Catalunha
É noite na cidade Barcelona
que mal conheço.
Janelas abertas (Barcelona entre parênteses)
Primavera
ainda tão fria
O gato
o lance de dados:
JJQ © ¨ ª espalhados
- que significado
no chão da cozinha
ao acaso?
No dia de tantas paisagens Palamós
planícies, árvores,
tarde de álamos desnudados
palavras tantos pássaros
Manhã
de mar enevoado
onde ancoraram meus passos
Para depois perfazer Girona
sinuosos caminhos
de pedra com pedra
de pedra sobre pedra
escadas
cidade que escalei
ao som do sino
da catedral no alto
passeio pela alma medieval
assimétrica
de la Ciutat Vell
O tempo nos desvãos das pedras
roladas
grandes e pequenas
Tempo sem relógios Museu de Arqueologia
macerado
na roda dos séculos
pinheiros ponteiros
furam o céu de abril
e vão varar intensos o azul de maio
A noite sobre a cidade Barcelona
cujos segredos e verdades desconheço
na mente ainda um labirinto
cercado de muntanyas
desaparecidas
agora
só vejo ao longe luzes
verdes, brancas, amarelas
a brilhar entre os gerânios
vermelhos e a rosa
das floreiras
no peitoril
da janela.