&variavel1=Valor da variável 1 Como se verifica entre os cangurus propriamente ditos, o corpo do canguru-vermelho se alarga de diante para trás. sendo a região lombar a mais desenvolvida devido às dimensões e a robustez dos membros posteriores. O comprimento dos pés e a potencia da cauda permitem-lhe progredir aos saltos. As patas posteriores, sem o halux, são providas de 4 dedos com unhas longas e robustas, tendo a quarta unha a forma de casco. A cauda, maior e mais grossa que nos outros mamíferos, tem músculos muito desenvolvidos e os pés anteriores, geralmente com 5 dedos armados com unhas recurvadas, uniformemente desenvolvidas, servem de mãos para segurar o alimento e também para o ataque e a defesa. O canguru-vermelho é o maior dos Marsupiais. Em pé, o macho adulto pode ultrapassar 2 m de altura. O comprimento da cabeça e do corpo varia de 80 cm a 1.60 m e o da cauda de 70 cm a 1,10m, com a fêmea apresentando-se quase um terço menor que o macho. A pelagem, muito macia, quase lanosa, tem coloração cinza-marrom, mais clara nas partes inferiores do corpo, e a cauda, meio-marrom, adelgaça-se para a extremidade. Encontravam-se, outrora, cangurus em toda a Austrália oriental e suboriental, assim como no extremo sul e na Tasmânia, mas a caça excessiva de que foram vitimas, impeliram-nos para o interior do país, onde cada vez tornam-se mais raros. Quando se desloca lentamente, pastando. Por exemplo, o canguru adota um andar curioso com "cinco pés", tornando apoio sobre a cauda e membros anteriores, enquanto levanta os membros posteriores. Já para acelerar sua marcha recorre a saltos que cobrem normalmente de 1,20 a 1,90m, mas que podem ir alem de 10 m (um salto de 13.50 m já foi registrado), quando o animal e perseguido. Sua velocidade atinge, então, 41 km/h. Na água revela-se um ótimo nadador, relativamente rápido e resistente. O canguru, herbívoro, gosta das grandes planícies de ervas, semeadas de moitas de arvores. No verão, procura de preferência, os lugares úmidos e passa o inverno nas regiões mais secas. Animal essencialmente sociável, forma rebanhos mais ou menos numerosos, guiados por um velho macho. De hábitos noturnos, alimenta-se à noite e repousa durante as horas quentes do dia. O canguru não tem período de reprodução determinado, mas a maioria dos filhotes nasce no inverno. Os acasalamentos provocam combates encarniçados entre os machos, que se agarram com os membros anteriores e procuram atingir o ventre do rival com as linhas dos membros posteriores, chegando. assim, a causar graves ferimentos. Pouco prolífico, as espécies maiores tem uma parição comum de 1 filhote. raramente 2, e as parições trigemelares ocorrem excepcionalmente. A gestação, muito curta, leva somente 39 dias no canguru-gigante e para dar a luz à fêmea deita-se sobre o dorso, levantando o mais possível o púbis de modo que o orifício genital fique em posição alta. Este orifício genital tem, ao mesmo tempo, funções urinarias e intestinais. Assim que o feto rompe seu invólucro, o tropismo faz com que abandone essa cavidade. Neste estado, o embrião, que mede apenas alguns centímetros, apresenta-se muito pouco desenvolvido e só os seus membros anteriores executam movimentos inconscientes de reptação. A mãe lambe e umedece sua pelagem entre o órgão genital e a bolsa marsupial e como ela esta deitada e o púbis fica mais alto que a bolsa. O feto segue este aclive natural e escorregadio e cai no marsúpio. Este deslizamento do feto leva uns 10 minutos. Assim que o embrião penetra na bolsa, uma teta ereta se introduz em sua boca e se dilata. ligando mãe e filho sem possibilidade de separação. Durante todo o seu estagio no marsúpio o embrião respira pelas narinas e por sua própria conta. Quando atinge um certo tamanho, o pequeno canguru se arrisca a por o focinho fora da bolsa e começa a comer algumas ervas, enquanto sua mãe tica sentada. A mãe continua a cuidar de seu filhote e, a principio, não permite a ninguém tocá-lo, nem mesmo o macho. que mostra sempre grande curiosidade e se aproxima constantemente para ver o filho. Quando a mãe precisa saltar sobre o filhote se recusa a esconder-se inteiramente na bolsa, ela o força com as patas dianteiras. Num certo estágio de seu crescimento, o filhote começa a sair do refúgio, mas volta imediatamente se aparecer algum perigo. Embora a alimentação do canguru se componha entre tudo de ervas e folhas, mostra-se bastante variada, incluindo raízes, cascas de árvores, brotos e frutos. Extremamente sóbrio, ele pode passar muito tempo sem água, incríveis 2 a 3 meses!! em certos casos, e mesmo indefinidamente quando passa os dias em grutas frescas, ainda que a temperatura exterior ultrapasse 45ºC, como acontece muitas vezes. Mas apesar desse animal extraordinário ser super adaptado, eles foram caçados brutalmente por anos a fio, que hoje estão ameaçados de extinção. Acusados pelos colonos de concorrer com as ovelhas, os caçadores profissionais matavam-nos e vendiam sua carne para fabricantes de alimentos enlatados, destinados a animais, principalmente cães e gatos!! Todos os cangurus suportam muito bem o cativeiro e, quando observadas as condições adequadas, desenvolvem-se sem a menor dificuldade.