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Movido pela paixão

O que leva uma pessoa a passar sábados, domingos e feriados ensaiando, abrir mão do clube, cinema, teatro e até mesmo da família para ir a concursos e apresentações?

O que faz um indivíduo, mesmo machucado, continuar sua apresentação? O que leva esse indivíduo, quase desmaiando, a não querer abandonar a pista ou o palco?

Arriscamos dizer que é a paixão que nos move, a paixão por bandas e fanfarras, que é tão forte, que muitas vezes contagia não só quem faz parte das corporações, mas também quem está em volta dela...São pais e mães, tios, tias, vizinhos que não apenas torcem e prestigiam, como também muitas vezes, ajudam na organização e funcionamento das bandas.

Essa paixão pode inclusive contagiar pessoas que nós nem mesmo imaginamos, como o motorista do ônibus ou do transporte dos instrumentos, a ponto dele infringir as regras de trânsito. Acha impossível? Mas aconteceu de verdade, nos meados dos anos 80, no concurso da Record....

A Banda Marcial de Mairiporã chegou relativamente cedo a avenida Ipiranga, palco do concurso. Os componentes estavam tranqüilos, relaxados, havia tempo de sobra para afinar instrumentos e vestir o uniforme.

Chegando próximo ao horário da apresentação, o pessoal começa se vestir, pegar instrumentos para afinar, mas de repente nota-se: Onde estão as tubas?

Isso mesmo! As quatro tubas foram esquecidas em Mairiporã! Faltava cerca de uma hora para que a banda entrasse na avenida. Pânico geral... Mas eis que entra em ação o motorista de uma das peruas que carregavam o material - "Eu vou a Mairiporã buscar as tubas" - e foi para a cidade buscar as benditas tubas.

Enquanto isso, o tempo corria na avenida. As corporações saiam e entravam, deixando mais próxima a vez da apresentação da banda de Mairiporã. Mas quarenta minutos depois, o que parecia impossível aconteceu. Lá estava o motorista voltando com as quatro tubas, dando tempo, inclusive para afina-las antes de entrar na avenida. Agora, calculem a velocidade que motorista atingiu para percorrer São Paulo - Mairiporã - São Paulo em quarenta minutos, levando-se em conta que ele ainda teve que chegar na sede da banda, abrir portão, porta, cadeado e carregar sozinho quatro tubas. Fica claro que ele realmente foi movido pela paixão (Já que todos nós sabemos que bandas e fanfarras não dá dinheiro a ninguém)!

No final, tudo correu bem...

Karen e Gill

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      Ultra-som pode levar uma pessoa a ser canhota

          Um estudo sueco com 180 mil homens jovens revelou que os exames de ultra-som de fetos podem afetar o cérebro e levar uma pessoa a ser canhota, informou uma rádio da Suécia na quarta-feira. A pesquisa, do Hospital Universitário Uppsala e do Instituto Karolinska, mostrou que os homens nascidos na década de 1970 que foram expostos a exames de ultra-som quando estavam no útero apresentavam uma propensão maior a se tornarem canhotos. A maioria das pessoas está predisposta a se tornar destra e apenas 6 por cento se tornam canhotos.

BOL Notícias - SP  - Geral    24/10/2001

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Idioma: o maior patrimônio de uma Nação

A língua portuguesa (como todos os idiomas) é dinâmica. Isto quer dizer que ela está permanentemente sendo enriquecida com palavras de diversas origens. Isto, invés de reduzir seu valor, acrescenta valor, enriquece a língua. Mas há dois detalhes que precisam ficar bem claros na consciência dos nossos jovens:

1 - O idioma - seja ele qual for - é o maior patrimônio de uma nação; é ele que sustenta e permite sua unidade e reexistência. Além disso, o idioma é o instrumento fundamental da transmissão da cultura e a base de todos os pensamentos. Por isso deve ser respeitado e resguardado, até mesmo por uma questão de "qualidade de raciocínio".
2 - Uma nação que abre mão do seu idioma em favor de outro, que permite o assédio idiomático - e não reage a ele - acaba perdendo a sua soberania. Isto quer dizer que, à medida em que você "aceita" trocar palavras do seu idioma por palavras de outro idioma, está simplesmente se escravizando e, geralmente, nem percebe que isto está ocorrendo.

