Arco Íris: os poemas para o Anjo

ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração

Soneto da Nova Claridade

Ao anjo cuja luz sobre a terra desce
a crueldade do mundo logo atinge
e não podendo ser um dos que finge
é tomado da dor que cresce e cresce.

Mergulha então no campo que floresce
recusa as alternativas da esfinge
o escudo de esperança pronto cinge
e o brilho de seus olhos convalesce.

Aí navega por sobre o céu terrestre
apascenta seu fruto na urbe enorme
sobrevoa sua cidade tão rupestre

ao egoísmo torna generosidade
as asas abre ao gesto que transforme
e traz nos braços nova claridade.

 

 

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