CRISTO participou das emoções humanas, como o temor, a
tristeza, o temor da morte. CRISTO conhece experimentalmente todas essas
coisas, pois participava perfeitamente das condições humanas.
Não estava acima delas, participou diretamente das mesmas. Desse
modo, a autêntica humanidade de JESUS é ensinada contra
o pensamento docético,que fazia de JESUS CRISTO apenas uma figura
angelical cuja participação na humanidade seria apenas
aparente, e não real.
"ANTES, A SI MESMO SE ESVAZIOU, ASSUMINDO A FORMA DE SERVO, TORNANDO-SE
EM SEMELHANÇA DE HOMENS; E, RECONHECIDO EM FIGURA HUMANA".
(Heb. 2:7).
Tudo quanto CRISTO fez, sofreu e experimentou, fê-lo como homem.
Quanto às suas vitórias e milagres ele aprendeu a usar
o poder do Espírito que está à disposição
de todos os homens; por isso, a declaração que diz que
podemos fazer obras como as suas, e maiores ainda, apesar de extremamente
objetiva, é veraz.
"EM VERDADE, EM VERDADE VOS DIGO QUE AQUELE QUE CRÊ EM MIM
FARÁ TAMBÉM AS OBRAS QUE EU FAÇO E OUTRAS MAIORES
FARÁ, PORQUE EU VOU PARA JUNTO DO PAI".
(João, 14:12).
Ele se limitou às condições humanas a fim de mostrar
o grande potencial da humanidade quando impulsionado pelo Espírito.
Esse poder o transformou como homem espiritualizando-o, tomando-o o
Pioneiro do caminho, e não apenas o próprio caminho. CRISTO
mostrou-nos como os homens podem ser espiritualizados, assim chegando
a participar de sua natureza celestial, tal como ele antes compartilhou
perfeitamente da nossa humilde humanidade.
Mas, meus amados, JESUS, poderia ter caído em pecado? Se respondermos
do ponto de vista de sua humanidade, teremos de afirmar que as tentações
e provas por que passou JESUS foram reais, e que, como homem, poderia
ter incorrido em pecado, embora sua elevadíssima espiritualidade
não lhe permitisse faze-lo. Por conseguinte, temos aqui um paradoxo,
não havendo como solucionar adequadamente a questão. Contudo,
não percamos de vista a mensagem do versículo à
nossa frente. JESUS, como homem, exibia elevadíssima espiritualidade.
Suas qualidades espirituais não eram automáticas, mas
resultavam de uma luta muito intensa, através da vitória,
sobre o pecado, diante do qual, jamais cedeu. Entrementes, ele desenvolveu
elevadas virtudes morais positivas(Gal.5:22 e 23). Assim sendo, JESUS
foi o Pioneiro do caminho, tendo-nos mostrado, como devemos desenvolver-nos
espiritualmente, através da dedicação absoluta.
JESUS possuia nosso tipo de natureza, juntamente com as suas fraquezas.
Não obstante, triunfou! Como se observa, nada podia tirar JESUS
de seu propósito messiânico, que significa que ele era
mais poderoso que o próprio tentador. (Mat. 4:1-11).Aqui, porém,
sua vitória sobre a tentação visa mostrar o que
a natureza humana pode fazer e como ela deve ser, quando devidamente
impelida pelo ESPÍRITO SANTO. Suas tentações têm
por fito mostrar-nos que ele se identificou totalmente conosco, sem
qualquer limitação.
Ele era humano tal e qual somos humanos, não possuia alguma natureza
humana diferente, como a do homem antes da queda. Ele foi enviado na
semelhança de carne pecaminosa, isto é, compartilhou da
mesma natureza dos homens, a qual fora debilitada e degradada pelo pecado,
embora ele mesmo não tivesse qualquer pecado pessoal. Contudo,
ele compartilhou do desastre da natureza humana, que resulta do pecado.
"PORQUANTO O QUE FORA IMPOSSÍVEL À LEI, NO QUE ESTAVA
ENFERMA PELA CARNE, ISSO FEZ DEUS ENVIANDO O SEU PRÓPRIO FILHO
EM SEMELHANÇA DE CARNE PECAMINOSA E NO TOCANTE AO PECADO; E,
COM EFEITO, CONDENOU DEUS, NA CARNE, O PECADO".
(Rm. 8:3).
A escritura sagrada é muito farta sobre a impecabilidade de JESUS.
"AQUELE QUE NÃO CONHECEU PECADO, ELE O FEZ PECADO POR NÓS;
PARA QUE, NELE, FÔSSEMOS FEITOS JUSTIÇA DE DEUS".(2
Co. 5:21).
JESUS mostrou que a natureza humana é impecável. A natureza
humana pervertida é que peca. Daí resulta a necessidade
de redenção. A impecabilidade de CRISTO ofereceu-lhe lugar
mais elevado a conseqüentemente superioridade para o sumo sacerdócio,
pois ele, diferentemente de outros, não precisa oferecer sacrifício
por si mesmo. Todo seu labor pode ser assim devotado a seus irmãos.
Assim, mediante o sacrifício de si mesmo, ele eliminou o pecado
para sempre - Heb. 9:26 - livrando os filhos de DEUS de sua luva de
ferro e
dando-lhe um lugar de acesso a DEUS Pai. E da segunda vez em que
ele aparecer - parousia - não haverá mais necessidade
de
cuidar da questão do pecado.
A impecabilidade de CRISTO, pois, deve significar mais do que a rejeição
de atos pecaminosos, ele nunca favoreceu a atitude do pecado; não
pecou em seus desejos e em seus motivos e, muito menos em suas ações.
Ele msmo deixou claro que o pecado reside nos desejos e motivos dos
homens, e não apenas em atos pecaminosos.
"OUVISTE QUE FOI DITO: NÃO ADULTERARÁS". (Mat.5:27).
Em sua vida terrena ele teve um admirável discernimento sobre
os homens, uma estranha sensibilidade para com as necessidades humanas
ao seu derredor. Segundo diz o autor do quarto evangelho:
"JESUS "...NÂO PRECISAVA DE QUE ALGUÉM LHE DESSE
TESTEMUNHO A RESPEITO DO HOMEM, PORQUE ELE MESMO SABIA O QUE ERA A NATUREZA
HUMANA".
(João, 2:25).
Ele suportou todos os testes, mas sem pecado. Não se pode duvidar
que nenhum homem, em toda a história, têm sujeito a tão
cuidadoso e crítico escrutinio como o homem JESUS. Os homens
têm sondado sua vida e palavras, mas seu desafio continua de pé:
"QUEM DENTRE
VÓS ME CONVENCE DE PECADO?
SE VOS DIGO A VERDADE ,
POR QUE RAZÃO NÃO ME CREDES?"
(João, 8:46).
FONTES: Bíblia Sagrada
Livro N.T. Interpretado
( Wilson de Oliveira Carvalho )
"SE
NÃO PUDER SE DESTACAR PELO TALENTO,
VENÇA PELO ESFORÇO"
(Dave Weinbaum)