deus, com certeza, estarei sempre contribuindo para a divulgação do Evangelho de Cristo. Sou feliz por ser um servo de Cristo, Irmão Redentorista. |
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04 - Padre Antônio de Queiróz |
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- Queridos leitores do Site Redeman, eu até hoje não sei como agradecer a Deus aquela bendita noite, dentro das Missões Redentoristas, em que o missionário me disse, na lata: "Você não gostaria de ser redentorista?" Na verdade, não foi só a mim o convite. Éramos uns 50 moços, amontoados, em pé, dentro de uma salinha, ouvindo a palestra do padre. Aquele convite estourou dentro de mim como uma bomba, porque eu achava que já havia passado da idade, pois tinha acabado de completar 17 anos. |
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Eu era muito ligado à Igreja, inclusive coroinha, e ajudava as Missas quase todos os dias. Acompanhava também o padre, quando ele ia celebrar Missa na roça. Me lembro de uma noite em que, após a Missa, celebrada debaixo de umas árvores, quando fomos voltar para casa, haviam esvaziado todos os pneus do nosso jipe. Eram algumas pessoas que exploravam o povo através do exercício da macumba, e se viram prejudicados pela homilia do padre. No entanto, eu achava aquilo fantástico, mas nunca pensei em ser padre. |
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No escritório onde eu trabalhava, o pessoal descobriu que, antes de ir para o trabalho, às vezes eu assistia à Missa, e então me chamavam de sacristão. Brincadeira, claro, porque éramos amigos. Era o escritório de uma fábrica de manteiga, chamada Malibú, com mais ou menos uns 60 funcionários. Nesta fábrica era eu que fazia os pagamentos aos funcionários, pois cuidava do caixa. Gostei muito do tempo que passei naquela fábrica. Era o maior laticínio de Frutal (MG). |
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Depois daquelas Missões, em julho de 1958, eu escrevi uma carta para o Seminário Santo Afonso, em Aparecida (SP), dizendo que eu queria ser um missionário igual aqueles que estiveram na minha terra. Mas não sabia se podia, pois eu achava que já havia passado da idade. Recebi uma resposta curta e direta: "Venha e traga as malas. Mas sem compromisso". Vim, e aqui estou. |
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A minha família era muito ligada à Igreja. A gente rezava o terço em casa. A minha mãe era a rezadeira de terços no bairro. Ela até cantava em latim, mesmo sem entender nada. Quer dizer, na verdade ela entendia tudo, mas com o coração. Este era um costume que ela herdou da minha vó, que inclusive rezava todos os dias as "Horas Marianas", um livro grosso que meu trisavô trouxe de Portugal. |
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Tanto na minha casa como na casa dos meus tios, a primeira coisa que as crianças aprendiam a falar era o "Nome do Pai". E ai da mãe de uma criança que balbuciasse a palavra "mamãe", antes de saber fazer o Sinal da Cruz, com gestinho e tudo. Eu pensava que todas as crianças do mundo eram assim. Bobo que eu era, não? Hoje existe marmanjo aí, que não sabe fazer o Sinal da Cruz! Se minha vó estivesse viva, tenho certeza que ela daria uma bronca nas mães desses marmanjos. |
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A vida na minha família era toda centralizada na fé. Assim minha mãe viveu até a morte, com 79 anos de idade. Ela sempre foi ministra da eucaristia e catequista. Meu pai faleceu quando eu tinha 4 anos de idade. Mas as poucas lembranças e as informações que tive dele foram sempre ótimas. Um santo homem de Deus. |
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Depois que fui ordenado padre, em 1972, minha mãe me contou das orações que fazia pela minha perseverança. Antes não havia contado de medo de com isso me forçar um pouquinho a continuar. Mas eu sabia tudo, pois lia nos olhos dela. |
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Eu diria para as famílias: Sejam felizes por ser família! É um grande dom no mundo. Cultivem em casa um pouco de penitência, porque a criança que crescer solta, sem religião nem disciplina, mais tarde vai cair na droga. A droga é o caminho normal de quem não aprendeu o sentido da cruz. Quanto aos jovens, rapazes e moças, olhem para frente. Procurem ser mais. Subindo sempre na vida, no sentido correto. Sem desanimar diante dos obstáculos, porque Deus, que nos criou, nos deu capacidades imensas, que não exploramos nem conhecemos. Só nas horas de dificuldade é que elas aparecem. O importante é abrir a primeira porta que estiver fechada na frente, sem pensar nas outras que virão depois, que também estão fechadas. Porque Deus sempre mostra como abrir, mas na hora certa, não antes. "Não vos preocupeis com o dia de amanhã". |