Aprender outros idiomas é muito bom; saber falar outras línguas é ótimo para o crescimento individual, principalmente quando entendemos que esta é uma "vantagem intelectual". Agora, substituir "entrega em domicílio" por delivery ou "grátis" por free só porque acha mais "bonitinho" ou mais "sofisticado" é oferecer o próprio cérebro para ser algemado.

Jovem, a língua portuguesa é rica e farta de possibilidades. Ela permite expressar toda a extensão do nosso raciocínio e toda a carga dos nossos sentimentos. Além do mais, é nossa. Perder este patrimônio, simplesmente para seguir a trilha dos "ingênuos deslumbrados" é despedir-se da história das nações civilizadas. Em suma, é passar "atestado de bobo".


Nota importante:
Aqui e ali ouve-se falar que o inglês está se transformando no idioma universal e que, dentro de vinte ou trinta anos, só se falará inglês no mundo. É preciso estar atento às segundas intenções desta propaganda. Que o inglês realmente se transformará num idioma de amplitude universal, não temos dúvida, porém ele será sempre uma "opção eventual de comunicação"; jamais substituirá o idioma nacional em países que tenham consciência dos próprios valores culturais.

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O valor de uma Banda de Música em uma batalha

     Ao raiar do dia 3 Nov 1867, os paraguaios atacaram, de surpresa, o acampamento brasileiro na região de Tuiuti. Travou-se, então, a chamada 2ª batalha de Tuiuti, vencida pelo 2º C Ex, ao comando do bravo General Barão de Porto Alegre.


    O 42º Batalhão de Voluntários da Pátria se deslocava para assistir à Missa, quando recebeu forte e inesperado ataque das tropas paraguaias. Tal ataque também atingiu a Banda daquela OM, cujo Mestre era Felipe Néri Barcelos, músico civil contratado, provavelmente oriundo de Pernambuco, apelidado de “Gago”, que vinha dirigindo a Banda da Unidade, desde que o Batalhão partira daquele estado. Ao verificar que contra o 42º, carregava, ao som de sua Banda, o 40º Corpo de Linha, a famosa “Guardia de Lopez”, o bravo Mestre, superando a habitual gagueira, bradou a plenos pulmões: “A eles, aos músicos inimigos!” Eletrizada, a Banda do 42º lançou-se, célere e determinada, de encontro à corporação musical paraguaia. No audacioso e sangrento “golpe-de-mão”, pereceram quase todos os músicos, entre eles, o heróico Mestre Felipe Néri; entretanto, foi destroçada a Banda da tropa de elite guarani e conquistados 35 instrumentos musicais.
   

O Major Joaquim de Lima, Cmt do Btl, que teve mais de 100 homens fora de combate, ao tecer elogios à destemida Banda, da qual restaram apenas seis músicos, lamentou o fato de não saber o que fazer com tantos instrumentos capturados, pois os que podiam tocá-los, haviam falecido gloriosamente. Então, um velho zabumbeiro, sobrevivente da batalha, se adiantou e disse: “Vendê-los, meu Comandante, para do que se apurar, dizer missas por alma de nosso Mestre, que morreu na conquista deles”...
       Urge resgatarmos o impoluto nome de Mestre Felipe néri, de um injusto anonimato, não condizente com os tantos e tamanhos serviços por ele prestados ao Exército Brasileiro, mormente quando não trepidou em sacrificar a própria vida, pela honra da Pátria!

    Assim, esperamos a colaboração de nossos músicos, na pesquisa emorialística de dados biográficos acerca de fatos e, registros  existentes na historiografia militar e que necessitam ser recuperados.
    (Trabalho excerto e adaptado, do livro “Música Militar e Bandas Militares”, de Antonio Meira e Pedro Schirmer).  

  

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De onde veio o conceito de Universidade????

 

    A universidade é o órgão máximo do sistema educacional regular de um país, a universidade tem a dupla função de preservar e renovar a cultura nacional e universal. Assim, de acordo com o contexto em que se situa, pode ser uma força conservadora ou de transformação da sociedade.

    Universidade é uma instituição de ensino superior que, em geral, compreende faculdades ou escolas em número variável, agrupadas em escolas profissionais e centros de ciências humanas, sociais e científico-tecnológicas, com autoridade para conferir títulos de graduação e pós-graduação. Centro difusor dos valores da cultura nacional e universal, a universidade tem, além das atividades propriamente educativas, a de realizar tarefas de pesquisa pura e aplicada de grande abrangência.

