&variavel1=Valor da variável 1 Os Fascogalíneos, os menores marsupiais atualmente vivos, constituem uma subfamília dos Dasiurídeos que compreende numerosas espécies insetívoras, semelhando-se, por seu aspecto exterior, aos ratos e camundongos placentários. O camundongo marsupial de cauda tufosa, do gênero Phascogale, vive nas árvores tão agilmente como os esquilos. Mede uns 20 cm e se reconhece pela cauda, tão longa quanto o corpo e terminada, a partir da metade posterior, por um tufo de pêlos negros. Estes pêlos sedosos, eréteis, quando o animal está em atividade, dão à cauda o aspecto de uma escova de limpar garrafas e aderem a cauda, ficando pouco visíveis, quando o animal está em repouso. O camundongo-de-cauda-tufosa alimenta-se de insetos, mas também de pequenos mamíferos, lagartos e pássaros e ao que parece não come carniça. Pode acontecer que faça incursões danosas nos galinheiros mas, no conjunto, mostra-se útil pela destruição de camundongos verdadeiros e insetos nocivos. Os camundongos-marupiais-de-pés-largos do gênero Antechinus medem 10 a 15 cm e mais quase outro tanto de cauda. O macho pesa 50 g, a fêmea 25. Pode-se reconhecê-los pelos pés curtos e largos e pela cauda, coberta com pêlos finos. Os coxins plantares são mais ou menos estriados, conforme o animal seja mais ou menos arborícola. Noturnos, ativos, furtivos, os camundongos-marsupiais-de-pés-largos habitam a Austrália, a Tasmânia e a Nova Guiné. Embora ainda numerosos e ocorrendo em muitas regiões, os gatos domésticos lhes fazem guerra constante. Nutrem-se sobretudo de insetos, mas também de pequenos vertebrados e do suco das flores ricas em néctar. O acasalamento se dá uma vez por ano, no princípio de agosto. Os filhotes, em número de 3 a 8, nascem após uma gestação de 30 a 33 dias, medindo de 4 a 5 mm, pesando 0,016 g e sendo nutridos pela mãe durante 3 meses. Os camundongos-marsupiais-de-pés-estreitos do gênero Sminthopsis se encontram em diversas regiões da Austrália e freqüentam tanto os desertos de areia como as florestas úmidas. Alguns medem apenas 5 cm e os maiores não passam de 12 cm, sem contar a cauda, que, às vezes, chega ao dobro do comprimento do corpo. A bolsa marsupial apresenta-se mais desenvolvida do que nas outras espécies e as ninhadas são de 6 filhotes. Os camundongos-de-pés-estreitos têm hábitos exclusivamente noturnos. Passam o dia numa toca ou num ninho de folhas e ervas construído sob as moitas ou troncos de árvores caídas. Alguns são ágeis em grimpar mas, no conjunto, vivem principalmente no solo, sobre o qual correm com as caudas levantadas acima do corpo ou vão aos saltos. Nutrem-se essencialmente de insetos capturados no solo, embora alguns sejam tão bons saltadores que chegam a apanhar borboletas em pleno vôo. Os gerbos-marsupiais do gênero Antechinomys vivem como os verdadeiros gerbos nas regiões desérticas. Sua pelagem, muito macia e muito fina, é essencialmente composta de pêlos de feltro, cinzentos no dorso e geralmente brancos no ventre. A cauda, muito longa, termina por um grande tufo de pêlos longos e escuros. As orelhas são particularmente grandes. Os gerbos-marsupiais se deslocam saltando e são bem adaptados a esse modo de progressão. Seus membros posteriores muito alongados terminam em mãos estreitas, munidas de uma saliência em forma de coxim e só possuem 4 dedos. Como os gerbos verdadeiros, passam as horas quentes do dia em luras profundas e se defendem contra a secura, graças a uma urina muito concentrada. Caçam à noite, no crepúsculo e, ao amanhecer, nutrem-se de insetos e de pequenos vertebrados, especialmente de camundongos placentários (Mus musculus) que pululam na Austrália. Encontram-se gerbos-marsupiais em todas as planícies arenosas da Austrália, mas tornam-se cada vez mais raro e, provavelmente, estão em via de extinção.