Lendas da Amaz�nia
A Lenda do Guaran�
A Vit�ria-R�gia ou Vit�ria Amaz�nica recebeu esse nome em homenagem a Rainha Vit�ria da Inglaterra quando visitou a Regi�o Amaz�nica no in�cio do s�culo XX.

A Lenda

Conta-se que em uma tribo havia uma bela jovem que sonhava encontrar o seu guerreiro e com ele casar. Ela pensava que esse guerreiro morava na lua e portanto ficava horas admirando a lua. Muitas vezes ela ficava � beira do rio apreciando a imagem da lua refletida n��gua clara e transparente.

Um dia a jovem se jogou no rio porque achava que iria at� onde estava o seu guerreiro, na lua.
Como n�o sabia nada, morreu afogada e Tup�, o Rei do Trov�o para compensar a perda irrepar�vel para a tribo, transformou o corpo da bela jovem, numa planta linda, redonda com cerca de 2 metros de di�metro. Esssa planta se chamou Vit�ria-R�gia que floresce sempre quando o rio est� cheio, sua flor � linda de cor branca ou r�sea.
A lenda da Vit�ria R�gia
As lendas aqui escritas n�o foram tiradas de livros, portanto n�o divulgo nenhuma bibiliografia. S�o est�rias passadas de pai para filho. E o meu pai Jaime, muito me ajudou na descri��o das lendas. O relato � t�o rico em detalhes parecendo que ele viveu aquele momento.
Lenda da On�a D��GUA
A lenda da On�a D��gua ou Tapira Iauara. Talvez j� tenha existido porque desde crian�a ouvia meus av�s me contarem sobre a hist�ria desse animal, que dizem � medonho, pois deixa rastro de destrui��o por onde passa.
Ela tem o corpo parecido com uma on�a pintada e as patas de um boi. Ela vive dentro d��gua, por isso, um animal aqu�tico. Dizem os moradores das regi�es mais distantes da amaz�nia que esse animal s� sai d��gua para ca�ar ou quando se sente incomodado com alguma coisa, por exemplo, n�o se pode queimar penas ou ossos de animais silvestres, pois a fuma�a incomoda o animal, trazendo-o a superf�cie. A on�a d��gua � temida por todos porque � muito grande e tem uma for�a enorme. � dif�cil de ser captura. Tal vez j� tenha se exting�ido da Regi�o Amaz�nica.
Numa tribo da Floresta Amaz�nica vivia um menino (curumim) que alegrava a todos da aldeia. Ele gostava de ca�ar, pescar e brincar com as outras crian�as da tribo e como era muito bonito, sempre era advertido pelos mais velhos que n�o fosse pescar, tampouco ca�ar muito distante da tribo sozinho, pois havia um "anjo mau" chamado Jurupari que tinha inveja de tudo o que era bonito e tramava pegar o curumim. O menino, sempre muito esperto nunca se distanciava da tribo para n�o ser pego de surpresa por Jurupari. Por�m, um dia, distraiu-se ao ver alguns p�ssaros na floresta e os seguiu, desviando do seu caminho costumeiro. Jurupari que observava de longe, aproveitou a oportunidade e seguiu o curumim para peg�-lo e mat�-lo. Quando o menino estava destra�do, Jurupari, o esp�rito do mal, se aproximou e matou o garoto.

J� estava ficando tarde e todos estavam bastante aflitos com o sumi�o da crian�a, e ent�o resolveram procur�-lo. Infelizmente encontraram o menino morto. Todos ficaram muito tristes e chorosos. Foi ent�o que Tup�, o Reio do Trov�o lhes aconselhou a retirar os olhos do garoto e enterr�-los separados do corpo, pois depois de algum tempo receberiam um presente. Os �ndios obedeceram a Tup� e enterraram os olhinhos do menino. Depois de alguns dias, no lugar onde os olhos foram enterrados, nasceu uma planta
bonita e que depois de alguns meses cresceu e deu uma fruta que parecia com os olhos do garoto. Essa planta se chamou Guaran�.

O munic�pio de Mau�s, no Amazonas, � o maior produtor de guaran�.
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