Arco Íris: os poemas para o Anjo

ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração

Soneto do Parco Gesto

Ouve, senhora minha, meu querer:
na sombra que ao sol encobre
no escuro véu que te recobre
me deixe agora a mão estender.

É parco o gesto de proteger
quando a ferida não é nobre
e embora nunca te dobre
aumenta dia a dia teu sofrer.

Toma da minha mão e apoia
tua forte, indômita coragem
que na mais turva água bóia

e renasça assim tua confiança
no claro dia, na feliz mensagem
que do Senhor Menino é aliança.

 

 

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