Arco Íris: os poemas para o Anjo

ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração

Soneto de Novembro

Foi ontem, há décadas, bem lembro:
Nóbrega reinventava a dança
era em Recife e era novembro
a rabeca frevia em sua trança.
De repente meu coração te via
ao mesmo tempo mulher e menina
brincante cheia de alegria
beleza inventada em dançarina.
Da meiguice da Oxum faceira
à Oxumaré por ela encoberta:
amiga, amante, companheira
não veio num só dia a descoberta.

Mas o que desse ano quero e desejo
é o luar que só em teus olhos vejo.

 

 

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