Arco Íris: os poemas para o Anjo

ser um estado de revolução permanente
amar com amor com paixão com coração

Soneto de Oxumaré

Em Íris vi um dia a doce Oxum
subindo a ria na onda da maré.
Para estar perto quis ser nenhum,
mas apenas ser o que não é.

Me tomou ela no cafarnaum,
me pôs no rio como tucunaré.
Era Irismar, que no adarrum
é a esguia serpente Oxumaré.

A que transforma e faz mudar
secou em meus olhos o pranto
só com silêncio prometendo.

Foi assim que, rainha do mar,
me puseste o tão claro encanto
de não mais ser e seguir sendo.

 

 

 

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