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Em dezembro de 1995, vim de Pernambuco aqui para o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Foi uma romaria comprida, e duradoura. Já fazem quase 8 anos e ainda não terminei. Por isso quero continuar aqui. Quando tenho alguma dificuldade, olho para a Santa e digo: "Ó Senhora Aparecida, Mãe de Deus, rogai por nós!" Tenho certeza que essa prece é capaz de virar o mundo. A prece não. Ela, ou melhor: Ele, em atenção ao pedido dela. |
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Se for para você avançar para águas mais profundas, vá em frente. Não se esqueça: "Há um barco esquecido na praia". Quem sabe seja o seu. O meu também está lá, porque ainda não avancei para águas mais profundas. Mas aos poucos vou remando, remando... Você e eu rezaremos um pouco um pelo outro tá? E se, lá em alto mar, o nosso barco estiver cheio de peixes, daremos sinal um para o outro, pedindo ajuda. "Como é bom os irmãos viverem juntos e se amarem!" |
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Quem sabe, você prezado leitor desta coluna vocacional no Site Redeman, nós redentoristas, nós e você, juntos, estejamos um dia em alto mar! Escreva para o Irmão Manoel, ou então para o Chicão. Sabe quem é o Chicão? É o Padre Francisco de Assis, aquela barbudo que atualmente está trabalhando no Secretariado Vocacional Redentorista. Por trás da barba tem um sorriso maravilhoso e um coração tão generoso, do tamanho do mundo. Então vindo a Aparecida, não deixe de visitar o Seminário Santo Afonso, porque é lá que eles moram. Fica a 10 minutos a pé da Basílica. |
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Meu abraço a você leitor desta página vocacional do Site Redeman: Abraço também do Irmão Manoel e Pe. Francisco que trabalham no Secretariado Vocacional, igualmente forte abraço dos seminaristas, dos padres e irmãos de Aparecida. |
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05 - Irmão Manoel Aparecido dos Santos - C.Ss.R. |
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Minha origem: -Inicio dizendo que nasci no dia 13 de outubro de 1958, no interior de São Paulo, cidade de nome Mirante do Paranapanema (SP). Minha família é formada por gente simples, pessoas criadas na zona rural, porém bastante batalhadora e de e uma religiosidade destacável. Neste sentido, com alegria posso dizer que foi deles, sobretudo dos meus pais, que herdei os conteúdos da fé, do amor e dedicação às coisas de Deus e a vida de especial consagração. |
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Minha família -Meus pais infelizmente já são falecidos. Minha mãe Josefa de Jesus Santa dos Santos, mesmo estando bastante doente, com grande esforço e fortes traços de alegria espalhados pelo rosto, marcou presença em minha consagração religiosa no ano de 1983, na cidade de São João da Boa Vista (SP). No mês de julho do mesmo ano, veio a falecer repentinamente. O Meu pai Filomeno Maceno dos Santos, pessoa firme e decidida nos trabalhos e obrigações para com Deus, faleceu um pouco mais tarde, com mais de 60 anos de idade. Meus irmãos são estes: José Maceno dos Santos (falecido); Eleno Maceno dos Santos, Irineu Santana dos Santos, Santa de Jesus Macena dos Santos (falecida), Eliseu Maceno dos Santos, Gileno Maceno dos Santos (falecido) e o caçula Nelson Maceno dos Santos. Todos me ajudaram no aprofundamento vocacional e também discernimento. Eu sou o terceiro a partir dos mais novos. |
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Minha vocação - Se você, prezado internauta, me perguntar neste momento, como foi que surgiu a vocação e porque optei ser irmão redentorista, creio que não saberei lhe passar uma resposta com elevada exatidão, isto porque a vocação, ao meu entender é um mistério, tudo vai acontecendo na medida em que damos abertura para Deus e para os irmãos, sobretudo os mais necessitados. Mas mesmo assim, imagino que minha vocação à vida consagrada, teve seu início através de minha dedicação e amor a Deus e ao seu projeto. E com certeza tudo tornou-se mais claro através de minha participação na vida de comunidade, a Igreja. Ainda criança, senti gosto pelas coisas de Deus. Logo cedo comecei a servir o altar como coroinha, depois sacristão, e com isso sentia-me realizado e feliz. Em quase todos os dias, mesmo morando no sitio, não medi esforços para estar presente na Igreja. Quantas e quantas vezes fiz caminhada, com mais de 3 quilômetros, somente para ajudar o padre nas celebrações. E foi através do meu amor ao trabalho, também ao estudo, à Igreja e, sobretudo, a Deus que comecei a sentir uma inclinação para doar-me ao serviço do reino. |
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Redentorista - Recebi insistentes convites do vigário, para ser um padre diocesano, na época Pe. Geraldo Bataglini. Mas foi em um trabalho de evangelização, chamado de Santas Missões, feito pelos missionários redentoristas, que Deus falou mais forte comigo. Na verdade fiquei em papos de aranha, ou seja, sem saber para qual lado seguir. Justamente nesta época conheci uma jovem e, na linguagem dos adolescentes, estava de paquera, mas também com intensos convites para ser padre diocesano. Tive de rezar bastante. Pedi a Deus que me ajudasse no discernimento e que tudo fosse feito conforme sua santa vontade. |