    História. A universidade moderna originou-se das escolas medievais conhecidas como studia generalia (no singular, studium generale), organismos de ensino criados para suprir as deficiências das escolas catedrais e monásticas, que só preparavam os alunos para a carreira religiosa. Abertos a estudantes de todas as partes da Europa, que depois de formados podiam exercer o magistério em qualquer lugar, os studia generalia funcionavam por autorização de autoridades civis e eclesiásticas. As primeiras,  do século XI, foram a de Salerno, que se celebrizou como escola de medicina, e a de Bolonha, famoso centro de estudos jurídicos.

     Os estudantes e professores estrangeiros que freqüentavam os studia generalia formaram, para proteção mútua, sociedades que receberam o nome de universitas. Ofereciam moradia e alimentação barata e eram presididas por uma autoridade comum, o rector scholariorum, eleito pelos alunos e mestres. No século XIV, a palavra universidade passou a designar uma comunidade de mestres e alunos reconhecida pela autoridade civil ou eclesiástica.

    As universidades tinham liberdade de atuação desde que não pregassem o ateísmo ou heresias. O ensino era totalmente financiado pelos alunos, que pagavam taxas aos professores e podiam se transferir para outras escolas se ficassem insatisfeitos. As primeiras universidades não tinham edifícios permanentes e poucas propriedades corporativas.

    Às universidades de Bolonha e Salerno seguiram-se, na Itália, no século XIII, as de Pádua, Nápoles, Siena e, no século XIV, a de Pisa. A de Paris, que ganhou fama com o nome de Sorbonne, nasceu entre 1150 e 1170 e se notabilizou pelo ensino de teologia. Tornou-se modelo para outras universidades européias, como as de Oxford e Cambridge, na Inglaterra, que no final do século XII já estavam bem estabelecidas. A partir do século XIII, surgiram universidades na maioria das grandes cidades européias: Montpellier e Aix-en-Provence, na França; Roma e Florença, na Itália; Salamanca e Valladolid, na Espanha; Praga e Viena, na Europa central; Heidelberg, Leipzig, Freiburg e Tübingen, na atual Alemanha; Louvain, na atual Bélgica; Saint Andrews e Glasgow, na Escócia; e Coimbra, em Portugal.

    Até o fim do século XVIII, as universidades ofereciam um núcleo curricular baseado nas sete artes liberais: gramática, lógica, retórica, geometria, aritmética, astronomia e música. Os alunos depois continuavam os estudos numa das faculdades profissionais de medicina, direito e teologia. Os testes finais eram extremamente rigorosos e muitos estudantes fracassavam.

    As primeiras universidades com feição moderna surgiram com o fim do feudalismo e o nascimento dos estados nacionais. A universidade medieval, com seu rígido arcabouço escolástico, se tornou incompatível com o impulso renovador da época. Enfrentou críticas baseadas no espírito do humanismo, como as de Erasmo, que preparou em Cambridge uma versão do Novo Testamento para proporcionar aos estudantes um texto isento dos erros da Vulgata, e recebeu ataques mais incisivos do Iluminismo.

      A Reforma e a Contra-Reforma religiosas do século XVI afetaram as universidades da Europa de formas diferentes. Nos estados alemães, os protestantes dominaram as antigas escolas e fundaram novas, enquanto muitas universidades católicas se tornaram defensoras intransigentes do ensino tradicional associado à Igreja Católica. No século XVII, as universidades protestantes e católicas tinham se tornado centros devotados à defesa de suas doutrinas religiosas e portanto resistentes ao interesse pela ciência que tinha começado a dominar a Europa. O novo ensino foi desencorajado e assim muitas universidades passaram por um período de relativo declínio. Apesar disso, continuaram a surgir novas universidades, como as de Edimburgo, Leiden e Estrasburgo.

    Universidade moderna. A primeira universidade realmente moderna foi a de Halle, fundada por luteranos em 1694. De orientação progressista, foi a primeira a renunciar à ortodoxia religiosa em benefício da investigação intelectual objetiva e racional, e a primeira em que os professores ensinaram em alemão, isto é, na língua vernácula, em lugar do latim. As inovações de Halle foram adotadas pela Universidade de Göttingen, fundada em 1737, e depois pela maioria das universidades alemãs e americanas.

