Arco Íris: os poemas para o Anjo

ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração

Soneto da Curva Suave

Era o espaço, simplesmente o espaço
em que a passos largos me perdia
ao som do vento a uivar na cercania
e do sol a me tirar pedaço a pedaço.

Era o tempo a juntar o meu cansaço
da rude vida construída dia a dia
afastando o sopro d’alma e a fantasia
— nave capturada em mar de sargaço.

Eis que encontro a curva do espaço tempo
no suave requebro do teu movimento
— melodia de anjos cantando em folgança

ciranda infantil rodando em sua dança —
e me embriago nesta alma destilada
que conduzes em teus olhos anunciada.

 

 

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