&variavel1=Valor da variável 1 O lobo-marsupial ou tilacino, a que hoje se dá o nome de lobo-da-tasmânia, parece-se obviamente com o lobo. Tem o corpo alongado, cabeça de Canídeo, focinho bem conformado e orelhas retas. Seus membros mostram-se relativamente curtos e sua dentição é típica de um carniceiro. Apresenta a particularidade, que partilha, aliás, com outros Marsupiais, de ter a mandíbula articulada de tal forma que pode abrir a goela mais amplamente que a maior parte dos Carnívoros, com os 2 maxilares quase do mesmo tamanho. O traseiro parece muito com o do cão, só que com a cauda mais longa, mais rígida e mais larga na base do que na extremidade. Possui marsúpio normal, que inclusive se encontra esboçado no macho. Como os Canídeos, o animal é digitígrado. O lobo-marsupial é o maior dos Marsupiais carnívoros. Vai além de 1 m de comprimento e sua cauda mede uns 60 cm; os machos velhos podem atingir um comprimento total de 1,90 m. A pelagem, curta e ligeiramente lanosa, tem uma tonalidade marrom-acinzentada, estriada no dorso e na garupa por 16 faixas transversais negras, e a cauda, recoberta de pêlos macios na raiz e eriçados no resto de sua extensão, está quase sempre levantada. A expressão da face e, em particular, o olhar diferem completamente dos de um cão. Os lobos-marsupiais, relativamente numerosos na Tasmânia quando os colonos brancos ali chegaram, logo se puseram a pilhar galinheiros e criações de carneiros, até que as armas de fogo os obrigaram a se retirar das terras. De hábitos noturnos, evitavam com cuidado a luz do dia, por causa da extrema sensibilidade de seus olhos, protegidos, aliás, por uma membrana nictitante. À noite, saíam à caça, não procurando sequer evitar os cães, com os quais muitas vezes levavam a melhor. Nutriam-se de animais de porte médio, vertebrados e invertebrados, tais como insetos, moluscos e mesmo equinodernos. Nas praias, buscavam os animais rejeitados nas costas pelo mar. Individualmente, aos casais ou, às vezes, em pequenas maltas familiais, viviam da caça rápida aos cangurus e perseguiam os ornitorrincos nos rios Em caso de necessidade, adaptavam-se a qualquer alimentação e até os espinhos da équidna não chegavam a afastá-los. De 1888 a 1914, os colonos liquidaram pelo menos 2.268 tilacinos. Depois, este Marsupial tornou-se de tal modo raro que quase todos pensam que a espécie está, atualmente, extinta. Desde 1930 não é mais encontrado e não existe, também, nenhum em cativeiro porque nunca se reproduziram em jardins zoológicos. O último tilacino vivendo em cativeiro morreu em 1933 no zôo de Elobart, na Tasmânia, e o último do zôo de Londres tinha sucumbido pouco tempo antes, em 1931. Pensa-se entretanto que alguns animais ainda possam existir na Tasmânia, nas regiões florestais inacessíveis ao homem, onde foram encontrados, há pouco mais de 10 anos, pêlos que pareciam ser de um lobo-marsupial. Para tentar salvar, se ainda for tempo, esta espécie tão interessante para a ciência, uma vasta zona da Tasmânia foi posta sob proteção especial.