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São Geraldo - Lá no silêncio e inquietações do coração, resolvi escrever para Aparecida - SP. Enviaram-me alguns panfletos vocacionais. Em um deles contava a vida de São Geraldo Majela, que havia sido irmão missionário. A dedicação, o amor a Deus e aos pobres foram pontos destacáveis na vida deste santo redentorista. Daí então fiquei muito mais interessado no assunto, pois aquilo vinha ao meu encontro. Na verdade, não era tanto ser padre que me entusiasmava, mas o desejo de servir a Deus e ao seu povo. E foi justamente o que São Geraldo fez no decorrer de sua vida. Ele foi um grande missionário. A partir desse momento, passei a ter maiores contatos com os redentoristas. |
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Irmão Consagrado - Depois de algum tempo de acompanhamento pelo diretor do Seminário São Geraldo e também do Secretariado Vocacional Redentorista, fui convidado para fazer o estágio, hoje com o nome de Convivência, que é destinado aos jovens que realmente preferem ingressar e fazer uma experiência no seminário. Fui aceito neste convívio fraterno e ingressei no Seminário Redentorista São Geraldo - em Potim - SP, no ano de 1977, onde recebi formação religiosa. Em 1983 emiti meus primeiros votos religiosos na Congregação do Santíssimo Redentor, formada de padres e irmãos. Hoje estou com 20 anos de caminhada, sonhando com um mundo melhor e muito mais cristão. |
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Meus trabalhos - Como Irmão Missionário Redentorista já trabalhei em vários lugares. Dentre eles coloco em destaque o Secretariado Vocacional, onde permaneci 8 anos ajudando jovens em seu discernimento. Também estive atuando em uma comunidade de inserção, na cidade de Tiradentes, na grande periferia de São Paulo. Morei em São Paulo, São João da Boa Vista, Araraquara-SP, fazendo parte da cuomunidade religiosa. Também coloco em destaque o trabalho das Santas Missões Populares onde fiz parte da equipe itinerante dos missionários. Nesse ano 2003 fui transferido para o Seminário Redentorista Santo Afonso, em Aparecida (SP), onde estou novamente trabalhando na promoção vocacional, ajudando os jovens que manifestam desejo de se tornartem os futuros missionários, em seu discernimento. Posso dizer com toda alegria, sou muito grato a Deus e aos meus familiares, aos amigos e a todos que direta ou indiretamente contribuiram com minha formação e com certeza me ajudaram a chegar até aqui. Sou feliz por ser um Irmão Missionário. Louvo a Deus por todo o bem e toda a graça que concede a mim. Neste sentido, prezado leitor, conto também com suas orações para que eu seja sempre o mensageiro da boa notícia de Jesus. É maravilhoso ser redentorista.... Peço a Deus que continue me ajudando na perseverança e que Nossa Senhora sempre possa me acompanhar nas tarefas evangelizadoras com sua benção. |
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Meu Site - A você amigo e amiga internauta, em especial desta página vocacional, tenha certeza, foi agradável contar um pouquinho sobre a história da minha vocação, espero que este apanhado de palavras sobre minha vida e minha vocação tenha lhe ajudado a aprofundar ainda mais no entusiasmo e no amor para com as coisas de Deus. Se preferir, navegue também pelo site que andei elaborando. Ele possui o objetivo em esclarecer a você, sobretudo aos jovens, sobre o projeto de Jesus, a vivência do amor. Com certeza, neste site encontrará mensagens de amor, de fé, de esperança, de esclarecimentos na linha vocacional, e um pouco sobre o trabalho dos missionários redentoristas, as Santas Missões Populares. Procure anotar o endereço eletrônico e acesse-o: http://www.redeman.rg3.net Obrigado pela atenção! Seja também o mensageiro da Boa Notícia do Reino de Deus. Ajude a divulgar este site. Conto com sua generosidade para que este site cresça sempre mais. Que ele seja o elo de ligação com a mensagem do Evangelho de Jesus. |
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06 - Padre Archimedes Zulian |
