Não sei...



Não sei quantas vezes
eu morri te procurando,
nem quantas vezes
ressuscitei chorando

Não sei quantas vezes
supliquei tua volta
e, como resposta, ouvia
uma palavra morta

Não sei quantas vezes
eu chorei sorrindo,
por saber que pra mim,
você viveu mentindo

Não sei quantas vezes
fui abraçado pela nostalgia,
minha companheira de todo o dia

Não sei quantas vezes,
na calada da noite,
desejei tua presença
pra deixar de viver sozinho
e, me livrar dessa maldita sentença

Não sei quantas vezes
perdi meus sentidos,
te procurando pelos quatro cantos
e para que te encontrasse
pedi orientação à todos os santos

Não sei quantas vezes
implorei o teu retorno,
para que me livrasse desse abandono

Não sei quantas vezes
me fragrei te venerando
no altar de meu desengano...

(Wilson de Oliveira Carvalho)

 

 

 

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