    No final do século XVIII e começo do século XIX, a religião foi gradualmente substituída como força dominante à medida que as universidades européias se tornaram instituições modernas de ensino e pesquisa e secularizaram o currículo e a administração. Típico exemplo dessas tendências foi a Universidade de Berlim, fundada em 1809, na qual a experimentação de laboratório substituiu a conjectura; doutrinas teológicas, doutrinárias e outras foram examinadas com novo rigor e objetividade; e pela primeira vez surgiram padrões modernos de liberdade acadêmica. O modelo alemão de universidade como um complexo de escolas de graduação que executavam experimentação e pesquisa e avançadas tornou-se influência mundial.

    Universidade contemporânea. A partir do século XIX, a maioria das universidades adotou o princípio da liberdade de cátedra, que concedia a professores e alunos o direito de buscarem a verdade sem restrições ideológicas, políticas ou religiosas. As democracias liberais favoreceram essa prerrogativa, enquanto os governos autoritários ou os que sofriam influências de confissões religiosas a restringiram.

    A Universidade de Londres adotou dois conceitos revolucionários após a segunda guerra mundial: o de universidade aberta e o de cursos de extensão universitária. A partir de 1969, a universidade aberta facultou cursos por correspondência a quem trabalhava em regime de tempo integral. Os cursos de extensão universitária, que tinham o objetivo levar o ensino superior às massas que a ele não tinham acesso, eram integrados por programas de rádio, televisão e escolas residenciais de verão.

    Universidades na América. As primeiras universidades nas colônias americanas foram fundadas pelos espanhóis: Universidade de Santo Domingo (1538), na atual República Dominicana, e a Universidade de Michoacán (1540) no México. No final do século XVI, havia seis universidades na América espanhola. Na época da independência, esse número chegava a 19.

    Na Argentina, destacam-se as universidades de Buenos Aires (1821), Córdoba (1613), La Plata (1884), do Litoral (1880) e do Cuyo (1939). A Universidade da República, no Uruguai, foi fundada em 1849; a do Chile, em 1738. Entre as universidades peruanas inclui-se a primeira do continente, a Universidade Nacional Maior de São Marcos de Lima, fundada em 1551. A Universidade Nacional da Colômbia, com sede em Bogotá, foi a primeira instituição do gênero a criar uma cidade universitária na América Latina; na Venezuela, a Universidade Central foi fundada em 1825.

    As primeiras instituições de ensino superior nos Estados Unidos são as de Harvard (1636), William and Mary (1693), Yale (1701), Princeton (1746) e King's College (1754, hoje Colúmbia), que inicialmente seguiram os moldes britânicos. Fundadas para formar ministros protestantes, em pouco tempo adotaram o modelo alemão e incluíram em seus currículos áreas tecnológicas e ciências exatas.

    Nos anos que se seguiram à independência do país, aumentou consideravelmente o número de instituições de ensino superior. Muitas das novas escolas incluíram no currículo o estudo de técnicas agrícolas e comerciais até então desdenhadas pelas universidades européias. O modelo adotado formava uma mão-de-obra mais qualificada e propiciava a descoberta de novas possibilidades tecnológicas.

Estudantes e reforma universitária. A participação dos estudantes, que foi expressiva para a modificação do conceito de universidade, teve dois movimentos de destaque: o primeiro foi o "Manifesto de Córdoba", na Argentina, em 1918, que reivindicava para os estudantes o direito de voz e voto nos conselhos deliberativos. Exigia também autonomia docente, administrativa e política da universidade; concurso público para seleção de docentes e limitação de seu mandato, subordinando a renovação deste à qualidade do desempenho; gratuidade do ensino superior e eleição dos mandatários por assembléias de estudantes, professores e graduados.

    O segundo movimento foi a rebelião dos estudantes de Paris em maio-junho de 1968. Em conseqüência disso, a "lei francesa de orientação", de novembro do mesmo ano, desdobrou as antigas faculdades em numerosos centros de ensino e pesquisa. Em 1971, a     Universidade de Paris já tinha reestruturado 13 de seus núcleos, com mais de uma centena de institutos.

    Brasil. Ao contrário dos países de colonização espanhola, o Brasil não teve universidades enquanto foi colônia de Portugal. Até a independência, menos de três mil brasileiros se formaram, a maioria em Coimbra, alguns poucos em Toulouse e Montpellier ou no Reino Unido.