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Falando sobre minha origem e minha família = Caros leitores, eu sou Pe. Archimedes Zulian. A pedido do Secretariado Vocacional Redentorista, em particular do Irmão Manoel, quero relatar aqui um pouco de minha vida. Para inicio de conversa, nasci a 12 de outubro de 1930, no bairro de Cascalho: hoje, município de Cordeirópolis; na época, município de Limeira. Fui batizado a 06-11-1930. O Pároco era Pe. Luiz Stephanello, italiano, da Congregação fundada por São Carlos Borromeu – carlista. O bairro Cascalho era uma região de fazendas de café, mais ou menos decadentes. Lá foi feita uma "incipiente" reforma agrária, com a distribuição de pequenas glebas de terra às famílias de imigrantes. Meus avós paternos e maternos eram italianos. Meu pai se chamava Ângelo Zulian, natural de Itapuí (SP). Minha mãe, Ângela Della Coletta, era natural de Cascalho. Sou o segundo de 5 filhos. A Dirce (viúva) é a mais velha. Depois de mim vem o Arnaldo ( casado), o Álvaro ( solteiro), e o Antônio Luiz, o mais novo, também casado, faleceu em 1994. |
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Quando eu tinha dois anos a família se mudou para Pederneiras. Aos 5 anos mudamos para Gralha, então patrimônio, e hoje, cidade de Lucianópolis (SP). Era a época do desbravamento do interior de S. Paulo. Lá na roça onde morávamos, podia-se escutar à noite o miado da onça pintada. Depois de uns dois anos aí mudamos para Pederneiras, mais precisamente para o bairro Itatingüí. Neste bairro fiz minha primeira comunhão e o primário, completando a 3a. série. Tive bons professores e dentre eles o Noé Rodrigues ordenou-se padre. Além de estudar, tive que trabalhar na roça para ajudar a família. Isso fiz desde os 5 anos, e não me arrependo. |
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Minha vocação. = Pe. José Montezuma, ex-redentorista, pároco de Pederneiras, mandou para o Seminário dezenas de vocacionados, na maioria para o Seminário Santo Afonso. Vários se ordenaram na Congregação, outros diocesanos. Fiquei sabendo, mais tarde, que meu avô Giuseppe rezava todos os dias para haver um padre na família. Os vigários naquele tempo costumavam perguntar aos meninos se queriam ser padres. Até na escola o professor perguntava e eu levantava o braço afirmativamente. |
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Os Redentoristas sempre marcavam presença, especialmente na semana santa, para algum trabalho missionário em Pederneiras. Eu observava aqueles padres com aquele "chapéu" esquisito (o barrete) usado nas cerimônias. Por ocasião desses trabalhos missionários recebi a visita de um padre redentorista em minha casa. Meu pai já conhecia os redentoristas na Penha em S. Paulo. |
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No seminário. = Acompanhado pela minha avó materna Marieta fui a Aparecida para entrar no seminário Sto. Afonso. Vendo que eu não queria ficar, por eu ter estranhado a cidade, a comida do hotel, e sentir separar-me do meu primo José Güerxis, que me acompanhara na viagem, a avó me levou de volta para casa. Isso, era 07 de janeiro de 1942. Cheguei em casa, triste. Aí o Pe. Montezuma resolveu me levar novamente ao seminário. Assim voltei a 31 de janeiro do mesmo ano. - O Seminário menor durou 7 anos . A vida era dura. Mas a gente recebeu uma boa formação religiosa e intelectual. Estudava-se e rezava-se bastante, dentro de uma rígida disciplina. Não se podia perder nem dispor do tempo à vontade. Nosso noviciado foi em Pindamonhangaba (SP) no ano de 1949. Professamos a 02 de fevereiro de 1950: 7 clérigos e 7 irmãos leigos. Foi uma cerimônia muito simples e bonita. Terminado o Noviciado, fomos para a cidade de Tietê para os estudos de filosofia e de teologia. Não posso me queixar da vida no seminário, sobretudo em Tietê, que também foi apertada. Não se pode comparar com a vida de hoje. Uma coisa é certa: graças a Deus, não faltou o estímulo dos formadores e dos colegas, para a gente continuar. Só voltei à casa paterna em 1955, após a ordenação sacerdotal. -A 19 de março de 1955, com mais três companheiros: Pes. Vítor Hugo, Henrique Strehl, e Aloýsio Teixeira de Souza, recebi o Diaconado. E em 10 de julho do mesmo ano, fui ordenado padre por D. Antônio Ferreira Macedo. Fui uma cerimônia linda e simples que marcou minha vida. |
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Meus trabalhos missionários = Já como redentorista atuei em S. João da Boa Vista, Jardim Paulistano, Aparecida, Sacramento (MG), Goiânia (GO), Potim e Araraquara onde moro atualmente. Na minha caminhada de 50 anos na Congregação prefiro passar um olhar de conjunto: só tenho que agradecer a Deus por ter perseverado na vocação religiosa e sacerdotal redentorista, e também, por ter trabalhado grande parte de minha vida nas Missões populares. Nesse trabalho das missões pude perceber e admirar o perfil do cristão católico: há uma identidade maravilhosa, no cristão católico, sinal da verdadeira Igreja de Cristo. Desafios tiveram e há muitos também no hoje. O mundo de agora é um tremendo desafio para o cristão. Mas para o sacerdote e o religioso o desafio é manter sua própria identidade. |
