Desde o come�o de sua exist�ncia que o homem tem fasc�nio pelo c�u. Os eg�pcios achavam que as estrelas eram as almas dos seus fara�s desaparecidos. Os gregos constru�ram nas constela��es toda uma mitologia com her�is e deuses. Os chineses achavam que seus primeiros imperadores eram filhos de meteoros que engravidaram as mulheres na Terra.



No entanto, nenhum povo da antig�idade levou t�o a s�rio os c�us que os habitantes da Mesopotamia. Eles registraram os movimentos dos planetas e das estrelas criando assim a astronomia, ci�ncia de observar os c�us e a astrologia, que � a pratica de ler press�gio atrav�s dos astros. Os astr�logos da antig�idade n�o liam o hor�scopo individual, eles liam algo relacionado ao rei, como as colheitas por exemplo.



A base da astrologia s�o os signos solares. Apesar de serem os mais importantes e conhecidos, atrav�s desse signo n�o se pode dizer muita coisa sobre a personalidade de uma pessoa.

Todo conte�do presente nessa p�gina � resultado de uma longa pesquisa sobre astrologia. Essa pesquisa foi a base de um trabalho sobre os signos solares. Diante de outros assuntos tamb�m muito interessantes ele conseguiu se destacar e se classificou em primeiro lugar.
Como come�ou a astrologia?
A Astrologia � considerada uma das mais antigas formas de conhecimento. A sua origem perde-se nos tempos.
Esta arte teve, provavelmente, a sua origem em tempos remotos quando a vida dos seres humanos estava intimamente ligada ao ciclos da Natureza.

A origem...

Num mundo de ca�adores e recolectores, os ciclos mais importantes seriam os ciclos lunares e os das esta��es. Estes ciclos condicionavam a ca�a e o tipo de alimentos dispon�veis.
A observa��o e estudo destes ciclos naturais levou o ser humano a criar todo um corpo de conhecimentos. A vertente simb�lica e m�stica destes conhecimentos viriam a constituir as bases da Astrologia, enquanto o aspecto "matem�tico" constituiria, mais tarde, a Astronomia. At� muito tarde na hist�ria da humanidade estas duas vertentes do conhecimento foram indissoci�veis.

Embora o vest�gio mais antigo de observa��o Astrol�gica/Astron�mica seja de 15.000 AC, a Astrologia, tal como a entendemos hoje, s� come�a a desenvolver-se com o sedentarismo causado pelo aparecimento da Agricultura (10.000 a 5.000 AC). A necessidade de compreender os ciclos torna-se vital para as colheitas. Com a atribui��o de cargas simb�licas a estes ciclos, desenvolve-se toda uma m�stica e uma metaf�sica ao redor do estudo dos astros.

Per�odo Mesopot�mico

Os primeiros astr�logos aparecem em 4.000 AC com o desenvolvimento das civiliza��es mesopot�micas e eg�pcias no M�dio Oriente. Come�am nesta altura a desenvolver-se os m�todos de observa��o e c�lculo astron�mico; paralelamente, desenvolvem-se tamb�m algumas das bases fundamentais da Astrologia, nomeadamente, o conceito de Zod�aco, as caracter�sticas planet�rias e a atribui��o das reg�ncias.
Os astr�logos desta �poca s�o conhecido por "caldeus", por grande parte deste conhecimento desenvolveu-se na Caldeia. Todo o panorama religioso � favor�vel ao desenvolvimento da Astrologia. Ali�s, esta � praticada por sacerdotes, enfatizando o seu lado m�gico, religioso e sagrado.
A Astrologia � utilizada para o estudo e previs�o de eventos colectivos. Os hor�scopos individuais raramente s�o utilizados; geralmente, s�o feitos apenas para os reis ou para figuras muito importantes para a na��o.

Per�odo Grego

Por volta de 700 AC a expans�o das rotas de com�rcio e do contacto entre os povos leva a que muito do conhecimento filis�fico, religioso e m�stico seja difundido. O interesse dos gregos pela Astrologia come�a a crescer.
A civiliza��o grega vai dar um grande impulso ao desenvolvimento da Astrologia. Figuras muito importantes, como Pit�goras, v�o trazer do M�dio Oriente todo um manancial de conhecimento que ser� apurado ao longo de s�culos. Surgem nesta altura as teorias geom�tricas e as grandes bases filos�ficas que sustentam a Astrologia moderna. Grandes pensadores gregos, como Anaximandro, Plat�o, Anaximenes e Arist�teles v�o desenvolver a Astronomia e a Astrologia com a cria��o de modelos f�sicos e metaf�sicos do Universo.

Com os gregos, a Astrologia torna-se um estudo organizado e adquire um estatuto escol�stico.

