ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração
Soneto de Cirano
Cirano de Bergerac, que na Lua vivia
desceu à Terra com a espada em que fiava
e também com a língua acerba que usava
para lutar pelo direito e pela alegria.
A suave Roxane era sua luz e guia
e a ela coração e alma inteiros dava.
Mas Amor a outro a destinava
cozinhando o lunático ser em agonia.
O nariz disforme era marca dura
mas ao outro a voz emprestou
para dar ao coração força pura.
Quisera assim também saber
guardar o que meu peito amou
para o teu grande amor acontecer.