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No meu entender, para as pessoas sem fé, a maneira de ver a pessoa do padre é bem negativa. – É um homem fora do tempo. – É um fingido ou aproveitador que prega uma coisa e vive outra... É uma pessoa rica, filho de uma igreja rica (misteriosamente rica)... Alguém que só pode ser um tolo... Padre é uma pessoa folclórica, do passado...Há outras caricaturas...Mas, se aparece um padre ou religioso autêntico, o mundo pode odiar, mas não deixará de admirar... |
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Aos leitores do "Site Redeman" eu diria que leiam bastante, leiam bons livros para se ajudarem a criar uma opinião cristã, crítica. Gostem de ler. As vezes temos muita preguiça de ler. Sem leitura não se muda nenhuma situação. Aos jovens, sobretudo vocacionados e seminaristas redentoristas, eu digo: vale a pena ser redentorista, trabalhar pelo Reino de Deus. Mas não queiram entrar para ter uma boa vida! Entrem pra valer. Pensem mais no que podem contribuir para o bom espírito da congregação e da Igreja. Se descobrirem que ser padre ou irmão redentorista não é seu caminho, lembrem-se: - "Redentorista sempre redentorista"! Ponham a confiança em Deus! Sejam abertos e transparentes para Deus, para os colegas e para os formadores! Meu abraço a todos vocês... Deus os abençoe! |
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07 - Padre José de Vilas Boas |
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Família. Venho de uma família de sete irmãos. Filho de lavrador, foi na zona rural que vivi um período de minha vida. Nascido na cidade de Natércia-MG, migramo-nos para o Norte do Paraná, e estabelecemos residência no município de Pinhalão, Ainda criança, tive uma das mais tristes e doloridas experiências na vida que trago marcada até hoje no coração: a morte da minha mãe. Morei no Paraná até completar 18 anos, Acalentando um sonho, ainda juvenil, de progredir e conquistar uma condição melhor de vida, decidi deixar o convívio familiar, e fui trabalhar em São José dos Campos (SP). = No início enfrentei muitos desafios por falta de experiência. Mas aos poucos fui adaptando-me ao rítimo de vida da cidade grande. Por um período de três anos trabalhei como funcionário da Kanebo, fábrica de fiação e tecelagem. = Cansado da mesmice, decidi mudar o itinerário do meu caminho. Foi no início do ano de 1980. Deixei o emprego e tudo o que já possuía, enterrei o antigo sonho e entrei para o seminário, na Congregação do Santíssimo Redentor. E estou convicto, hoje, que foi essa a decisão mais acertada que já fiz na vida. |
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Vocação. Devo muito da minha vocação a minha família. Venho de um núcleo familiar muito católico. Aprendi a rezar sentado no colo dos meus pais. Meu pai sempre foi um homem de muita oração.. Todos os dias rezávamos o terço em família. Aos domingos, o nosso primeiro ato do dia era ir juntos à missa. Esse testemunho de fé transmitido a mim pelos meus pais foi, sem dúvida, o alimento mais substancioso para a minha descoberta vocacional e na firme decisão de ser missionário. Até hoje o meu pai dedica por três horas à oração. Com certeza isso tem ajudado a sustentar a minha vocação. |
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Seminário. Entrei para o seminário no dia 09 de fevereiro de 1980, na cidade de Tietê (SP). Terminei meus estudos primários, e no ano seguinte fui enviado para Aparecida com a finalidade de concluir o segundo grau. Ao término deste iniciei, no ano seguinte, a faculdade de filosofia, na Universidade São Francisco, em São Paulo. Retornei a Tietê para iniciar a experiência de noviciado. Terminado esse tempo de noviciado emiti os meus primeiros votos na C.Ss.R. e voltei novamente para São Paulo, para começar os estudos teológicos, morando no Alfonsianum, no Ipiranga. No mês de março de 1992 fui transferido para a comunidade Padre Agenor, na Cidade Tiradentes. No dia 09 de dezembro de 1995 ordenei-me sacerdote, na Paróquia do Senhor Santo Cristo, na Cidade Tiradentes. Foi lá que vivi e exerci os primeiros trabalhos apostólicos ainda como estudante, diácono e depois padre por um período de 10 anos. |
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Trabalhos. A minha primeira experiência pastoral foi em paróquia. Trabalhando na periferia de São Paulo aprendi muito. Foi um tempo muito maravilhoso. Tivemos inúmeras dificuldades: a luta na conquista de terrenos para construir as Igrejas. O engajamento dos religiosos junto às lideranças do povo, para conquistar melhores condições de vida para o povo, tais como saúde, moradia, trabalho, educação, transporte etc. Era muito exaustivo, estafante. Mas era muito gratificante quando se conseguia resultado positivo. E foram muitos esses resultados. Depois de um bom tempo em trabalho pastoral paroquial, fui designado a trabalhar na formação. Ser formador está sendo ainda uma experiência nova. Muitas coisas ainda estou aprendendo. Graças a Deus estou tendo a oportunidade de conviver com pessoas que tem uma experiência de vida muito rica, e isso tem sido uma bênção para mim. Juntamente com os demais confrades e o diretor do Seminário, tenho a função de coordenar os trabalhos desenvolvidos em nossa casa, tanto aqueles referentes à comunidade religiosa quanto aqueles ligados à formação dos seminaristas. |
