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Arco Íris: os poemas para o Anjo
ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração
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Soneto do Puro Linho
quando descem os anjos em terra
e entre nós disfarçados caminham
sofrem os cardos que nos espinham
na humana veste que os encerra
desta rasteira dor que os aterra
pelos seres que os abespinham
eles pouco a pouco definham
ante a crueldade que os ferra
é preciso que recebam então
de outra terrestre companhia
a água, o vinho, o pão, a mão
o mais delicado carinho
a cicatrizar com nova alegria
a abrigá-los em puro linho