"PORQUE
O REINO DE DEUS CONSISTE NÃO EM PALAVRAS, MAS EM PODER"
(1 CO. 4:20)
Felicidade:
o projeto anunciado por Jesus Cristo
A
vinda do Reino significou um novo estágio no programa redentor
de DEUS. Tudo aquilo que era típico, temporário e imperfeito
nas disposições que DEUS fez para a comunhão de
Israel com ele tornou-se coisa do passado. O Israel de DEUS, a semente
de Abraão, foi revelada como a convivência de crentes em
JESUS. (Gl. 3:16, 26-29).
O
Espírito foi derramado, e um novo modo de vida passou a ser uma
realidade para este mundo, realidade esta transmitida por JESUS CRISTO
e profeta da alegria. Ele anuncia a felicidade plena e é o portador.
O
Reino de DEUS anunciado por JESUS é o grande projeto de felicidade
proclamado e realizado por JESUS DE NAZARÉ. Vemos no livro de
Marcos, 1:15 que JESUS anuncia o seu grande projeto de felicidade o
Reino de DEUS, o qual tem duas dimensões. Para JESUS, o Reino
é futuro, isto é, um projeto que está por vir na
força de DEUS. JESUS ensinara os discípulos a pedir que
o Reino venha, ou seja, "PAI, VENHA O TEU REINO"(Lc. 11:2).
Neste sentido JESUS participa da expectativa do povo judeu. Mas aqui
é que está a grande novidade de JESUS; O Reino é,
também e ao mesmo tempo, já presente. JESUS afirma: "SE
É PELO DEDO DE DEUS QUE EU EXPULSO OS DEMÔNIOS, O REINO
DE DEUS CHEGOU ATÉ VOCÊS". (Lc. 11:20).
A
expulsão dos demônios nos evangelhos, é um dos sinas
evidentes de que o Reino não é somente futuro, mas já
presente. Ou seja, a felicidade anunciada e proclamada por JESUS não
é só promessa, mas já se torna realidade. Dessa
realidade provocou uma mudança radical ao sistema de vida caracterizada
pela escravidão, para um sistema de vida na liberdade. "PORQUE
VÓS IRMÃOS, FOSTES CHAMADOS À LIBERDADE" (Gl.
5:13). "PARA A LIBERDADE FOI QUE CRISTO NOS LIBERTOU"(Gl.
5:1).
A
fantástica liberdade de JESUS, no entanto, o lança para
o amor eficaz. Para JESUS, a única maneira correta de interpretar
a Lei é lê-la desde as necessidades da pessoa humana. O
projeto de felicidade de JESUS é o Reino da liberdade que arranca
as pessoas da situação desumana em que vivem os pobres,
os desamaparados, os marginalizados da socidade. O Reino lhes devolve
sua condição de pessoas humanas. Assim, vivem em condições
desumanas todos os que não alcançaram a maturidade humana
de viverem na liberdade, que lança a pessoa para uma atividade
criadora no amor a seus irmãos.
A
Lei escraviza no fascínio que ela exerce sobre a pessoa, oferecendo-lhe
não a rebeldia a audácia do amor e do agir gratuito e
criador, mas a facilidade e a segurança.
Esta
liberdade criativa e audaciosa que possilita o agir gratuíto,
expressa-lhe na parábola do samaritano (Lc. 10: 30-35). O levita
e o sacerdote vêem o homem despojado, espancado e semimorto, à
margem do caminho, mas passam adiante. A falta de liberdade frente a
Lei não permite que os dois percebam a intenção
divina de levar a pessoa humana à sua mais cabal personalização,
sua maturidade de pessoa livre, criadora, decidida em sua cooperação
com o DEUS criador.
Para
JESUS, não é mais a Lei o critério do Juízo
ao qual DEUS submete a humanidade, mas o amor concreto que ajuda o necessitado.
Isto aparece claramente na parábola do Juízo final. (Mat.
25: 31-46).
JESUS
Pessoa humana inauditamente livre, manifesta esta liberdade frente às
autoridades religiosas de seu tempo. (Mt. 23: 1-33 e Lc. 11: 37-44).
JESUS
se manifesta livre frente a sua família que quer detê-lo,
considerando-o louco (Mt. 3:21). A grande liberdade de JESUS desarvora
os familiares que "ficam do lado de fora" e mandam chamá-lo.
E Ele, na liberdade responde: "QUEM É MINHA MÃE E
MEUS IRMÃOS?" "E CORRENDO O OLHAR PELOS QUE ESTAVAM
ASSENTADOS AO REDOR, DISSE: EIS A MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS.
PORTANTO, QUALQUER QUE FIZER A VONTADE DE DEUS, ESSE É MEU IRMÃO,
IRMÃ E MÃE". (Mt.3: 31-35).
Em
lugar dos laços familiares, são colocados os laços
dos que fazem a vontade do Pai. Os que seguem a JESUS encontrarão
irmãos, irmãs, mães e filhos, mas não pais,
ou seja, a maternidade, a fraternidade e a filialidade, porque Pai existe
um só: DEUS.
"A
NINGUÉM SOBRE A TERRA CHAMEIS VOSSO PAI; PORQUE SÓ UM
É VOSSO PAI, AQUELE QUE ESTÁ NOS CÉUS". (Mt.
23:9).
A
missão e a tarefa de humanizar a pessoa - revelando DEUS - emerge
desta radical liberdade de JESUS. Liberdade que impregna a totalidade
do modo de ser de JESUS e dos seus discípulos. A liberdade de
JESUS e a sua prática de liberdade é radical pois ela
muda tudo. Ela muda todas as relações humanas. o Apóstolo
Paulo proclamrá que "... NÃO PODE HAVER JUDEU NEM
GREGO, NEM ESCRAVO NEM LIBERTO; NEM HOMEM NEM MULHER; PORQUE TODOS VÓS
SOIS UM EM CRISTO JESUS". (Gl. 3:28). As pessoas humanas não
são mais escravas, mais filhos. "DE SORTE QUE NÃO
ÉS ESCRAVO, PORÉM FILHO; E, SENDO FILHO, TAMBÉM
HERDEIRO POR DEUS". (Gl. 4:7), logo, o filho participa daquilo
que é do pai, é herdeiro, virtualmente igual.
A
liberdade, fundamental para a compreensão do projeto de felicidade
de JESUS, sempre é tal em relação aos outros. Essa
relação é sempre uma relação de amor.
"DEUS
É AMOR" (1 Jo.4:8)), isto é, amor que doa a vida.
"DEUS É AMOR" adquire o seu sentido pleno somente quando
se tem constantemente presente o caminho que conduz a ele.
Livres
para amar. Livres para servir. Tal é a proposta de felicidade
anunciada e praticada por JESUS. Assim como DEUS é amor porque
é liberdade, assim o serviço que o amor pratica tende
a criar liberdade. O ser humano liberta-se criando liberdade dentro
de suas possibilidades, ajudando a despertar e constituir a liberdade
do outro. Servir-se mutuamente é ajudar a ser livre. O amor não
faz o outro escravo, mas tende a libertá-lo ou ajudá-lo
a conquistar a liberdade.
"FELIZ
O HOMEM QUE ACHA SABEDORIA, E O HOMEM QUE ADQUIRE CONHECIMENTO"
(Pv. 3:13).
FONTE:
Bíblia Sagrada
Wilson de Oliveira Carvalho
"QUEM
OLHA PARA FORA, SONHA;
QUEM OLHA PARA DENTRO DESPERTA"
(Carl Yoong)