Arco Íris: os poemas para o Anjo

ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração

Viagem à Itália

Roma Antica

 

Quarta fui à Roma Antica.
Desci até a Piazza Venezia
subi pelos jardins do Campidoglio
até à praça de Michelangelo.

Da Rocca Tarpea desço às ruínas.
É estranha a sensação de que não há
como ordenar ou parar as pesquisas
como mostrar um permanente
- tudo é provisório.

O papa tal, há 1000 anos, mexeu aqui
- mas como?
Como ou por quê refazer o desfeito?
E que desfeito?
O de Constantino, Trajano, Augusto, César, Mário?

As flores no meio das pedras
dão um sinal deste tempo
de diversas medidas
de um agora vivo, não morto
de um ser, um ente
de criação artística, única e anafórica.

Tenho inveja de um grupo de
estudantes-estagiários-pesquisadores
comendo sob um caramanchão
em meio às ruínas.

Junto à Basílica Júlia
colho uma capucine.
Ao sair da Cúria Ostilia
vejo que ela se desfez.
Colho outra
guardo em meu lenço.

Para ti.

 

 

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