&variavel1=Valor da variável 1 O numbate recebe muitas vezes o nome de tamanduá-marsupial por causa de sua alimentação muito especializada. Esta alimentação forneceria, fosse necessária, a prova de que os Marsupiais constituem uma ordem que tinha vocação para ocupar todos os nichos ecológicos possíveis. É um pequeno animal, com uns 20 cm de comprimento, mais uns 15 cm de cauda, pesando de 300 a 400 g, e que mostra uma cabeça muito pontuda, patas posteriores um pouco maiores que as anteriores, as plantas dos pés nuase os dedos separados. Sobre o peito, ao nível do esterno, encontra-se uma região glandular, comum aos indivíduos de ambos os sexos, que produz uma secreção mais abundante nos machos, observando-se na fêmea a ausência da bolsa ventral. A dentição, que merece ser assinalada porque o número de dentes ultrapassa o de todos os outros mamíferos, com exceção de alguns tatus e Cetáceos, compreende 52 dentes, com a seguinte distribuição: 14 incisivos; 4 caninos; 12 pré-molares e 22 molares. A língua apresenta-se longa, fina, cilíndrica e protrátil. O corpo, inteiramente recoberto de pêlos cerrados, de cor castanha, tem a parte posterior raiada transversalmente por 6 ou 7 faixas brancas. Ao contrário da maioria dos Marsupiais, o numbate tem hábitos diurnos. Vive nas florestas de eucaliptos do sudoeste da Austrália, onde se abriga sob as raízes e nos ocos das árvores, nas fendas dos rochedos e em outros refúgios que defende, se necessário, com muita coragem. Animal solitário, passa a maior parte de seu tempo disponível procurando alimento, principalmente constituído por formigas e, sobretudo, por cupins. Como o tamanduá, ele arrebenta os cupinzeiros e introduz sua longa língua pegajosa e só a retira quando bem cheia de insetos. Parece que consome também, em caso de necessidade, resina de eucaliptos e até ervas. A fêmea dá à luz seus filhotes, geralmente 4, na primeira metade do ano. Como em outros Marsupiais, eles nascem em estado embrionário e terminam sua formação suspensos às 4 mamas maternas, mas, como a mãe não tem bolsa ventral, são protegidos unicamente pela pelagem longa do ventre. Ao inverso dos outros Marsupiais carnívoros, o numbate mostra-se dócil e absolutamente inofensivo. Quando capturado, não reage senão com uma espécie de grunhido. Muito pouco prolífico para lutar contra a concorrência dos carnívoros placentários introduzidos na Austrália pelos colonos brancos, está atualmente ameaçado de extinção.