    As primeiras escolas de nível superior começaram a funcionar na segunda década do século XIX. Ao ser proclamada a república, só havia cinco faculdades no país: duas de direito, em São Paulo e Pernambuco, duas de medicina, na Bahia e no Rio de Janeiro, e uma politécnica, no Rio de Janeiro. Em 1869, foi criada em Minas Gerais a Escola Agrícola União e Indústria, e em 1875, a Escola de Minas de Ouro Preto. Em 1877, foi fundada na Bahia uma escola de agricultura.

     Somente em 1920 foi criada a primeira universidade do país, a Universidade do Rio de Janeiro, depois Universidade do Brasil e mais tarde Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que nasceu da fusão das três faculdades então existentes na cidade do Rio de Janeiro.     A Universidade de São Paulo (USP) foi fundada em 1934 e a de Brasília em 1962. Atualmente o Brasil tem pelo menos uma universidade em cada estado da federação.

    A multiplicação das escolas de ensino superior se traduziu na conscientização dos jovens sobre os grandes problemas nacionais. Na década de 1930, foi intensa sua participação no processo político, com a luta contra a ditadura do Estado Novo e o apoio às teses nacionalistas.      Em 1938 foi fundada a União Nacional dos Estudantes (UNE), institucionalizada em 1942 como órgão representativo da categoria estudantil.

    Na década de 1940, as lutas estudantis se centraram no apoio à participação do Brasil na guerra contra o nazi-fascismo e, depois, no apoio à Força Expedicionária Brasileira (FEB) e no combate às correntes políticas nacionais favoráveis ao Eixo. Na fase de redemocratização, a UNE promoveu campanhas contra a alta do custo de vida e em defesa do monopólio estatal do petróleo e da política externa independente.

     Na primeira metade da década de 1960, os estudantes realizaram movimentos de apoio à escola pública, ao ensino gratuito, às mudanças profundas na estrutura do ensino superior e ao programa de reformas de base do governo João Goulart, ao lado de entidades de estudantes secundaristas. Com a ruptura constitucional representada pelo golpe militar de 1964, a UNE foi alvo de intensa repressão e suas principais lideranças tiveram que se exilar. Apesar disso, ainda participou de manifestações populares contra a ditadura e realizou congressos clandestinos até a edição do Ato Institucional nº 5, em dezembro de 1968, o que efetivamente suspendeu a atividade política dos estudantes no cenário nacional.

    A reconstrução da UNE na década de 1980 não modificou muito a atitude apática que os estudantes universitários mantinham desde a dissolução de seu movimento. Em 1992, os estudantes universitários e secundaristas voltaram às ruas para exigir o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo, denunciado por corrupção.  

©Encyclopedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

 

 fonte:       http://www.originalis.hpg.ig.com.br/Ensino.htm

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BANDA DE MUSICA

    Suas origens 

    O aparecimento das bandas de música, tradicionalmente militares, no universo civil ocorreu numa época em que a música transcendeu os limites dos salões e das salas de concerto para participar das manifestações artísticas populares nas ruas e praças das cidades. A banda se compõe de um conjunto de músicos que utilizam principalmente instrumentos de sopro e percussão. Do ponto de vista musical, diferencia-se da orquestra sinfônica pelo fato de só ocasionalmente empregar instrumentos de cordas e por servir-se de outros que lhe são característicos, como os bombos e bombardinos. A tradição militar da banda se evidencia no uso de uniformes por seus componentes, no tipo de instrumentos empregados e no repertório que costuma executar.

Desde a Antigüidade clássica, grupos instrumentais acompanhavam as tropas em campanha, para levantar-lhes o moral. O gradual aperfeiçoamento dos instrumentos musicais ocasionou a criação de bandas em quase todas as unidades militares, como símbolo e estímulo para os soldados. As bandas militares dos diversos exércitos se distinguiam umas das outras pelos instrumentos escolhidos e pelas peças interpretadas. Cada país incorporava às suas bandas os instrumentos mais característicos de sua cultura, como a gaita na Escócia e os pífaros na Alemanha.
        A partir do século XIX, a concentração da população nas cidades determinou um novo tipo de relacionamento social, estabelecido sobretudo em lugares públicos. As bandas deixaram de ser um elemento ligado à guerra e adquiriram uma nova função: a de alegrar festas e demais encontros populares, contribuindo assim para a difusão da música.

