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Arco Íris: os poemas para o Anjo ser um estado de revolução permanente
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Era Junto de Florença e Era Dia
Ordinary dreams are never so clear;
they are jumbles of desires and fears,
things seen and heard,
and felt though unknown.
Mary Stewart
Não, não era um sonho comum:
era claro como o toscano campo
não fragmento de desejos e medos8
ou restos de coisas vistas e ouvidas
mas o conhecido sentimento do amanhã.
Era junto de Florença, e era dia,
embora em hora de noite:
era portanto verão
o tardio sol que lança os ciprestes ao céu
os verdes lavados da chuva brusca
a lembrarem que ali homem e natureza
fazem unidos a paisagem.
Era junto de Florença e era dia
quando vieste nua para mim.
Com uma mão continhas um dos seios
um dos teus maternais seios imaturos
com a outra tocavas o ventre
mas não cobrias os delicados pelos
os parcos, delicados pelos
que emolduram a minha borboleta.
Era junto de Florença, e era dia,
que teu corpo iluminava com alegria
jogando em tuas cadeiras
em teus largos quadris a dançar
em teu umbigo quase quase perfeito
a me prender como centro do mundo
em tua cintura fina a sustentar
teu colo virginal a se ofertar
teu branco ventre a prometer.
Era junto de Florença e era dia
quando dançaste como as graças antigas
e vi tua bunda a rebolar
e vieste chegando e chegando
até junto a mim se encostar
para a brincadeira sem tempo
começar, para finalmente
transformar amor no puro prazer.
Era junto de Florença, e era dia,
que cobriu nossos corpos enlaçados
com a luz dourada do verão
e rolamos e nos amamos
e gozamos e gozamos
nos chupamos nos penetramos
nos lambemos nos sorvemos
fomos um só no momento infinito.
Era junto de Florença e era dia
o que vi e vivi e não era sonho
não sonho comum, mas visão
lembrança certa e concertada
do que será, do que foi amanhã,
na clara luz, na verde paisagem:
era junto de Florença, e era dia.