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Arco Íris: os poemas para o Anjo
ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração
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Soneto da Lua Cheia
Embaixo as nuvens brancas em novelo
a um lado o sol, do outro a lua cheia
entre elas tua imagem que tudo permeia
e teus olhos, deste mundo o meu elo.
Os anjos tocam: um o violoncelo
um outro o piano que alegre floreia
a canção diurna que no céu campeia
almas perdidas na busca do belo.
Abro o peito para tua luz tocar
tua música pelas veias ouvir
teu cheiro de jasmim me enfeitiçar.
Vem. Risca de leve meu ser dormente
deixa o teu riso inocente surgir
faz com que eu renasça: outra vez gente.
voando sobre as Minas Gerais, fevereiro 2000