ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração
Soneto dos Espaços
Choras na noite tua mágoa.
Sofres. Mas não é teu sofrer
e sim o medo de causar frágua
que contorce todo o teu ser.
Deixa, senhora, que te berce
como se fosses inda menina
e para ti construa um alicerce
com minha corporal oficina.
Chora em meu ombro, amada.
Que a água corra de teus olhos
até secar a dor desembestada
e o medo destes cruéis abrolhos.
Então te tomarei em meus braços
e te levarei a vogar pelos espaços.