| LEMBRAN�AS |
| O que eu sou ? J� n�o me lembro. O tempo esqueceu no espa�o, Na solid�o do meu cansa�o Que repousa na imensid�o perdida Sem espa�o e brisa, Sem bra�o e sem vida. O vento que repousa nas �guas turbulentas Desse pensamento insano Dessa tristeza vil, Que desmorona o pranto, E cobre de dor minha mat�ria sofrida Cansada de tanta f�ria De tanta tristeza De tanta desilus�o. As vagas que pululam Nesse mar de gente, Que passa com o o cora��o ausente Cheio de desventuras Ou cheio de tanta luxuria. Passa por mim como o vento Sem deixar alento Trazendo um frio tremendo No meu dorso exposto A esse sol intenso. |
| Inseguran�a De tanta inseguran�a A alama cansa de suporta O que parecia eterno e verdadeiro E as desventuras dos caminhos Qe nos levam a destinos ermos Passam a figurar no dia-a-dia Da vida insegura E a amente cansada De tanta pergunta sem respota Prefere ficar inerce A merc� deo que possa acontecer |
| Tempo Tempo que muda o tempo. Tic-tac! que uda a esperan�a do tempo ruim findar Tempo que n�o muda o pensar. Tic-tac! Tempo que une, Tempo que separa a vida da morte. Tempo que passa, Que tranca o passado Em uma caixinha de surpresas Pronta para o presente. Tempo que vem sorrateiramente E leva a juventude Sem que nos darmos conta da verdadeira situa��o. |
| Inc�modo Inc�modo � passar pelas ruas E ver toda aquela gente catando lixo para comer e sobreviver. Inc�modo � ver uma crian�a no sinal Implorando a gente para comprar um doce. Inc�modo � n�o ter para onde ir, Inc�modo � n�o ter onde morar. Inc�modo � n�o ter trabalho. Mas, mais inc�modo ainda � n�o se ter uma vida digna � n�o viver com dignidade. |
| Cren�a E eu que acredito em tudo Fico aqui com esse sentimento absurdo. Eu que acredito em tudo Tenho que esquecer As palavras de um sonho Que um dia pareceu-me real. E eu que pensava que o amor era grande Hoje n�o � grande lembran�a Nem do que n�o aconteceu. S�o apenas pensamentos Esquecidos no tempo... |
| Final Tudo � t�o simples que cabe num cart�o postal. E se a hist�ria � de amor n�o pode acabar mal. O adeus traz a desperan�a escondida, Para qu� sofrer com despedida Se s� vai quem chegou, E quem vem vai partir? Voc� sofre, se lamenta Depois vai dormir. |