"E é por intermédio de Cristo
que temos tal confianca em Deus.
(2 Co.3:4)



NOSSA CONFIANÇA

O que o apóstolo Paulo quis dizer é que ele estava convencido, certo acerca da qualidade de seu trabalho, bem como da fonte originária do poder que tornara possível a realização de tal trabalho.
Paulo, pois, pensava no seu sucesso, tanto em Corínto como em outros lugares, como a autenticação de DEUS, como a aprovação divina ao seu ministério apostólico, obtivera pleno êxito porque fora comissionado e enviado pelo Senhor DEUS. Sua consciência lhe dava testemunho sobre isso, e não tinha receio em proclamá-lo, ainda que talvez pareça que defendia o seu ofício com demasiada frequüência.(3.1).


Mas a sua confiança estava posto em DEUS, porquanto cria na avaliação divina de seu trabalho, de que essa avaliação se equiparava à sua própria estimativa. Ora, tendo confiança para com o Senhor, Paulo não precisava de qualquer autenticação humana, na forma de cartas de apresentação, ainda que, à semelhança de qualquer outro homem, Paulo também desejasse contar com esse fator.
Tudo isso lhe viera "... por intermédio de CRISTO..." o seu chamamento, a sua comissão, o poder que recebera, a aporovação divina. Tudo se devia a CRISTO JESUS. Por essa causa é que Paulo tinha confiança em DEUS, aceitando que o trabalho que realizava era realmente do Senhor, comissionado por ele, e por conseguinte, por ele aprovado.



Um pregador deve ter confiança que sua mensagem é adequada, precisa ter fé no poder dessa mensagem. De outra maneira não poderá resistir às oposições externas ou às dúvidas que surgirem por falta de resultados evidentes. Mas o espírito de Paulo permanecia como que ereto e firme, tal como uma grande árvore, em meio à seca ou à tempestade, porquanto sua confiança estava arraigada nas atividades de DEUS. Era continuamente sustentado pelo DEUS que se lhe apresentara por intermédio de CRISTO. Paulo não tinha confiança em si mesmo, a parte de DEUS. E as gualificações para o ministério são todas conferidas por DEUS. Os dons naturais também são dons dados pelo Senhor; e o seu pleno uso só se torna possível quando são enriquecidos e orientados pelo ESPÍRITO DE DEUS (1 Co. 12:13). A percepção da nossa própria insuficiência é uma condição indispensável para essa dotação. Qualquer que sejam os dons espirituais que tenhamos consciência de possuir, precisamos entender que não são motivados por nossos méritos, e, sim, pela graça do Senhor.


Assim, pois, a confiança de Paulo estava firmada em DEUS, mediante a agência de CRISTO JESUS. Não se trata de orgulho humano ou de autoconfiança, conforme fora acusado por seus opositores. Por semelhante modo, devemos nos prestar contas a CRISTO de nossas vidas e de nossas realizações e esforços (2 Cor. 5:10). Nossa confiança, portanto, deve estar firmada no Senhor, não sendo de forma alguma inspirada pelos homens, que talvez queiram louvar o que fazemos.
Isto está de acordo com o que declarou Calvino.
"Exalto a DEUS, e não a mim mesmo, porque por sua graça é que sou o que sou".



"PARA COM ESTES, CHEIRO DE MORTE PARA MORTE, PARA COM AQUELES, AROMA DE VIDA PARA VIDA. QUEM, PORÉM, É SUFICIENTE PARA ESTAS COISAS?" (2 Cor. 2:16).

FONTES: Bíblia Sagrada
Livro. N.T. Interpretado

(Wilson de Oliveira Carvalho)


 

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