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O Anjo do Silêncio
Deixa que a noite desça,
manso linho
de lençol fresco em tempo de verão.
Deixa que desça bem devagarinho
com os anjos na ocupada vadiação.
É nas sombras da noite que perpassa
a teoria de arcanjos destinada
a guarda principal da humana raça.
Mal os vemos. Os outros, os de cada
dia que Deus nos dá, sentam-se à mesa,
mensageiros da límpida certeza,
provam do nosso leite e nosso pão.
Silêncio angelical, nos ilumina!
Corre através da noite a água da mina
que brota do lanceado Coração.
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