&variavel1=Valor da variável 1 A toupeira-marsupial parece-se muito com uma toupeira verdadeira pelo talhe e a forma geral. Mede de 9 a 18 cm sem a cauda, que chega a uns 2 cm de comprimento. Sua belíssima pelagem, longa e sedosa, tem uma coloração que pode ir do branco ao ruivo dourado. O focinho e protegido por uma placa córnea de cor alaranjada. Como a toupeira, a toupeira-marsupial adapta-se notavelmente a vida subterrânea. Os membros anteriores mostram-se providos, cada um, de duas garras possantes, longas e achatadas. As vértebras do pescoço, soldadas, aumentam notavelmente a rigidez do corpo. As orelhas desprovidas de pavilhão os condicionam a audição muito limitada. E os olhos, medindo 1 mm de diâmetro, não tem pupila nem cristalino e ficam escondidos sob a pele. O nervo óptico existe, mas, muito reduzido, não parece funcional. Os dentes pontudos, nitidamente separados e muito pouco diferenciados, como nos Insetívoros, apresentam a fórmula dentaria: incisivos 12 a 14; caninos 14; pré-molares 8; molares 16. A biologia da toupeira-marsupial esta condicionada, pela sua adaptação, a um nicho biológico preciso, ou seja, a camada móvel do solo, onde consegue os insetos, os vermes e os vegetais de que se nutre. Parece ter hábitos pouco menos subterrâneos do que a verdadeira toupeira. Nunca se aprofunda no solo, sendo encontrada a 8 cm de profundidade, aproximadamente. Os membros posteriores empurram para trás a terra cavada pelos membros anteriores, com o auxilio do focinho, o que faz com que o animal se desloque sob a terra sem deixar galerias permanentes como faz a toupeira verdadeira. Nada se sabe sobre os hábitos sexuais da toupeira-marsupial, mas supõe-se que a fêmea cave um abrigo profundo e permanente para a parição que se dá em novembro e para abrigar sua prole. A bolsa marsupial da fêmea, dividida em dois compartimentos, tem uma teta em cada um. O número de filhotes é, assim, forgosamente muito limitado. Como detalhe curioso, assinala-se que o macho possui um esboço de bolsa marsupial. A descoberta da toupeira-marsupial é relativamente "recente", pois data de 1888. Considera-se geralmente que se trata de um animal muito raro, mas pode ser que sua raridade não seja senão aparente. Vivendo sob a terra nas zonas arenosas quase inacessíveis da África central, a toupeira-marsupial toma-se evidentemente difícil de ser observada. Alguns naturalistas consideram que existem 2 espécies de toupeiras-marsupiais, mas a segunda espécie, batizada Notoryctes caurinus não foi ate agora representada senão por um único espécime encontrado na Austrália ocidental, de modo que sua existência continua contestada.