&variavel1=Valor da variável 1 O rato-do-mel, também chamado opossum-do-mel (gambá ou cassaco-do-mel), tem de 7 a 8 cm de comprimento e sua cauda, preênsil e semeada de pêlos esparsos, mede de 9 a 10 cm. Este Marsupial é reconhecido pelo focinho afilado e alongado, formando uma espécie de tromba, e por sua língua protrátil. As unhas rudimentares, salvo nos dedos II e III, unem-se por uma membrana. O número do dentes mostra-se mais reduzido do que nos outros Falangerídeos. O marsúpio, apesar de bem desenvolvido, apresenta uma abertura muito estreita. O pêlo curto, rugoso, grosseiro, de cor cinzenta, tem 3 raias negras sobre o dorso e na parte inferior do corpo apresenta-se branco-amarelado. Este singular animalzinho habita a parte sudeste da Austrália. Nutre-se de mel e do néctar das flores, comendo ocasionalmente insetos que aí se encontrem grudados, mas, neste caso, rejeita geralmente a cabeça, as asas e as patas. A alimentação melívora toma-se excepcional nos mamíferos, sendo-lhes necessária para satisfazê-la, a conquista de um nicho ecológico, habitualmente reservado aos insetos e a certos pássaros. Essa alimentação líquida e muito rica está ligada a modificações profundas dos órgãos da nutrição. A língua, que se insinua na corola das flores, tem a forma alongada, enquanto os dentes, sem utilidade regridem. O tubo digestivo também modifica-se e um enorme ceco forma uma espécie de segundo estômago, no qual os alimentos se transformam por uma flora bacteriana muito abundante. Esta atividade bacteriana muito intensa evita as carências alimentares devidas a um regime essencialmente composto de açúcar. Os ratos-do-mel vivem em ninhos abandonados, às vezes de pássaros. Mas, geralmente, em abrigos arredondados fixados entre dois ramos, que eles próprios constroem muito habilmente, utilizando-se de folhas e ramúscolos.