No Brasil, a palavra banda é geralmente associada às formações militares, aos coretos das cidades do interior e, ainda, ao circo; mas apenas muito ocasionalmente a um corpo sinfônico estável, voltado para a música de concerto do mais alto nível de excelência como é o caso da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Assim, antes de mais nada, a música que se entende destinada à essa formação parece restringir-se às marchas (festivas ou fúnebres), dobrados, fanfarras, hinos e excertos (trecho, fragmento; extrato) operísticos. Essas obras, entretanto, em que pese a nobreza de tratamento que possam eventualmente apresentar, sequer se aproximam das imensas possibilidades e potencialidades musicais desse agrupamento.

 

UM POUCO DE HISTÓRIA

  A chamada música para instrumentos de sopro, que constitui a essência mas não a integralidade (qualidade) do trabalho de uma banda, originou-se nas cerimônias solenes, fúnebres e festivas. Tal música varia enormemente, das fanfarras para metais, passando pelas delicadas serenatas e divertimentos para sopros, até obras extremamente elaboradas como a "Sinfonia Fúnebre e Triunfal" de Berlioz.

Giovanni Gabrieli (1557-1612), mestre de capela da Catedral de São Marcos em Veneza, aproveitou a presença das naves do sacro edifício para compor magníficas peças antífonas e policorais que empregavam considerável numero de instrumentos de sopro. A Alemanha dos séculos XVII e XVIII testemunhou um notável desenvolvimento técnico dos instrumentos de metal, que pode ainda hoje ser apreciado em partituras de Bach, Haendel e Telleman. A época de Haydn e Mozart constituiu, também, um avanço técnico e expressivo para os sopros, ao mesmo tempo em que certas circunstâncias econômicas e sociais, verificáveis nas cortes e nas casas da nobreza do então vigoroso Império Austro-Húngaro, estimularam a composição de serenatas e divertimentos para execução em ambientes abertos e fechados, nas mais variadas ocasiões. As três grandes serenatas para sopros de Mozart, encontram-se entre as obras primas produzidas nesse período. <<

A Revolução Francesa, assim como o Império Napoleônico que lhe seguiu, propiciaram o ressurgimento da música triunfante e cerimonial para metais, à maneira de Gabrielli, gênero do qual o Réquiem e a "Sinfonia Fúnebre e Triunfal" de Berlioz, são felizes exemplos.

O declínio das cerimônias cívicas e religiosas, associado à decadência das cortes européias no século XIX, relegou a produção para sopros a um patamar secundário. Apenas umas poucas obras importantes, como a Pequena Sinfonia para Sopros de Gounod, a Serenata em Lá de Brahms (destinada à "orquestra sem violinos" para destacar a sonoridade e expressividade dos sopros) e a Serenata para Sopros de Richard Strauss, contribuíram para manter acesa a chama daquele que parecia ser um meio obsoleto de expressão. A redescoberta dos "coros de sopros" encabeçada por Gustav Mahler, o movimento neoclássico que sucedeu a Primeira Grande Guerra e a necessidade de partituras destinadas aos conjuntos menores, além do surgimento de concursos de bandas e fanfarras na Inglaterra, pavimentaram o caminho triunfante dos sopros no século XX, preparando aquilo que viria a ser o seu principal veículo de divulgação da produção contemporânea.

  SÉCULO XX - A REVOLUÇÃO DAS BANDAS

A assombrosa multiplicação das bandas militares e escolares no novo centro econômico e cultural do mundo - os Estados Unidos da América - constituíram uma verdadeira revolução em termos de formação e repertório das bandas. No espaço de apenas vinte anos, a partir de meados da década de 1930, vieram à luz inumeráveis obras-primas destinadas às diversas combinações de instrumentos de sopros. Paul Hindemith, Serge Prokofiev, Arnold Schoemberg e Darius Milhaud, são apenas alguns dos maiores compositores deste século que escreveram especificamente para bandas, mas foram os compositores norte-americanos que a adotaram como seu principal meio de expressão e enriqueceram enormemente sua literatura de concerto. Obras como o            Divertimento de Vicent Persichetti, inauguraram um novo conceito de instrumentação para esse tipo de formação e contribuíram para o alargamento dos horizontes e fronteiras da composição moderna.

Robert Russell Bennett, Morton Gould, Gunther Schuller, Karel Husa, Alfred Reed, Johan de Meij e Micael Colgrass são alguns dos mais importantes compositores deste século que tem como característica central de suas obras a produção para sopros.

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