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Agradecimentos. Agradeço de coração a todos aqueles que me ajudaram a ser missionário. Ninguém chega a lugar nenhum se deseja caminhar sozinho. Hoje, precisamos muito de ombro amigo. De mãos solidárias. Ser padre, ou religioso, ou missionário cristão é colocar-se a serviço de uma causa nobre. E se não houver apoio, humanismo, acolhimento e caridade, corremos um sério risco de fracassar. A messe é grande. O desafio também é grande, mas o amor de Deus é muito maior. E vale a pena qualquer sacrifício para experimentar esse grande AMOR. (Superior e formador do Seminário São Geraldo,Potim (SP) |
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08 - Padre José Rodrigues Neto |
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Minha Origem: |
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Prezado internauta do Site Redeman, "o chamado de Deus segue a linha do amor e da felicidade". Quero aqui descrever um pouco de minha experiência de vida e da minha vocação, conforme pedido do Ir.Manoel. Portanto, vamos lá! - Nasci no dia 01 de abril de 1962 em Babaçulândia (GO), (hoje Tocantins). Sou o 1º de dez filhos, e meus pais se chamam João Rodrigues e Corina Maria. A região onde nasci é eminentemente agrícola, fértil, pois está situada às margens do Rio Tocantins, e por isto a grande maioria das pessoas vivem do cultivo da terra, e com a minha família não foi diferente. Os pais procuraram sempre oferecer o melhor para os filhos, em termos de favorecer uma boa educação e formação religiosa, bem como incentivá-los para o trabalho na roça. Sendo uma cidade pequena, o conhecimento das pessoas acontecem de forma muito natural, haja vista que as famílias normalmente são numerosas, e isto facilita a convivência e crescimento mútuos, valendo ainda aquela velha máxima de encontrar sempre alguém que é amigo de infância. |
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Igreja-comunidade e consciência vocacional: |
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O meu contato com a comunidade começou logo cedo, pois os pais não somente incentivavam, mas sempre iam juntos. Ali trabalhavam os padres italianos da congregação de Dom Orione (orionitas), e com muito zelo e empenho missionário, conseguiram transmitir os valores do evangelho. A área da paróquia corresponde ao município, e muitas vezes participei das "desobrigas" no sertão. Trata-se de um período em que o padre vai para os lugares mais distantes, e ali administra os sacramentos para aquele povo que não tem facilidade para chegar a um centro mais desenvolvido. Não tenho dúvidas que naquelas experiências começava a despertar qualquer interesse que mais tarde seria entendido como vocacional. Terminado o 1º grau mudei para outra cidade a fim de continuar os estudos. Neste período a consciência vocacional foi sendo mais bem trabalhada com a ajuda do padre da paróquia, das irmãs, e dos tios com quem morava. Estudava num colégio dirigido por religiosas, e certa ocasião a irmã diretora me chamou e perguntou se eu não gostaria de acompanhar um missionário redentorista num trabalho de fim de semana. Topei a proposta, fiz a experiência e gostei, e a partir de então o contato foi sendo estabelecido através de cartas, visitas, encontros vocacionais. Após um tempo de acompanhamento e discernimento, chegou o momento de começar uma nova etapa na vida. |
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Meus estudos e formação no Seminário: |
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No início do ano 1981 fui para Fortaleza – CE e comecei os estudos de filosofia. Passada esta fase fiz o noviciado em São João da Boa Vista – SP, e depois retornei para Fortaleza, onde fiz o curso de teologia. Foram sete anos de estudos preparatórios, marcados por uma forte experiência pastoral nas comunidades, no acompanhamento da catequese, grupos de jovens. A separação da família não é fácil, todos sabemos. Procurei encarar a realidade de deixar a casa dos pais motivado por um ideal a ser alcançado. Inicialmente por causa dos estudos acadêmicos (tinha 15 anos quando saí de casa), e depois na preparação para a vida missionária. Os fatores da distância geográfica, da saudade, do desejo de proximidade, têm um peso muito grande, mas eu queria algo mais, e sabia que se não desse aquele passo, não conseguiria concretizar o meu desejo. Em nome de um bem maior a gente é capaz de superar tudo. |
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Os Redentoristas: |
