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CRIAN�AS
Crian�as
alegres ou sofridas,
Jovens, maduras, velhas
De tanto ver a experi�ncia
For�ada das suas vidas
Que mesmo desprez�veis,
Traz-lhes a surpresa de um canto,
Tamanho encanto
Que passa em seus olhos
Mesmo que sejam assim t�o emba�ados,
Pelo mau tempo da tempestade
Que lhes varre o pensamento de esperan�a
De que a tempestade n�o dura a vida
Inteira e � uma mera passagem
Por suas vidas....
Crian�as.
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Julinho, Agatha e Juliana
Crian�as sensatas, humanas e
Delicadas
Seguras de si,
E do seu potencial
Crian�as
Que n�o mentem,
E procuram exprimir as id�ias
Dos seus cora��es �s vezes tristes,
�s vezes felizes.
E demonstram sempre suas vontades,
Suas tristezas, suas amizades
Seus amigos ocultos,
E insepar�veis.
Secretos, severos
E concretos
Mesmo nos sonhos
E nos seus pensamentos.
Crian�as pequenas,
Negras, grandes
Brancas, mulatas, morenas,
Amarelas, sem nome
E sem face.

Que mostrar o sofrimento no corpo
Com a fome que lhes abrasa a alma,
Que mesmo fartas de tanta neglig�ncia
E dor, sempre se aprazem com o nada
Ou com o que passa pela sua frente
E traz a esperan�a de um dia melhor.
Crian�as, ricas de alegria.
Isabela
Guerreiros da noite

Guerreiros da noite
S�o  estrelas das ruas escuras.
S�o cavaleiros errantes
Que passam depressa como rel�mpago
Em noite de tempestade
Na escurid�o.
Guerreiros
S�o a esperan�a de paz
Em um mundo cheio de d�vidas
Cheio de desilus�es.
Guerreiros
S�o seres eternos
Que  brincam no deserto
Das praias distantes.
Que cantam seus hinos
Que destroem o inimigo
Nos montes altos
Onde a vis�o n�o consegue chegar.

Guerreiros da luz,
Guerreiros da paz,
Guerreiros do sol,
Guerreiros do amor.

Viva o guerreiro
Que nos traz esperan�a
E nos livra da dor!
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