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Anjos em Terra desenhos de Nazareth Costa ilustrados por Odylo Costa, filho |
| Poema
para o Menino que Descansa na Rede A palha onde nasceu morou no lodo verde; no lodo mergulhou o boi entrando pelos pântanos; e todo o tempo o burro desastrado foi. Mas na rede onde agora se balança - entre os sons da trombeta e do violino - no alvo tecido humano em que descansa, nada impuro do chão toca o menino. Deixai-o ouvir a música dos anjos. Deixai-o entregue a esse louvor celeste, na aleluia incontida dos arcanjos. Logo despertará para a terrestre missão. Não veio para os anjos. Veio para a sorte dos homens, entre reis e pastores. Humano foi o seio que nascendo sugou. Na cruz vereis o seu corpo humaníssimo pregado. Que descanse por ora, nesse pano no tear materno em lágrimas regado. Seu destino de Deus é ser humano. |
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