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A minha opção pelos missionários redentoristas se deu a partir do conhecimento do estilo de vida e trabalhos assumidos. Percebi logo no início um jeito diferente de lidar com o povo, de desenvolver a missão. E foi isto que acabou atraindo a minha atenção, como também despertando o interesse de também poder dedicar a minha vida por uma causa semelhante. Acredito que o convite que a irmã fez para participar de uma atividade com um redentorista, influenciou bastante a minha descoberta vocacional. Aceitar aquela proposta significou o primeiro passo de uma trajetória cheia de recompensas para quem se dispõe a seguir o Redentor. |
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Minha ordenação presbiteral: |
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Tendo percorrido o caminho formativo, fui ordenado sacerdote no dia 30 de julho de 1988 em Babaçulândia. A partir de então trabalhei na periferia da paróquia redentorista de Teresina – PI, depois durante seis anos assumi a tarefa de formador dos jovens aspirantes à vida redentorista. Fui para a paróquia de Parnaíba – PI. Depois passei três anos em Roma, onde aprofundei meus estudos na área de teologia moral. Ao retornar fui designado para a paróquia de Teresina, onde estou inserido até o momento. |
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Minha mensagem ao leitores deste site: |
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Estamos em pleno ano vocacional, e ressoa em todos os setores da Igreja, o convite: "Avancem para águas mais profundas". Que este apelo do Mestre encontre ressonância no coração dos jovens desejosos de fazer da vida uma entrega especial à causa do Reino e dos prediletos de Jesus. Não tenha receio de juntar sua bagagem histórica, subir na barca com Jesus e avançar na transformação do mundo tão sedento de pessoas generosas e disponíveis, de pessoas que fazem da vida uma doação permanente ao Senhor que continua chamando mulheres e homens, com a sua proposta sempre atual: "Vem e segue-me". |
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09 - Padre Mário Antônio Bonotti |
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"Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem minha alma se compraz". (Mt. 12,18, Is 42,1-4) |
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Com grande alegria, apresentamos aos amigos internautas, a maravilhosa história de amor, dedicação, ou seja, a vida do Missionário Redentorista Pe. Mário Antônio Bonotti. No dia 28 de maio de 2003, ladeado por seus confrades e amigos, aos pés da Mãe Aparecida, no Santuário Nacional, rendeu graças a Deus por seus 90 anos de vida. Também rodeado de amigos e confrades, no Convento Redentorista (Basílica), recebeu os cumprimentos pelo seu aniversário. No entanto, neste clima de festa, ação de graças, fomos ao seu encontro, pedimos para que contasse um pouco da história de sua vida e da sua vocação. Portanto, o que segue abaixo, é o relato do que ele mesmo procurou descrever sobre sua história de vida, sua família, vocação, e ministério sacerdotal, conforme perguntado. Acompanhemos! |
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Site Redeman: - Pe. Mário, gostaríamos que o senhor relatasse um pouco a história de sua vida, sua família e vocação. Afinal, são 90 anos de idade. Cremos que muitas graças e experiências maravilhosas aconteceram e continuam acontecendo em sua vida. Então fale-nos um pouco sobre tudo isso, em especial para nossos leitores, amigos, seminaristas e vocacionados. |
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Pe. Mário – Muito bem. Inicio descrevendo que a origem da minha vocação nasceu no seio familiar, ou seja, está fundamentada na minha família. Minha irmã mais velha, Ana Bonotti, entrou para o Convento das Irmãs de São José. A seguir meu irmão José Ângelo Bonotti, o mais velho da família, entrou no Seminário Redentorista Santo Afonso, onde hoje está o Hotel Recreio. Por motivo de saúde deixou o seminário. Depois foi a vez do Arthur Natali Bonotti, também meu irmão. Então com três vocacionados na família, acredito piamente, foi esse o grande incentivo para que também eu fosse para o seminário. Dos oito irmãos, três ficaram missionários redentoristas e uma religiosa.Meus pais, pessoas maravilhosas e muito religiosas, não empurravam e nem impediam a decisão dos filhos que almejassem seguir o caminho à vida religiosa.Quando vim para o seminário, nesta época estava com 10 anos de idade. Meus pais moravam em São Paulo (Capital). =Aproveitando uma romaria, da Penha para Aparecida, vim junto. No começo foi difícil. Chorei mais de 15 dias de saudade dos pais, mas com o tempo me acostumei. |
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Site Redeman: - Pe. Mário, o senhor já especificou um pouco como foi a origem de sua vocação, que na verdade nasceu da religiosidade e testemunho cristão dos seus pais e irmãos. Alguns deles, mais tarde, se tornaram padres redentoristas, e sua irmã uma religiosa da Congregação de São José. Mas, diga-nos como foi o momento, em que o senhor sentiu a força do chamado de Deus, e porque sua opção para ser redentorista? |