A civiliza��o grega vai definir as bases filos�ficas e promover a estrutura��o da Astrologia desenvolvida pelas civiliza��es do M�dio Oriente. At� aqui a Astrologia tinha uma fun��o religiosa que passa a ser substitu�da por uma abordagem mais intelectual e escol�stica.

Nos s�culos que antecederam o nascimento de Cristo, a Astrologia esteve principalmente centrada no estudo de determinados momentos e na an�lise de situa��es mundanas, cultivando uma carga muito fatalista e determinista.
S� na viragem do primeiro mil�nio da Era Crist� � que os hor�scopos individuais passam a desempenhar um papel importante. Desenvolve-se a Astrologia Natal e com ela implementam-se e reestruturam-se uma s�rie de conceitos, entre eles o Ascendente e as Casas Astrol�gicas.

O Novo Mil�nio

Nos primeiros s�culos da Era Crist� surgem uma s�rie de pensadores e de astr�logos. Escrevem-se muitos tratados e manuais. Destes estudiosos destaca-se Claudius Ptolomeu que na sua obra "Tetrabiblos" reune grande parte do conhecimento astrol�gico da �poca. Este livro vai tornar-se mais tarde uma das grandes bases da Astrologia �rabe e Europeia.
Com o crescimento do Cristianismo e queda do Imp�rio Romano (410 DC) surge duma forte corrente de anti-paganismo e a Astrologia torna-se pouco tolerada. S� determinadas abordagens s�o oficialmente toleradas embora a Astrologia continue a ser praticada na clandestinidade.
Com a constante hostilidade por parte da crescente religi�o crist�, a Astrologia refugia-se no mundo �rabe.

Per�odo �rabe e Medieval

A partir de 632 DC os �rabes v�o tornar-se uma das grandes pot�ncias do mundo ocupando todo M�dio Oriente, Norte de �frica e Europa.
Os �rabes v�o reunir todo o conhecimento grego, sum�rio, babil�nico e persa, entre outros. Eles v�o preservar o conhecimento antigo e desenvolver a Arquitectura, Medicina, Astrologia/Astronomia, Filosofia, etc. Por volta 700 DC come�am a surgir no mundo �rabe grandes pensadores, cujas obras de Astrologia v�o influ�nciar e modelar o pensamento Astron�mico/Astrol�gico ocidental.
Com o avan�o dos reinos do Norte sobre os territ�rios ocupados pelos �rabes inicia-se uma troca de conhecimento que vai permitir o desenvolvimento e a renova��o da Astrologia no mundo crist�o.
Muitas obras �rabes e gregas v�o ser traduzidas, e muito do conhecimento perdido � recuperado.
Os astr�logos conquistam um papel importante na sociedade, actuando como conselheiros junto dos reis e nobres. No entanto, os atritos com a Igreja continuam, atingindo o seu auge com o surgimento da Inquisi��o em 1536.

Decl�nio e Renascimento

O decl�nio da Astrologia come�a a fazer-se sentir com a Inquisi��o e, mais tarde, o Iluminismo, o desenvolvimento da Raz�o e a chamada "abordagem ci�ntifica". A separa��o final entre a Astrologia e a Astronomia d�-se em 1650. Ao deixar de ser ensinada na Universidade de Salamanca, em 1770, a Astrologia separa-se definitivamente do meio acad�mico.
As tentativas de ajustar o conhecimento simb�lico e metaf�sico da Astrologia � vis�o mecanicista do racionalismo cient�fico, causa uma excessiva simplifica��o e, por consequ�ncia, uma perda de qualidade. Tamb�m a descoberta dos planetas Urano e Neptuno vai "destruir" a suposta perfei��o do antigo sistema astrol�gico. Na tentativa de serem aceites, muitos dos astr�logos da �poca v�o tentar explicar cientificamente a Astrologia, o que leva � deturpa��o os princ�pios fundamentais deste ramo do conhecimento.
Podemos, no entanto, encontrar neste tempo alguns nomes sonantes da Astrologia, como Jon Dee e William Lilly.

Na segunda metade do sec. XIX, ocorre um revivalismo do esoterismo e da espiritualidade no Ocidente. Muitos conceitos e ramos de conhecimento esot�rico come�am a ser estudados e recuperados. Entre estes encontra-se a Astrologia.
Infelizmente, com o aumento da popularidade da Astrologia, surgem tamb�m os primeiros almanques, que divulgam uma astrologia demasiado simplificada e "popular". Exemplo disso � o aparecimento do conceito do "signo solar" e os primeiros "hor�scopos de revista".

Na passagem para o s�culo XX surgem novas correntes de abordagem � Astrologia. Com o surgimento da Psicologia e o crescente interesse no desenvolvimento pessoal nasce a Astrologia Psicol�gica e a Astrologia Humanista.
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