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Pe. Mário: - Como já falei acima, a origem de minha vocação nasceu através de minha família. Com os três vocacionados na família, isso foi para mim o principal incentivo, sobretudo para abraçar a vida religiosa. Vejo que aí estava o dedo de Deus a me indicar o caminho. |
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Site Redeman: - Como e onde aconteceram as suas etapas de formação? |
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Pe. Mário: - Todo o seminário menor foi em Aparecida (SP), no seminário Santo Afonso, onde hoje está o Hotel Recreio. Sendo que o último ano foi no Colegião, como era chamado na época, "Casa de Nossa Senhora ". Com 16 anos fui fazer o noviciado em Pindamonhangaba(SP). Em seguida para a Europa, estudar filosofia e teologia. Terminado os estudos de filosofia e 4 anos de teologia, fui ordenado sacerdote, a 21 de junho de 1936, na cidade de Munique. Portanto, nesse dia 21 de junho, completei 67 anos como sacerdote redentorista. Fui ordenado no início do 4º ano de teologia, que era costume na época. Cocluí a teologia e só depois retornei ao Brasil. Respondendo ainda a essa pergunta, digo que foram 13 anos vividos no seminário. |
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Site Redeman: - Depois de ordenado padre, na cidade de Munique, qual foi sua primeira comunidade, ou sua pastoral específica? |
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Pe. Mário: - Minha primeira atividade foi no Seminário Santo Afonso como professor de latim, grego e alemão. Dois anos depois fui transferido para Campinas de Goiás, para trabalhar como vigário paroquial. Um ano depois fui para Pinheiro Marcado (RS), nesse local permaneci quatro anos, no pré-seminário e como vigário paroquial. Quando preparava uma turma de seminaristas, enfrentava com eles 60 horas de trem até Aparecida. Vinha em cada vez, de 10 a 15 seminaristas. Em 1945 fui transferido para a cidade de Tietê(SP), para o Seminário Maior, trabalhando também como professor de teologia moral, liturgia e sociologia. Em Tietê permaneci 11 anos como professor. Daí fui transferido novamente para o Seminário Santo Afonso, para ser Superior e professor de línguas. Em Aparecida, no Seminário Santo Afonso, permaneci de 1956 a 1959. A seguir fui transferido para a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, como vigário paroquial. Ali permaneci três anos. Em seguida fui nomeado Mestre de Noviços Coristas (hoje conhecido por clérigos), em Pindamonhangaba. Cheguei a ter 16 noviços por ano. Totalizando 60 noviços. Após 6 anos de Mestre de Noviços, fui transferido para Tietê, continuando ainda como mestre. Daí novamente para o Seminário Santo Afonso como professor. = Em novembro de 1971 fui chamado a Roma, pelo então Geral Pe. Tarcísio Ariovaldo Amaral, como secretário particular dele. Permaneci neste cargo cinco anos. Em maio de 1975, retornei ao Brasil. Fui morar na Casa do Pequeno Trabalhador, enquanto terminava a reforma do Convento Velho, hoje conhecido como Comunidade das Comunicações, aqui em Aparecida. Enquanto estive ali, trabalhei como padre auxiliar. De 1980 a 1987 atuei como vigário paroquial. No início de 1988 fui transferido para o Convento Novo (Basílica), para trabalhar na Pastoral do Santuário Nacional. Como vemos, isso que conto até aqui, é um pouco da minha trajetória e trabalhos executados nesses preciosos 90 anos de idade, 72 como consagrado e 67 como padre redentorista. |
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Site Redeman: - Como o senhor se sente, hoje, completando 90 anos de idade. Qual a melhor recordação traz presente na memória? |
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Pe. Mário: - Sinto-me agraciado por Deus e plenamente realizado como missionário redentorista, graças a devoção à Nossa Senhora Aparecida. Conservo uma grata recordação desses anos todos, e tenho uma gratidão imensa para com a Congregação do Santíssimo Redentor. A melhor recordação foi quando morei na Europa, lá podia visitar os parentes Bonotti e Tomazzi. |
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Site Redeman: - Gostaríamos que o senhor deixasse uma mensagem aos leitos que nos acompanham pela Internet. |
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Pe. Mário:- No sacerdócio, como em qualquer outra vocação, podemos ser plenamente feliz, cultivando a vida de oração, de boas amizades. O que não pode faltar realmente é a oração. É ela que nos sustenta na caminhada. |
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É super maravilhoso poder encontrar com você no Site Redeman. Deus o abençoe! Muito obrigado por sua visita. Continue acessando. Este Site está sempre em constantes atualizações. Divulgue-o aos amigos. Volte sempre!!! |